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Análise: Náutico troca competitividade por apatia e expõe limites de suas aspirações

Análise: Náutico troca competitividade por apatia e expõe limites de suas aspirações

América-MG 2 x 1 Náutico | Melhores momentos | 27ª rodada | Brasileirão Série B 2026
A derrota do Náutico por 2 a 1 diante do América-MG, nessa quarta-feira, no estádio Independência, pela Série B, foi um golpe duro para o clube pernambucano. Longe de ser competitivo como em outros momentos – em que até não saiu com a vitória, mas demonstrou entrega -, o time perdeu a invencibilidade de oito jogos de forma apática.
O placar foi até enganoso diante da baixíssima produtividade da equipe dos técnicos Hélio e Guilherme dos Anjos – poderia ter sido mais largo para o adversário. E a derrota explica perfeitamente como a briga do Náutico pelo G-6, no momento, é um sonho distante, por mais que a matemática ainda permita.
Nem mesmo o recado do técnico Hélio dos Anjos antes da partida serviu para o time entrar em campo ligado. O treinador havia alertado para o forte início de jogo do América-MG, penúltimo colocado, e como era importante não repetir o jogo ruim que aconteceu contra a Ponte Preta. Mas de nada adiantou.
Náutico jogou mal e foi derrotado contra o América-MG.
Mourão Panda/América-MG
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O Náutico chegou ao duelo defendendo a já citada invencibilidade de oito jogos e buscando uma vitória para se aproximar do G-6 da Série B. Em campo, contudo, passou longe de ser um time com essas pretensões.
Prova disso é que o América-MG já vencia o jogo por 2 a 0 quando o relógio apontava 25 minutos de jogo. A equipe da casa aproveitou as falhas do Náutico, que cansou de errar – individual e coletivamente.
O maior símbolo dos erros individuais é o zagueiro Betão. Ele falhou feio na saída de bola e deu de presente o primeiro gol do América-MG, marcado por William Bigode. No segundo, embora não tenha sido o único responsável, o defensor também foi mal, e Ostchega ampliou a favor dos mandantes.
América-MG x Náutico
Mourão Panda / Studio Panda / América MG
Betão foi substituído aos 27 minutos do primeiro tempo, deixando a partida para Ryan entrar. Embora não tenha sido o único culpado, simbolizou bem uma noite para esquecer.
Em desvantagem, o Náutico teve mais a posse de bola, porém sem criatividade. Foram inúmeros cruzamentos até o fim do primeiro tempo, além de tentativas frustradas de finalizações.
Na segunda etapa, os técnicos Hélio e Guilherme dos Anjos apostaram nas entradas de Reginaldo, Borasi e Júnior Todinho, mas o cenário não mudou efetivamente. O Náutico só veio incomodar em finalizações de Jean Carlos. Na primeira, escorregou ao cobrar a falta, mas ainda obrigou o goleiro Bruno Brígido a trabalhar, enquanto na segunda chutou com perigo por cima do gol.
Ao mesmo tempo em que era improdutivo ofensivamente, na defesa a equipe flertou com mais falhas individuais e poderia ter sido mais castigada caso o América-MG tivesse um aproveitamento melhor na tomada de decisão no ataque.
Na reta final, em um raro bom momento ofensivo, Vinícius tocou de calcanhar para Júnior Todinho, que bateu bonito de fora da área e fez o gol do Náutico. No entanto, nem isso foi capaz de animar a equipe e ensaiar uma pressão final.
América-MG x Náutico
Mourão Panda / Studio Panda / América MG
O saldo final da dura derrota é de um Náutico pouco intenso, diferentemente de outros jogos, até mesmo quando perdeu, e esteve na sua pior noite coletivamente e, sobretudo, de postura dentro de campo.
O resultado fica ainda pior quando é somado ao empate por 1 a 1 diante da Ponte Preta, fora de casa, também pelo returno da competição.
Dos seis pontos disputados contra Ponte Preta e América-MG, lanterna e penúltimo colocado, respectivamente, o Náutico somou apenas um. Se tivesse feito o que se esperava e vencido as duas partidas, hoje o time teria cinco pontos a mais e estaria, de fato, colado no G-6.
O que não é o caso de agora. No momento, a equipe pernambucana está na 11ª posição e ainda pode cair colocações no complemento da rodada.
Jogadores do Náutico antes de partida contra o América-MG
Divulgação/ CNC
O resultado negativo, principalmente da forma como foi, amplia o tensionamento entre parte da torcida e a comissão técnica de Guilherme e Hélio dos Anjos. Após vencer o Botafogo-SP, Hélio refletiu sobre a relação e as críticas.
A 11 rodadas do fim do campeonato, a sensação é de que o Náutico só quer os 45 pontos o quanto antes. Mas para isso não pode repetir a atuação que teve diante do América-MG.
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