Ponte paga transfer ban com parceria para receber jogadores do Boavista
SAF do Boavista-RJ se oferece pra pagar o transfer ban da Ponte Preta
A Ponte Preta realizou nesta quinta-feira o pagamento de transfer bans que impediam o clube de registrar novos jogadores. O ge apurou que o valor desembolsado foi de aproximadamente R$ 2,2 milhões. Em crise financeira, a Macaca contou com uma parceria com a SAF do Boavista para viabilizar a operação.
Com 20 jogos sem vitória, Ponte Preta enfrenta o Sport na Série B
As pendências envolviam duas punições na Fifa e uma na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). Entre os débitos estão uma dívida com o zagueiro boliviano Luis Haquin e outra com um clube do Paraguai. Na CNRD, a Ponte tinha uma pendência de R$ 1,4 milhão, dividida em sete parcelas de R$ 200 mil. A punição havia sido aplicada em maio após o clube atrasar parcelas de um acordo.
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Com os pagamentos realizados, a Ponte agora aguarda a atualização do sistema da Fifa e também da CBF para que as restrições sejam retiradas. A liberação é necessária para que o clube possa registrar os reforços contratados nas últimas semanas. A janela de transferências da CBF fecha nesta sexta-feira, dia 11.
Estádio Moisés Lucarelli, Majestoso, Ponte Preta
Heitor Esmeriz
A parceria com o Boavista também prevê a chegada de jogadores por empréstimo para aumentar as opções de Gilson Kleina.
Entre os nomes envolvidos estão o zagueiro Gabriel Caran, o lateral-esquerdo Rodolfo Titto, o volante Karl e os meias Dênis Borges e Manu Ferreira.
Karl, volante do Boavista
JP Bellizzi / Boavista SC
O goleiro Diego Loureiro e os atacantes Lucas Silva e Keké também foram avaliados, mas as negociações não avançaram. A ideia do clube carioca é dar maior visibilidade aos atletas na disputa da Série B.
O técnico Gilson Kleina participou das conversas e ajudou a intermediar o contato entre as partes. O treinador trabalhou no Boavista no início da temporada. A iniciativa partiu dos investidores da SAF carioca, entre eles Marcelo Pedroza, que tem residência em Paulínia, na região de Campinas, e é um dos sócios da empresa Arte da Bola, responsável pela aquisição de 80% das ações do Boavista em 2024.
Os presidentes do Boavista, Marcelo Pedroza e Vlouner Martins, ao lado de Samir Xaud, presidente da CBF
Divulgação/Boavista
Quem também pode ser regularizado é o lateral-esquerdo Jota, ex-Portuguesa Santista. Ele é o único remanescente entre os jogadores contratados pela Ponte no fim de julho que continuaram treinando enquanto o clube estava impedido de fazer os registros. Os demais foram liberados durante a paralisação do elenco profissional provocada pelos atrasos salariais.
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A Ponte perdeu 19 jogadores ao longo da Série B em meio à crise financeira e chegou a utilizar uma equipe formada exclusivamente por atletas da base contra o América-MG para evitar um W.O. Quando anunciaram a paralisação, os jogadores afirmaram que alguns integrantes do elenco estavam havia seis meses sem receber.
O ge apurou que, em casos específicos de jogadores e profissionais do departamento de futebol, os atrasos chegam perto de um ano.
Gilson Kleina, técnico da Ponte Preta
Marcos Ribolli
A Macaca ocupa a última colocação da Série B, com 10 pontos, e não vence há 20 partidas, estabelecendo o recorde negativo da história da divisão de número de jogos seguidos sem ganhar. O próximo compromisso é contra o Sport, nesta quinta-feira, às 21h30, na Ilha do Retiro.
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