Por que Abel fez só uma substituição no Palmeiras pela primeira vez
Palmeiras 1 x 0 LDU | Melhores Momentos | Conmebol Libertadores 2026
Ao longo dos 97 minutos em que comandou a vitória do Palmeiras, por 1 a 0 sobre a LDU, pela ida das quartas de final da Libertadores, na última quarta-feira, uma decisão de Abel Ferreira chamou a atenção: o técnico fez apenas uma substituição na partida.
Trocou Vitor Roque por Heittor, aos 33 minutos do segundo tempo, porque o camisa 9 reclamou de câimbras.
– Está tudo bem. Foi só câimbra mesmo, de tanto correr – explicou Vitor Roque, aos risos, depois da partida.
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Mas por que apenas uma mudança?
Abel Ferreira em Palmeiras x LDU
Marcos Ribolli
É um cenário inédito, inclusive, na passagem do treinador. Os registros do Gato Mestre do ge, por exemplo, listam apenas uma vez que isto ocorreu durante a passagem de Abel, mas ele não estava no comando da equipe: o empate sem gols com o Athletico-PR, dia 6 de dezembro de 2021.
Depois do título da Libertadores naquele ano, o elenco recebeu férias antecipadas e jogou nas duas rodadas finais do Brasileiro basicamente com o time sub-20, comandado por Paulo Victor Gomes, treinador da equipe de base na época. Ele optou por fazer apenas uma mexida no confronto.
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No caso de Abel, o treinador tinha, além de Heittor, outros nove jogadores de linha nas opções: o lateral-direito Khellven, o lateral-esquerdo Artur, o zagueiro Fuchs, os volantes Emiliano Martínez, Larson e Luis Pacheco, o meia Mauricio, e os atacantes Felipe Anderson e Erick Belé.
O técnico, porém, diz que não quis interferir no ritmo que o time vinha colocando no jogo.
– Achei que a equipe estava bem, temos insistido muito com equipes que se defendem com bloco baixo – afirmou, em referência ao esquema da LDU em 5-3-2.
– Foi bem clara a quantidade de oportunidades que nós criamos e portanto achei que não tinha necessidade de mexer. Estava com boa dinâmica, foi até o fim para fazer o segundo gol. Vitor Roque estava com câimbras e tive que tirar – completou.
Veja a coletiva de Abel Ferreira após vitória do Palmeiras sobre a LDU
Foi perguntado, inclusive, se a decisão era de certa forma um recado à diretoria sobre necessidade de reforços, uma vez que o clube negociou o atacante Allan para o Manchester City e não contratou (nem tem no time) outro jogador com as mesmas características.
– Treinador não passa recado a ninguém. Falo direto com Barros, Leila, aqui ninguém engana ninguém – respondeu.
Barboza explica por que gosta de jogar num esquema com três zagueiros no Palmeiras
Entre os atletas, Barboza, que foi titular na partida e assim como os outros nove permaneceu até o fim, respaldou o treinador.
– A ideia de um time é que o jogador que está jogando jogue até que não dê mais, até que esteja “morto”. Saiu o Vitor Roque, que foi quem falou que estava sentindo, e ninguém mais falou nada – explicou Barboza, no sentido de que nenhum outro atleta se queixou de dores.
– Eu estava cansado, mas eu nunca vou sair, impossível. Zagueiro saindo porque está cansado? Não existe – disse o zagueiro, aos risos.
– Para mim, dentro do campo o Palmeiras jogou bem. Se a pergunta é essa, não tinha necessidade (de mudar), mas a comissão que decide.
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