Rondoniense de 13 anos fala sobre conquista ouro inédito no Brasileiro de Taekwondo
Seleção Brasileira, Libertadores, NFL e a joia Wemilly Nicole do taekwondo são destaques
A atleta rondoniense Wemilly Nicolly, de 13 anos, conquistou a medalha de ouro no Campeonato Brasileiro de Taekwondo, disputado em Brasília. O feito é histórico, pois é a primeira vez que uma competidora de Rondônia alcança o primeiro lugar na categoria cadete da competição.
Na disputa pelo título da categoria (limite de peso de até 37 quilos para faixas pretas), a jovem enfrentou adversárias de várias partes do país. Na luta final, Wemilly venceu a atleta Jade Quintero, de Santa Catarina, por 2 rounds a 0, com placares parciais de 20 a 4 e 9 a 7.
A paixão de Wemilly pelas artes marciais começou cedo, inspirada pela mãe, e exigiu dedicação diária. “Foi uma experiência muito boa de ter ganhado, porque foi muito tempo dedicado, muito suor. É um treino muito cansativo, todo dia ralando na academia, de manhã, de noite, e eu fico muito feliz”, conta a atleta.
Wemilly Nicolly, de 13 anos, conquistou a medalha de ouro no Campeonato Brasileiro de Taekwondo, disputado em Brasília
Arquivo Pessoal
Próximos desafios
O mestre da campeã, André Ferraz, ressalta o ineditismo do título para a história da academia e destaca que o resultado reflete o crescimento da presença feminina no esporte de alto rendimento. “Uma coisa que eu gosto de evidenciar é que as mulheres estão chegando. Os homens aí têm que ficar espertos porque as mulheres são muito aplicadas”, afirma o treinador.
Com o ouro nacional garantido, o calendário esportivo da rondoniense já tem os próximos compromissos definidos pela Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD):
Copa do Brasil Embaixador: a ser disputada em Fortaleza (CE);
Grand Slam: em dezembro, no Rio Grande do Norte (RN).
A classificação para disputar o Grand Slam é o caminho para o próximo grande objetivo da jovem: buscar uma vaga para compor a Seleção Brasileira.
Enquanto se prepara, ela espera que seus resultados se tornem referência. “Eu me sinto orgulhosa de ser uma menina em meio a um esporte que as pessoas acham que é mais pros meninos e que eu possa motivar que mais meninas façam esporte”, conclui Wemilly. geRead More


