Brasil vai aos Jogos Sul-Americanos em busca de vagas no Pan e com obrigação de liderar o quadro geral
Brasil chega forte ao Sul-Americano com expectativa alta de medalhas
As Olimpíadas da América do Sul. Assim são conhecidos os Jogos Sul-Americanos, que têm início neste sábado, com a presença de mais de 4 mil atletas de 15 países em 60 modalidades diferentes, na Argentina. Para o Brasil, dominante no continente desde o início do século, a liderança no quadro de medalhas é uma obrigação. Um outro objetivo importante é conquistar o maior número de vagas para os Jogos Pan-Americanos, que serão no ano que vem, em Lima, no Peru.
Maria Clara Pacheco vence sul-coreana e conquista ouro no Grand Prix de Muju
Para isso, a delegação brasileira terá cerca de 500 atletas em 52 modalidades. Os destaques são o recordista mundial dos 400m com barreiras Alison dos Santos, a campeã olímpica de 2021 Ana Marcela Cunha, a dupla líder do ranking mundial de vôlei de praia Carol e Rebecca, o campeão mundial de 2025 na marcha atlética Caio Bonfim, o líder do ranking mundial de tiro com arco Marcus D´Almeida, a campeã mundial de taekwondo Maria Clara Pacheco, e os medalhistas em Campeonatos Mundiais de boxe Luiz Oliveira, Yuri Falcão e Isaias Ribeiro.
+ Calderano vence croata de virada e vai às quartas de final do WTT Champions de Macau
+ Entramos na trend! Veja a versão anos 80 de Rebeca, Rayssa, Piu e outros astros olímpicos
Ana Marcela
Comitê Olímpico Internacional
A liderança do quadro de 2026 deve ficar com o Brasil com uma certa folga. A expectativa é chegar em 350 medalhas no total, por volta dos 140 ouros. O recorde histórico do Brasil são 148 na edição de 2002, quando o país abrigou o evento. Em 2022, na última edição, o Brasil liderou com 134 ouros, contra 79 da Colômbia, segunda colocada. A Argentina teve 56.
Nesta edição, a Argentina, atuando em casa, está praticamente completa, com muitas das suas estrelas esportivas. Assim, a briga pela segunda posição no quadro com a Colômbia talvez seja a principal atração do evento para os donos da casa.
Vinte e sete modalidades dão vagas diretas nos Jogos Pan-Americanos do ano que vem, o que é mais um degrau importante no caminho para as Olimpíadas de Los Angeles. Águas abertas, atletismo, boliche, canoagem velocidade, ciclismo mountain bike, ciclismo pista, escalada, esqui aquático, hipismo adestramento, concurso completo e saltos, hóquei na grama, karatê, nado artístico, patinação velocidade, pelota basca, polo aquático, rugby, saltos ornamentais, squash, surfe, tênis, tênis de mesa, tiro com arco, tiro esportivo, triatlo e vela. S
A competição também é marcada por revelar atletas. Foi nos Jogos Sul-Americanos de 2002 que Thiago Pereira fez sua primeira grande competição internacional na natação. Em 2006, o primeiro grande evento de Jade Barbosa, da ginástica. Em 2010, surgiu Rafael Silva, com dois ouros no judô. Em 2022, o primeiro título internacional relevante de Miguel Hidalgo no triatlo.
Brasil conquista vagas no vôlei de praia para os Jogos de Los Angeles 2028
Assim, a delegação terá um importante mix de gerações. De atletas experientes e consagrados, até jovens promessas que ainda vão estourar. Olho, por exemplo, em Vitor Moreno, das águas abertas, Lucas Espírito Santo, da canoagem, Rafaela Rodrigues, do judô, Matheus Pessanha, do levantamento de peso, e Caio de Almeida, no tiro esportivo. São nomes que estão começando o desenvolvimento nas categorias adultas e podem brilhar em termos Mundiais nos próximos anos.
Há esportes que o Brasil não é a principal potência sul-americana, então os Jogos são relevantes para analisar o cenário atual em termos continentais. Casos, por exemplo, do ciclismo, esgrima, levantamento de peso, wrestling, saltos ornamentais e remo.
Seleção de conjunto é convocada para Jogos Sul-Americanos na Argentina
Importante falar de várias ausências na delegação. O Brasil não vai disputar o vôlei de quadra e o futebol, nem no masculino nem no feminino. O handebol feminino também não estará presente. Entre muitos motivos, está o limite de atletas na delegação e a pouca relevância esportiva dessas modalidades nos Jogos Sul-Americanos.
Nas primeiras edições dos Jogos, entre 1978 e 1998, o Brasil dava pouquíssima importância ao evento e mandava poucos atletas. Enquanto isso, a Argentina nadava de braçadas nas medalhas. De 2002 para cá, naquele ano o Brasil sediou o evento, o Brasil passou a mandar mais atletas relevantes e, assim, liderou até com uma certa tranquilidade em 2002, 2014 e 2022. No total histórico, a Argentina tem 945 ouros contra 869 do Brasil.
O Brasil tem obrigação de ganhar o total de medalhas, mas será muito mais interessante ver os resultados de atletas que estão surgindo do que comemorar os títulos dos já consagrados.
Guilherme Costa
Reprodução geRead More


