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Formiga defende legado da Copa para além das sedes: “Que possa se espalhar para todo o Brasil”

Formiga defende legado da Copa para além das sedes: “Que possa se espalhar para todo o Brasil”

Formiga avalia legados da Copa Feminina: “Que os homens possam estar neste processo”
A Copa do Mundo Feminina de 2027 pode ser uma oportunidade para ampliar o alcance do futebol feminino no Brasil. Formiga, diretora de políticas do futebol feminino no Ministério do Esporte, esteve presente no Women’s International Football Summit (WIFS), um espaço para discussão da modalidade, e defendeu que o legado do Mundial, que será realizado no Brasil, não fique restrito às cidades que receberão partidas.
Formiga cita exemplo do Bahia e pede avanço do futebol feminino em Norte e Nordeste
Segundo a ex-jogadora, é necessário que se chegue também às comunidades e projetos sociais, que oferecem oportunidades para meninas.
— Primeiro, o meu desejo é que esse legado possa se espalhar para todo o Brasil e não ficar só nas sedes. Precisamos olhar com carinho para os projetos sérios que há anos vêm dando oportunidades a meninas. Que o legado da Copa possa atingir o máximo de meninas no país — afirmou.
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Formiga citou como exemplo um projeto social apresentado durante o evento, que trabalha há 36 anos somente com mulheres, mas nunca recebeu apoio suficiente para se manter. Para a ex-jogadora, são iniciativas como essa que podem ajudar a revelar novos talentos.
— São esses tipos de projetos que o legado tem que abraçar. São dessas comunidades que os talentos surgem. Vejo o futebol se afastando dessas comunidades. Que o futebol não se distancie das comunidades e seja inclusivo — explicou.
Formiga em seminário sobre futebol feminino no Rio de Janeiro
Larissa Ramos / ge
A Copa de 2027 terá três sedes no Nordeste — Recife, Fortaleza e Salvador — e, para Formiga, o impacto do Mundial pode alcançar estados que não receberão partidas, como Sergipe, além da região Norte. A ex-jogadora da seleção brasileira destacou o trabalho que vem sendo feito no Bahia, por exemplo, que está disputando a semifinal do Brasileirão.
— Mesmo que a Seleção não jogue lá, temos oportunidades de levar grandes seleções para lá, para despertar o interesse dessas cidades a começar a trabalhar futebol feminino. Mesmo clubes que não estão na Série A podem, através da Copa do Mundo, dar um “start”. Você vê hoje o Bahia com uma estrutura. Não tem como achar que outro clube não pode confiar que o trabalho está sendo feito. Quando você dá ferramentas, obviamente vai ter retorno. Isso que o futebol feminino precisa — disse.
Desde janeiro, Formiga ocupa o cargo no Ministério do Esporte, em sua primeira função em âmbito federal. A diretoria que comanda trabalha justamente com políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do futebol feminino e com o aumento do número de atletas na modalidade. A Copa do Mundo no Brasil representa uma oportunidade para acelerar esse processo.
— Já vivemos muito com incertezas. Nossa fala tem que ser taxativa. Vai ser possível transformar. Precisamos acreditar. Quantos anos batemos na trave para ganhar a Copa do Mundo? Talvez essa seja a oportunidade. O momento chegou e é este — afirmou a ex-jogadora.
A Copa Feminina de 2027 contará com 32 seleções, a exemplo da última edição, em 2023, e começará no dia 24 de junho e a final do torneio em 25 de julho. Como anfitrião, o Brasil será cabeça de chave do Grupo A. geRead More