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Com saques potentes, Naná Silva chega ao SP Open com status de destaque e embalada pelo US Open

Com saques potentes, Naná Silva chega ao SP Open com status de destaque e embalada pelo US Open

Naná Silva chega ao SP Open com status de destaque e comenta sobre saques potentes
Nauhany Silva está de volta ao SP Open. Mais madura e experiente em relação ao ano passado, quando fez sua primeira aparição no torneio, a paulistana de 16 anos chega à atual edição com o status de destaque. Sétima colocada do ranking juvenil, ela vem embalada pela campanha de quartas de final no US Open da categoria e pela experiência adquirida em torneios profissionais disputados na temporada. Às vésperas de sua estreia no torneio, nesta semana, no Parque Villa-Lobos, Naná celebrou o momento da carreira e a proximidade cada vez maior com as tenistas adultas.
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– Cada vez mais eu estou jogando mais torneios profissionais. Esse ano eu estou jogando bastante, jogando Grand Slams, cada vez mais perto dos profissionais. Em Grand Slams eu vejo bastante (atletas), pude ver a Sabalenka treinando, os melhores treinando. Estou ganhando um pouco mais de experiência, acho que estar aqui já é um aprendizado em comparação com o ano passado – disse a tenista em entrevista.
Naná Silva em entrevista coletiva no SP Open 2026
Marcel Merguizo
Naná apareceu pela primeira vez no ranking da WTA (Associação das Tenistas Profissionais) em setembro de 2024, aos 14 anos, seis meses e dez dias. Na época, era a tenista mais jovem da classificação. A estreia em um torneio do circuito, porém, só aconteceu no SP Open do ano passado. Convidada para a chave principal aos 15 anos, ela venceu a compatriota Carol Meligeni, ex-top 200 do mundo, em um duelo marcante na quadra central.
Nauhany Silva vai ser a brasileira mais jovem da história a entrar no ranking profissional da WTA
Depois da participação no Villa-Lobos, Naná passou a disputar mais torneios profissionais do circuito ITF e chegou a duas finais em 2025: foi campeã do W15 de São João da Boa Vista e vice-campeã do W15 de Ribeirão Preto. Neste ano, recebeu um wild card para o qualifying do WTA 1000 de Madri, onde dificultou o jogo contra Daria Snigur, então número 101 do mundo, mas acabou derrotada. Atualmente, a brasileira ocupa a 660ª posição do ranking da WTA.
– Muito feliz de estar participando mais uma vez do SP Open. Eu jogo nessas quadras desde pequenininha com o meu pai, desde os 7 anos. Estar vindo aqui jogar meu segundo WTA está sendo muito importante pra mim – falou Naná. – Vou entrar na quadra para curtir, igual foi no ano passado. Entrar bem em quadra, dar o meu melhor, que acho que foi isso que fiz ano passado e, se der tudo certo, passar umas rodadinhas aqui.
Naná Silva vai às quartas do US Open Juvenil
Marcelo Souto/Rede Tênis
Enquanto amplia sua presença no circuito profissional, Naná também segue construindo uma trajetória de destaque no juvenil. Campeã de três torneios neste ano, ela se mantém no top 10 da categoria e disputou os quatro Grand Slams da temporada. Em Wimbledon, chegou às oitavas de final em simples e foi vice-campeã de duplas com Victoria Barros, outra representante da nova geração que também estará no SP Open. Na última semana, alcançou as quartas no US Open.
Saque potente é arma
Naná Silva disputa a primeira rodada do SP Open
SP Open / Flickr
Um dos grandes trunfos de Naná está em seu saque. Dona de um serviço potente, a brasileira chegou a registrar 193 km/h durante as oitavas de final do US Open, o que levou a comparações com tenistas profissionais do circuito feminino e até masculino. A marca foi inferior apenas aos saques de Alycia Parks e Coco Gauff entre as mulheres no torneio e superou, inclusive, a maior velocidade registrada pela campeã Elena Rybakina, atual número 1 do mundo.
– O segredo do saque é treinar. Eu treino todo dia, a semana inteira, de segunda a sábado. Não tem muito, não tem muito segredo. É difícil. Perguntam isso para o meu pai: “Como a Naná consegue ter esse saque?”. Meu pai falou a mesma coisa de ter muito trabalho e de ter muito estímulo também. Acho que, desde pequenininha, meu pai sempre me estimulou muito a sacar forte e a bater forte na bola – explicou a promissora atleta.
Brasil no SP Open
Mais uma vez convidada pela organização, Naná enfrentará na primeira rodada do SP Open a australiana Astra Sharma, especialista em duplas e atual número 1.170 do ranking da WTA. O duelo está previsto para acontecer nesta quarta-feira (16). A programação do torneio está afetada pela chuva. Se avançar, a brasileira enfrentará a vencedora do duelo entre a espanhola Kaitlin Quevedo, cabeça de chave número 7, e a americana Whitney Osuigwe.
Victoria Barros e Naná Silva se enfrentaram na final do Banana Bowl
Luiz Candido/CBT
Além de Naná, o Brasil iniciou o torneio com quatro representantes no torneio de simples: Victoria Barros, Laura Pigossi, Carol Meligeni e Gabriela Cé. Victoria perdeu para a sérvia Teodora Kostovic por 2 sets a 0 (6/2 e 6/4), nesta terça-feira, e foi eliminada. Gabriela Cé iniciou sua partida contra a alemã Eva Kys, número 99 do mundo e cabeça de chave número 5.
Nas duplas, há nove brasileiras inscritas, incluindo a parceria entre Naná e Vic. O principal destaque é Luisa Stefani, que forma a dupla cabeça de chave número 1 ao lado da canadense Gabriela Dabrowski. Juntas, fizeram semifinal nos quatro Grand Slams da temporada e foram vice-campeãs de Wimbledon. Ter a medalhista olímpica no SP Open é visto como uma oportunidade para Naná nesta semana.
– Eu vi o jogo dela da Luísa de duplas no US Open. Ela voleia muito! A Luísa joga muito bem em dupla, admiro muito ela. Eu acho que a gente tem que sempre pegar um pouquinho das coisas que ela faz. Fora de quadra, é super simpática e trata todo mundo bem. Ter ela como uma inspiração é muito importante para nós brasileiras. Desde pequenininha, nunca joguei tanta dupla, então ter ela agora para conversar sobre é muito importante – falou Naná.
Luisa Stefani quer aproveitar a semana para promover tênis feminino
Luisa Stefani em entrevista coletiva no SP Open 2026
Marcel Merguizo
Atual número 3 do mundo nas duplas e já classificada para o WTA Finals ao lado de Gaby, Luisa defende o título do SP Open, conquistado no ano passado com a húngara Timea Babos. Para ela, o torneio também representa uma oportunidade de fortalecer o tênis feminino brasileiro e aproximar as diferentes gerações.
– Essa semana é sobre a grandiosidade do tênis feminino, a união de ter tanta gente aqui que apoia, curte e vive do nosso esporte. E mostrar o tanto que a gente tem para oferecer. Espero também inspirar todas as crianças e as próximas gerações, que podem assistir e sentir de perto que a gente é de verdade. Posso estar lá jogando o US Open, mas eu vim aqui, sou a mesma pessoa, a mesma jogadora, cada vez com mais experiência. Para mim, esse é o mais importante dessa semana: comemorar o ano e o tênis feminino brasileiro no geral – disse Luisa.
O SP Open é um torneio WTA 250 que acontece até o próximo domingo (20), no Parque Villa-Lobos, em São Paulo. Além das brasileiras, o evento conta com Paula Badosa, ex-número 2 do mundo e campeã de Indian Wells, e a alemã Eva Lys, que chegou às oitavas de final do Australian Open de 2025. A canadense Leylah Fernandez, que seria a cabeça de chave número 1, teve problemas com o visto e não disputará o torneio. geRead More