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Naná celebra parceria com Victoria Barros: “Por mim, continuamos essa dupla para sempre”

Naná celebra parceria com Victoria Barros: “Por mim, continuamos essa dupla para sempre”

R. Mcado/A. Osborne 1×2 Victoria Barros/Naná SIlva | Pontos finais | SP Open de tênis 2026
Naná Silva e Victoria Barros são dois dos principais nomes da nova geração do tênis feminino brasileiro. Aos 16 anos, as duas estão no top-10 do ranking mundial juvenil e, além de se destacarem nas chaves individuais, têm atuado juntas como dupla em alguns torneios. No SP Open, elas chegaram até as quartas de final, com derrota para as cabeças de chave número 2 nesta sexta-feira (18). Apesar da eliminação, as duas avaliaram a campanha positivamente e demonstraram interesse em manter a parceria sempre que possível.
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– A gente tem que ver quais torneios vamos jogar juntas. Mas por mim, a gente continua essa dupla para sempre. Eu adorei jogar com a Victoria. E acho que quanto mais a gente jogar junto, mais vamos estar entrosadas. Então, por mim, estamos firmes – disse Nauhany Silva, a Naná.
Naná Silva e Victoria Barros em entrevista coletiva no SP Open 2026
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A dificuldade está justamente em conciliar os calendários. Victoria anunciou nesta semana que não disputará mais torneios juvenis, apesar de ainda ter mais um ano de elegibilidade, e passará a se dedicar ao circuito profissional. Ela ainda pretende disputar Roland Garros e Wimbledon na categoria júnior em 2027. Naná, por sua vez, deve se revezar entre torneios juvenis e profissionais.
– Acho que agora que eu não vou estar jogando muito júnior, vai ser um pouco mais difícil para a gente jogar dupla, mas é sempre um prazer jogar com a Naná. Cada vez mais a gente vai se conhecendo na quadra e fora. Então também, por mim… Eu tenho que só pensar um pouquinho – completou Victoria, terminando a frase com risos.
Naná e Victoria disputaram alguns torneios juntas nesta temporada e conquistaram o principal resultado da parceria no torneio juvenil de Wimbledon, quando foram vice-campeãs. No US Open, chegaram às oitavas de final da chave júnior, naquele que foi o último torneio das duas antes do SP Open, evento de nível WTA 250.
Victoria Barros e Naná Silva em ação no SP Open 2026
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Trajetória em São Paulo
No Parque Villa-Lobos, Naná também avançou na chave de simples e chegou às oitavas de final, enquanto Victoria caiu na primeira rodada. Nas duplas, elas venceram Rasheeda McAdoo e Alexandra Osborne por 2 sets a 1 (3/6, 7/6 [2] e 10-6) na estreia. Nas quartas, perderam para Valeriya Strakhova e Anastasia Tikhonova, em 6/2 e 7/5. As algozes ocupam o top-100 do ranking da WTA e formam a segunda parceria mais bem ranqueada do torneio. Para Naná, enfrentar adversárias mais experientes também serviu como aprendizado.
– A gente tira bastante coisa (desses jogos), principalmente que elas são mais experientes. A movimentação delas, a gente foca em tudo. Principalmente, acho que a parte mental, porque “tenisticamente” a gente consegue jogar contra elas, mas acho que ainda, às vezes, o mental delas pode ser um pouquinho melhor. Acho que dentro do jogo elas acabam oscilando menos, que a gente ainda que está nessa transição. Elas pensam no ponto a ponto, ficam todo ponto jogando igual, como se fosse o último – contou Naná.
Naná Silva e Victoria Barros no SP Open
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A campanha no SP Open também teve impacto no ranking de duplas para as jovens tenistas, que ganharam 54 pontos na WTA com a campanha. Naná está subindo para a 337ª posição na classificação de forma momentânea. Victoria está ganhando 413 colocações, devendo ocupar o 653º posto na próxima atualização.
Cada vez mais maduras
Além dos resultados, a parceria tem sido construída a partir de uma amizade que começou nos torneios de base. As duas se conhecem desde a infância e dizem que o entrosamento dentro da quadra também passa pelas diferenças de personalidade. Naná descreve a parceira como “alegre”, enquanto ela própria se percebe como uma atleta mais centrada.
– A Naná que me segura mais. Quando eu estou meio brava, ela diz: “para de drama, Victoria”, e às vezes, eu tento deixar ela um pouco mais tranquila, “dá um sorrisinho aí” – disse Victoria.
– A Victoria já é sorridente, ela é uma menina alegre. Mas eu acho que eu também fico mais no neutro ali, porque acho que se eu ir junto com ela acaba que fica dois extremos, aí não dá tanto, então é melhor igualar – completou Naná.
Victoria Barros e Naná Silva se enfrentam na final do Banana Bowl
Luiz Candido/CBT
A sintonia também é colocada à prova quando elas estão em lados opostos da quadra. Por serem da mesma idade, as duas já se enfrentaram algumas vezes ao longo da carreira. O duelo mais recente aconteceu há cerca de um mês, nas quartas de final do W35 de Barueri, torneio do circuito profissional. Adquirindo cada vez mais maturidade, elas dizem que já aprenderam a separar a amizade da competição.
– A gente já é um pouco mais madura. A gente tem que separar as coisas dentro de quadra. Fico bem tranquila, só cinco minutinhos que eu quero ver a cara dela, mas de resto… Eu acho que é tranquilo – falou Victoria.
– Eu acho que dentro da quadra, todo mundo quer ganhar, eu quero ganhar, a Victoria quer ganhar. Mas acho que quando acaba o jogo a gente sabe separar uma coisa com a outra. Porque geralmente a gente vai jogar dupla depois, então ficar muito brigada não vai dar certo. Mas eu acho que a gente conseguiu evoluir no primeiro jogo e no último – disse Naná. geRead More