Horner revela desejo de chefiar Ferrari, e Vasseur ironiza: “Sabemos que procura emprego”
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Em meio à pressão por resultados na Ferrari, uma declaração de Christian Horner, ex-chefe de equipe da Red Bull, movimentou o paddock durante o GP do Azerbaijão. Em entrevista ao jornal inglês “The Times”, o gestor deixou claro o interesse em assumir o comando da escuderia de Maranello. O atual chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur, respondeu sobre o assunto de forma irônica na sequência.
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Christian Horner no GP da Inglaterra da F1 em 2025, seu último pela Red Bull
Bob Kupbens/Icon Sportswire via Getty Images
Horner foi demitido da Red Bull em julho de 2025, depois de 20 anos e seis títulos de construtores com a equipe austríaca. Desde então, o gestor procura oportunidades para voltar à Fórmula 1 não só como chefe de equipe, mas também como acionista.
O britânico, que teve o nome ligado à Alpine e até mesmo a um projeto para o futuro com a chinesa BYD na F1, disse que a Ferrari seria a única equipe que o faria abrir mão de ser acionista e tratou a escuderia como um “sonho.
– Sempre fui apenas um funcionário, passei 21 anos sentado no (pit) wall e não preciso voltar a fazer isso. Nesta fase da minha vida, há apenas uma equipe pela qual eu aceitaria não ter participação acionária. A Ferrari é a marca mais importante da Fórmula 1. É um sonho. E podemos dizer que é o gigante adormecido da F1 – disse Horner.
O inglês também citou Toto Wolff, chefe da Mercedes com quem travou uma rivalidade grande nos últimos anos.
– Sinto que ainda tenho mais uma dança para dançar. E Toto precisa que alguém bagunce o seu cabelo de m… – acrescentou.
Toto Wolff e Christian Horner travaram uma das grandes rivalidades recentes da F1
Mark Thompson/Getty Images
O atual chefe de equipe da Ferrari é o francês Frédéric Vasseur. Em 2025, o gestor do time de Maranello renovou o contrato com um vínculo “multianual”, mas a falta de evolução nas últimas temporadas passou a botar pressão no trabalho de Fred.
O jornal italiano “Corriere della Sera” chegou a publicar que a relação de Vasseur com Hamilton, que data dos tempos em que o heptacampeão era apenas uma promessa da GP2 Series (antecessora da Fórmula 2), não é mais a mesma; além disso, a publicação também dizia que Lewis teria pedido mudanças na equipe, o que o inglês negou nas redes sociais.
No Azerbaijão, Vasseur foi questionado sobre as declarações de Horner e se isso põe pressão na Ferrari. O chefe de equipe classificou a situação como “frustrante”.
– Não estamos trabalhando em perfeita serenidade, se essa é a pergunta. Para mim, primeiro, mas para todos na equipe, para a mídia, para 50% das perguntas sobre isso, acho que é uma situação um pouco frustrante – iniciou, acrescentando:
– Estamos lutando pelo 2º lugar no campeonato. No fim das contas, todos estamos falando muito sobre isso (rumores), e até para os caras na garagem discutirem isso não é a melhor conversa que podemos ter. Mas é o que é, não está nas minhas mãos.
Frédéric Vasseur, chefe da Ferrari, no GP da Holanda de F1 2026
Getty Images
Em seguida, Vasseur ironizou a declaração do ex-chefe da Red Bull e disse querer que a Ferrari evite “gastar tempo com fofocas”.
– O sr. Horner procura emprego, isso sabemos, em todos os lugares. Mas o que posso fazer? Apenas tentar dar o meu melhor para impulsionar a equipe, pedir que se mantenham motivados, focados no que é melhor hoje, e não gastar tempo com fofocas – concluiu.
A Ferrari não vence uma corrida desde o GP da Grã-Bretanha, com Charles Leclerc. O time ocupa o segundo lugar no campeonato de construtores, com 378 pontos, mas perdeu ritmo nas últimas provas e viu a Mercedes abrir vantagem no topo. geRead More


