RÁDIO BPA

TV BPA

Saúl avalia melhora mental e física no Flamengo e diz que brincadeiras com músicas vão acabar

Saúl avalia melhora mental e física no Flamengo e diz que brincadeiras com músicas vão acabar

Voz do Setorista: veja novidades sobre a cirurgia de Arrascaeta e o dia do Flamengo
“Agora que tem Data Fifa, que não tem muito do que falar, vocês falam somente de mim”
Dentre os vários personagens do Flamengo na atual temporada, um deles ganhou os holofotes nessa reta final. Além de voltar a jogar e dar uma boa resposta na oportunidade que teve como titular, o meia Saúl virou assunto por outro motivo: as músicas escolhidas nas redes sociais. Mas ele avisa que isso não será pauta por muito tempo. Quando as partidas voltarem, a playlist também dará um tempo.
A repercussão interna é variada, mas o elenco entra na brincadeira. Léo Ortiz riu e disse que o espanhol está “passando vergonha”. Alguns atletas, em tom de brincadeira, ameaçaram bloquear o companheiro nas redes sociais.
— As pessoas acham que eu saio procurando a música, mas ela normalmente aparece nas redes sociais. Muitas vezes, as pessoas também me mandam. É bom, também é uma maneira de me comunicar com as pessoas. Mas acho que, nesta semana sem jogo, dá para fazer. Depois, eu vou parar. Eu sei que isso pode acontecer em breve, com jogadores me bloqueando, mas acho que é preciso parar quando os jogos começarem. Tem mais uma semana de Data Fifa; depois, tem que esperar a próxima — disse Saúl.
+ Flamengo conta com Pedro e Samuel Lino contra o Santos; Varela e Valencia devem desfalcar
As músicas acabam sendo uma forma de Saúl mergulhar na cultura brasileira. Adaptado ao país, o jogador é bastante ativo na interação com a torcida desde que chegou ao clube no ano passado. Marco Ñíguez Salamanca, terceiro filho do meio-campista, nasceu em setembro de 2025 já no país e o fez pensar em tirar o passaporte brasileiro.
— O primeiro post que fiz foi aleatório, e muita gente comentou. Depois, já não foi mais aleatório: tenho um amigo que conversa comigo e escolhe a melhor música. Está sendo bom. Tem pessoas que mandam músicas, mas não são as que eu costumo escutar. Minha família está muito feliz. Tem muita coisa para fazer, escola por perto, tudo perto de casa. Fico muito tempo fora, então isso é bom para a família. Quando vou a um país diferente, tento me integrar da forma mais intensa possível aos costumes e falar o idioma. Agora tenho um filho carioca e vou tentar o passaporte brasileiro. Todos que vêm para um país diferente têm que fazer isso. É a maneira como acredito que se deve viver. A música é boa porque tento me identificar mais – comentou.
+ Jogadores do Flamengo lamentam lesão de Arrascaeta: “A gente perde um grande jogador”
Saúl comemora vitória do Flamengo sobre o Remo
Gilvan de Souza / Flamengo
Superação
Depois de algumas boas atuações no ano passado, Saúl teve um 2026 complicado. Em dezembro, ele decidiu passar por uma cirurgia no tornozelo esquerdo para tratar dores de uma tendinopatia inserciona do Aquiles. Ele vinha sofrendo desde que chegou ao Brasil, mas cuidava de forma conservadora para ficar à disposição.
Em janeiro, ele fez o procedimento e, apesar de ter tido uma recuperação até antes do esperado para voltar a jogar, continuou sentindo dores. A intertemporada em Portugal foi uma virada de chave, mas neste momento a concorrência no meio já era muito alta.
— Foi um ano complicado para mim. Fiquei alguns meses fora, fiz uma cirurgia, falam que serão dois ou três meses de recuperação, e depois demora muito até conseguir jogar sem dor. É muito difícil mental e fisicamente. Você vê os companheiros treinando e não pode treinar nem jogar. Em Portugal, conversei com o treinador e com o médico, parei de treinar e fiz cinco dias de treinamento específico. Comecei a melhorar fisicamente e também passei a me sentir melhor mentalmente, porque podia treinar. Aí depende de o treinador me colocar ou não. Poder fazer o que gosto, da maneira que sei. Quando se tem um elenco tão bom, é difícil entrar no time e trocar os jogadores. Todos os que não jogam querem jogar, mas o mais importante é o Flamengo. Os jogadores que têm a oportunidade sempre entram bem, jogam para o time – disse o jogador.
Saúl tem 13 partidas na atual temporada, com uma assistência. Sem Jorginho no jogo de ida da Libertadores, ele é um dos concorrentes na disputa por uma posição na equipe titular. A ausência de Arrascaeta também pode ajudar neste sentido, mas o espanhol não acredita ser a melhor alternativa para o desfalque do camisa 10.
— Estou fazendo o mesmo de sempre, tentar ficar preparado. Quando um jogador fica seis meses fora, joga um jogo e depois tem uma Data Fifa de três semanas. Fisicamente não basta, porque você precisa de ritmo de jogo, não de ritmo de treinamento. É totalmente diferente. Eu venho treinando muito tempo, estou bem no treino, mas preciso jogar. Compreendo que o treinador tem outros escolhidos, mas é normal quando você tem um elenco de 23, 24 jogadores de uma qualidade muito alta. Tenho que ficar tranquilo, porque quando tive o jogo, joguei bem, fiz o que tinha que fazer, o time ganhou. Agora, o treinador pode ter mais confiança em mim para escolher mais vezes. Quando me escolher, vou tentar fazer o melhor – comentou.
— Posso atuar em todas as partes do campo, já joguei (na posição). Mas acredito que o elenco tem escolhas melhores que eu. Quando se perde Arrascaeta, não vai jogar igual. É único. Não tem outro no mundo como ele. O importante não sou eu, é que o Flamengo ganhe. O elenco está bem, trabalhando bem. Tem que continuar assim – concluiu.
+ Leia mais notícias do Flamengo
🎧 Ouça o podcast ge Flamengo 🎧
Assista: tudo sobre o Flamengo no ge, na Globo e no sportv geRead More