Christa Pike respira com ajuda de aparelhos após sobreviver a tentativa de execução nos EUA
Christa Pike sobrevive a duas injeções letais nos EUA; entenda o caso
Christa Pike, a norte-americana que sobreviveu a uma tentativa de execução, está respirando com a ajuda de aparelhos, informaram advogados nesta sexta-feira (2). Ela continua inconsciente e internada em um hospital dos Estados Unidos.
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Segundo a Associated Press, até o fim de quinta-feira (1º), a equipe médica trabalhava para salvar a vida de Christa. Os profissionais também tentavam eliminar do organismo dela a substância letal aplicada durante o procedimento.
Christa recebeu duas doses de pentobarbital na quarta-feira (30). As aplicações faziam parte da tentativa de executá-la na prisão. Ela foi condenada à morte por torturar e matar uma jovem de 19 anos em 1995.
Em um documento apresentado à Justiça, os advogados afirmaram acreditar que houve problemas nos acessos intravenosos. Segundo eles, isso fez com que o pentobarbital entrasse nos tecidos do corpo, em vez de chegar à corrente sanguínea.
“Aparentemente, em nenhum momento qualquer integrante da equipe de execução percebeu que os acessos intravenosos não estavam posicionados corretamente ou que as veias haviam se rompido. Com isso, o pentobarbital entrou, total ou parcialmente, no corpo da senhora Pike”, escreveram.
Os advogados afirmaram ainda que, em vez de corrigir o problema, a equipe preparou e aplicou um segundo conjunto de seringas com pentobarbital.
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A falha, minuto a minuto
Christa Pike entrando em tribunal no Tennessee, nos Estados Unidos. Foto de dezembro de 2007.
J. Miles Cary/Knoxville News Sentinel/USA TODAY via REUTERS
Christa já estava amarrada à maca, com um acesso intravenoso inserido no braço, quando agentes penitenciários abriram a cortina da sala de execução às 19h27.
A execução começou por volta das 19h30, logo após ela fazer uma declaração final. O conselheiro espiritual da condenada estava ao lado da maca, próximo à cabeça dela. Ele falou com ela.
“Estou pronta para ser livre. Hoje é um dia feliz”, disse Christa.
Depois, os dois cantaram uma música. Não era possível ouvir a letra, mas ela incluía a repetição da frase — “Eu amo você”. O conselheiro espiritual passou a mão na testa dela.
Os minutos se passaram. Ela levantou a cabeça e olhou ao redor e sorriu. Em seguida, disse que o braço estava doendo e perguntou a um agente penitenciário presente na sala se era para sentir aquilo.
Às 19h37, ela suspirou. As autoridades penitenciárias não confirmaram o que isso significa. A colocação pareceu coincidir com uma orientação do protocolo que determina que, depois da administração dos medicamentos, começa uma contagem regressiva de cinco minutos até o fechamento da cortina.
Às 19h41, uma pedra ou peso de papel do tamanho aproximado de uma bola de golfe foi colocado sobre uma mureta que separa a sala onde Christa estava da câmara de execução, por onde o acesso intravenoso era abastecido.
Às 19h46, os agentes fecharam a cortina, bloqueando a visão dos presentes na sala de testemunhas para a câmara de execução. O conselheiro espiritual de Christa deixou a câmara e sentou-se brevemente com o advogado dela na sala destinada às testemunhas da imprensa.
Três minutos depois, às 19h49, a cortina foi aberta novamente. O conselheiro espiritual voltou à câmara e ficou ao lado dela.
Em determinado momento, Christa pareceu começar a perder a consciência e passou a emitir um som semelhante a roncos. Ela continuou fazendo isso durante a hora seguinte — um sinal de que estava viva muito depois do momento em que se esperava que estivesse morta.
Por volta das 19h56, a cabeça dela se ergueu ligeiramente da maca e virou para o lado. Ela continuou respirando.
Às 20h06, as autoridades fecharam a cortina novamente.
Durante os 40 minutos seguintes, era possível ouvir Christa do outro lado da cortina. Ela parecia estar roncando, com um padrão de respiração rítmico e regular.
Por volta das 20h22, o advogado de Christa, Randy Spivey, exigiu acesso a um telefone para entrar em contato com outros advogados da equipe e logo exigiu que a execução fosse interrompida e que a detenta recebesse atendimento médico para salvar sua vida.
Por volta das 20h50, Spivey obteve a confirmação de que uma ambulância estava a caminho.
Às 20h53, veio o anúncio: “As testemunhas devem deixar a área”. A imprensa foi escoltada para fora, e um porta-voz da prisão disse que não tinha informações a fornecer sobre o que havia acontecido.
Às 21h14, caminhões de bombeiros e ambulâncias chegaram em frente à prisão.
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*Com informações da Associated Press.
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