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Chefe de prisões do Tennessee renuncia após tentativa fracassada de executar Christa Pike

Chefe de prisões do Tennessee renuncia após tentativa fracassada de executar Christa Pike

 Christa Pike sobrevive a duas injeções letais nos EUA; entenda o caso
Frank Strada, chefe do Departamento de Correções do Tennessee, deixará o cargo ainda este mês, informaram autoridades estaduais neste sábado (3). A decisão acontece dias depois de Christa Pike ficar em estado grave após uma tentativa fracassada do estado de executá-la por injeção letal.
A tentativa de execução, que aconteceu na quarta-feira (30), deixou Christa Pike inconsciente, intubada e respirando com a ajuda de aparelhos. As informações foram apresentadas pelos advogados da condenada em um documento enviado à Justiça na sexta-feira (2).
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Essa foi a segunda vez neste ano que o Tennessee não conseguiu executar um preso, o que levou o governador Bill Lee a suspender as execuções no estado pelo restante de 2026.
O governador havia determinado uma investigação independente sobre a tentativa de execução na prisão de segurança máxima de Riverbend, em Nashville, capital do Tennessee.
Em comunicado, Strada afirmou que, embora acredite que o departamento tenha seguido corretamente o protocolo estabelecido, deixar o cargo “é do melhor interesse dos habitantes do Tennessee enquanto a investigação independente avança”.
Um comissário interino será anunciado posteriormente, informou o gabinete do governador.
“O comissário Strada atuou com integridade, e agradeço sua disposição em colocar os interesses dos habitantes do Tennessee em primeiro lugar durante este momento difícil”, disse Lee em comunicado.
Os advogados de Christa Pike acusaram o Departamento de Correções de ignorar alertas dos médicos de que suas veias finas e um distúrbio sanguíneo chamado trombocitose poderiam dificultar o acesso intravenoso.
Christa Pike, de 50 anos, foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, que foi torturada e morta em 1995. Christa Pike tinha 18 anos na época.
Na sexta-feira, os médicos ainda trabalhavam para salvar a vida de Christa Pike e eliminar o pentobarbital usado na tentativa de execução de seu organismo, segundo seus advogados.
Christa Pike entrando em tribunal no Tennessee, nos Estados Unidos. Foto de dezembro de 2007.
J. Miles Cary/Knoxville News Sentinel/USA TODAY via REUTERS
Entenda o caso
A prisioneira Christa Pike ficou em estado crítico de saúde após sua execução fracassar. Internada no hospital, sua condição atual é o extremo oposto de como ela estava se sentindo logo antes de sua execução.
Ela disse estar em paz que deixava o mundo com amor, segundo a agência de notícias Associated Press (AP), que estava entre as testemunhas do procedimento na prisão.
“Estou pronta para ser livre. Hoje é um dia feliz”, disse Pike em sua declaração final, quando já estava amarrada a uma maca.
No entanto, o que se sucedeu nas próximas horas foi uma sequência de procedimentos que não levaram à sua morte, causou inquietude entre os presentes e fez com que o caso de Pike ganhasse repercussão por todo os EUA e pelo mundo.
Após levar duas injeções de pentobarital, ela continuou respirando, falou, disse que seu braço estava doendo e, quando já estava inconsciente, fez sons semelhantes a roncos e ficou ofegante.
Veja a cronologia completa de como foi a tentativa frustrada de sua execução.
‘Estou pronta para ser livre’: veja como foi, minuto a minuto, a execução que falhou nos EUA e as ‘últimas palavras’ de Christa Pike
Em um documento apresentado à Justiça, os advogados afirmaram acreditar que houve problemas nos acessos intravenosos. Segundo eles, isso fez com que o pentobarbital entrasse nos tecidos do corpo, em vez de chegar à corrente sanguínea.
“Aparentemente, em nenhum momento qualquer integrante da equipe de execução percebeu que os acessos intravenosos não estavam posicionados corretamente ou que as veias haviam se rompido. Com isso, o pentobarbital entrou, total ou parcialmente, no corpo da senhora Pike”, escreveram.
Os advogados afirmaram ainda que, em vez de corrigir o problema, a equipe preparou e aplicou um segundo conjunto de seringas com pentobarbital.
*Com informações das agências de notícias Reuters e Associated Press.g1 > Mundo Read More