SAF do Guarani: veja os próximos passos até a votação da proposta de Roberto Graziano
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O Guarani deu o primeiro passo para a constituição da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), mas ainda precisa cumprir uma série de etapas até a eventual venda de 90% das ações ao empresário Roberto Graziano.
A nova proposta do investidor é esperada para esta semana. Depois de receber o documento, o clube terá de encaminhá-lo novamente ao Conselho Deliberativo, que vai analisar os termos e emitir um parecer antes da retomada das Assembleias Gerais Extraordinárias.
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O ge apurou que Graziano pediu que as assembleias sejam realizadas na primeira quinzena de novembro. Um dos cenários discutidos internamente prevê reuniões entre os dias 9 e 13 do próximo mês, com a votação dos sócios no último encontro. As datas, porém, ainda estão em discussão.
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A sequência foi necessária depois que Graziano retirou a primeira proposta e decidiu reiniciar o processo. Questionamentos de associados e conselheiros sobre alterações feitas no contrato durante as negociações, principalmente em pontos relacionados a multas e garantias, levaram o empresário a refazer o documento. O Conselho Deliberativo já havia dado parecer favorável, mas com ressalvas.
Roberto Graziano, CEO do Grupo Magnum
ge
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Na última sexta-feira, os sócios aprovaram por 95,1% dos votos a constituição da SAF. Foram 235 votos favoráveis e 12 contrários. A decisão autorizou o Guarani a criar a sociedade, mas não representou a transferência das ações para Graziano. Neste momento, 100% da SAF ainda pertence ao clube.
O que acontece agora?
O primeiro passo é a apresentação do novo contrato pelo empresário. A expectativa do Guarani é receber o documento ainda nesta semana.
A oferta será uma nova versão da proposta retirada na semana passada. A divisão prevista anteriormente não deve sofrer alteração: o Guarani ficaria com 10% das ações e o grupo de Graziano, com 90%.
A primeira proposta previa investimento total de R$ 1,075 bilhão, distribuído entre a operação da SAF e do clube social, construção de um novo estádio, um novo Centro de Treinamento e o passivo da Recuperação Judicial. O valor e a distribuição dos recursos poderão ser conhecidos novamente quando a nova versão for formalizada.
Brinco de Ouro
Raphael Silvestre/Guarani FC
Com a proposta formalizada, o documento volta ao Conselho Deliberativo.
O órgão terá de analisar os novos termos e emitir um parecer recomendando ou não a aprovação aos sócios. Essa etapa é necessária porque as alterações feitas durante a negociação anterior foram justamente um dos motivos para a retirada da primeira proposta.
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Depois do parecer do Conselho, o Guarani precisa convocar novas Assembleias Gerais Extraordinárias. O estatuto prevê reuniões destinadas à discussão da proposta e uma última para a votação dos sócios.
A ideia discutida atualmente é concentrar essas reuniões na primeira quinzena de novembro. O cenário de 9 a 13 de novembro é considerado uma possibilidade, mas ainda não há calendário oficial definido.
Empresário Roberto Graziano
Raphael Silvestre/Guarani FC
A última assembleia será destinada à decisão dos sócios sobre a venda de 90% da SAF ao grupo de Graziano.
Essa será uma votação diferente daquela realizada na última sexta-feira. Na primeira, os associados aprovaram a constituição da SAF. Na próxima, vão decidir sobre a proposta de transferência das ações ao investidor.
Se a venda for aprovada, o processo poderá avançar para a efetiva entrada do grupo de Graziano no controle da SAF.
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A criação da sociedade também exige despesas para o Guarani. O processo envolve registro, estrutura jurídica e outras etapas necessárias para a constituição da empresa.
A estimativa levantada pelo clube é de que os custos cheguem à casa de R$ 700 mil, em um momento de pressão sobre o caixa, com salários e compromissos da Recuperação Judicial em atraso.
Por isso, a expectativa no clube é que a constituição da SAF avance em conjunto com a negociação com Graziano, em vez de o Guarani arcar sozinho com todas as despesas da estruturação.
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