Candidata ao Congresso nos EUA afirma ter sido estuprada enquanto consertava placa de campanha
Bernadette Greene-Placentia.
Bernadette Greene-Placentia/Bernadette para o Congresso
Uma candidata democrata ao Congresso dos Estados Unidos afirmou ter sido vítima de estupro enquanto trabalhava em sua campanha no Arizona. Segundo Bernadette Greene-Placentia, o ataque aconteceu durante a madrugada de 14 de agosto, em um estacionamento de Sun City, cidade nos arredores de Phoenix.
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Em entrevista ao Phoenix New Times, Greene-Placentia relatou que estava no local para fazer reparos em placas de campanha quando foi atacada. Ela disse ter perdido a consciência e acordado com um homem sobre seu corpo.
O caso foi comunicado ao escritório do xerife do condado de Maricopa cerca de duas semanas depois. De acordo com o New York Times, a investigação continua.
Greene-Placentia afirmou que inicialmente preferiu não procurar as autoridades. Ela contou que ficou envergonhada com o que havia acontecido e queria deixar o episódio para trás.
Candidata decidiu falar sobre o caso
A democrata afirmou que resolveu tornar o episódio público por considerar que sua experiência poderia ajudá-la a defender outras vítimas de violência sexual.
Durante a campanha, Greene-Placentia costuma abordar temas relacionados à defesa dos moradores do Arizona. Segundo ela, falar sobre o ataque também foi uma forma de manter coerência com essa atuação.
“Eu não sentia que poderia continuar dizendo isso se também não estivesse lutando pelas mulheres vítimas de agressão sexual”, disse ao Phoenix New Times.
Após o episódio, a candidata afirmou ter se afastado da rotina pública por dois dias. Ela ficou em um apartamento separado do marido e não compareceu a um compromisso de campanha.
Quando voltou às atividades, pessoas próximas, incluindo o marido e integrantes de sua equipe, perceberam mudanças em seu comportamento, segundo o Phoenix New Times.
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Greene-Placentia disse que não procurou atendimento médico depois do episódio e não passou por um exame específico para vítimas de violência sexual.
Ela também relatou ter poucas lembranças do ataque. Segundo a candidata, havia dois suspeitos, mas ela não conseguiu observar claramente nenhum deles. Ao New York Times, ela os descreveu como homens brancos.
Em entrevista ao Phoenix New Times, Greene-Placentia disse ainda que um dos homens pode ter feito uma referência à sua posição política acompanhada de um insulto de cunho misógino. Ela ressaltou, porém, que não tinha certeza sobre o que havia sido dito.
Adversário pede investigação
O republicano Abraham Hamadeh, adversário de Greene-Placentia na eleição para o Congresso, afirmou que as autoridades devem investigar as acusações
Em comunicado, ele pediu uma apuração detalhada, incluindo a identificação de possíveis imagens de câmeras de segurança que tenham registrado o local ou o horário do ataque.
“Nenhum americano deveria se tornar vítima de um crime em sua própria comunidade”, afirmou Hamadeh, que disputa um segundo mandato.
O escritório do xerife do condado de Maricopa foi procurado pela BBC, mas não comentou o caso. Um porta-voz da instituição confirmou ao New York Times que a investigação está em andamento.
Greene-Placentia disse estar preocupada com a possibilidade de o episódio ser interpretado por eleitores como uma estratégia política em um distrito de maioria republicana.
A candidata também afirmou temer que a repercussão do caso acabe tirando o foco de uma das principais bandeiras de sua campanha: o impacto do custo de vida sobre os moradores do Arizona.g1 > Mundo Read More


