Polícia não concluiu investigação do assassinato de enfermeira em Fortaleza mais de 2 anos após o crime
Polícia investiga morte de enfermeira no Pirambu
Mais de dois anos depois do assassinato da enfermeira Jandra Mayandra da Silva Soares, de 36 anos, ocorrido no Bairro Pirambu, em Fortaleza, a Polícia Civil do Ceará ainda não concluiu as investigações sobre o caso e ninguém foi preso pelo crime.
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Jandra foi morta na noite de 15 de maio de 2024, após sair do trabalho Hospital Doutor Osvaldo Cruz. No trajeto para casa, ela teve o carro interceptado por um motociclista e foi atingida por vários tiros na Avenida Presidente Castelo Branco, morrendo no local.
No momento do ocorrido, Jandra estava acompanhada de uma amiga, para quem dava carona. A passageira não ficou ferida. Inicialmente, surgiu uma versão de que a morte da enfermeira havia sido motivada por uma briga de trânsito. No entanto, no decorrer das investigações, essa hipótese foi descartada pela polícia.
Jandra Mayandra da Silva Soares, de 35 anos, foi morta a tiros por um motociclista durante uma discussão no trânsito em Fortaleza.
Arquivo pessoal
“A Polícia Civil reforça que o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), unidade responsável pelas diligências, segue trabalhando com o intuito de elucidar as circunstâncias do fato, bem como identificar os envolvidos na ação criminosa. As informações sobre o caso serão divulgadas em momento oportuno, a fim de não comprometer o andamento dos trabalhos policiais”, disse a Polícia Civil.
Quatro policiais militares chegaram a ser presos por suspeita de consultarem dados do carro da vítima no sistema da Secretaria da Segurança Pública. Posteriormente, os agentes foram soltos após a defesa provar que as consultas ocorreram depois da ocorrência.
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Relação com cooperativa de saúde
Antes de trabalhar no Hospital Doutor Osvaldo Cruz, Jandra atuou como gestora em um hospital de Sobral e outro de Fortaleza. Além disso, ela também já foi funcionária da Fundação Leandro Bezerra de Menezes, que administra várias unidade de saúde do Ceará.
Segundo informação do Diário da Justiça Eletrônico, um ex-diretor da Fundação chegou a ser investigado por suspeita de encomendar a morte da enfermeira para evitar que ela denunciasse esquemas fraudulentos envolvendo a entidade.
O homem, que é médico e na época teria sido o responsável pela contratação da vítima na Fundação e no atual hospital em que ela trabalhava, teve um mandado de busca e apreensão cumprido contra ele, após apresentar “inconsistência” durante o depoimento.
O g1 optou por não divulgar o nome do ex-diretor, já que a polícia não confirmou se o homem permanece como suspeito de envolvimento do crime ou se a participação dele foi descartada.
Ainda conforme as informações do Diário da Justiça, o homicídio da enfermeira possui características daqueles efetuados por “assassino profissional”. Um dos fatos citados pelo órgão é que o estojo das munições que atingiram a enfermeira desapareceram do local.
Polícia procura motociclista suspeito de matar enfermeira em avenida durante discussão no trânsito.
Paulo Cardoso/ SVM
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