Porto Velho e Genus decidem o título do Rondoniense Feminino Sub-17 no domingo: “Lutar pelo troféu”
Porto Velho e Genus se enfrentam na final do Rondoniense Juvenil 2026
Porto Velho e Genus se enfrentam neste domingo (11), às 16h, no Centro de Desenvolvimento do Futebol (CDF) Heitor Costa, pela grande final do Campeonato Rondoniense Feminino Sub-17. A decisão reúne as duas melhores campanhas da competição em um confronto repleto de camadas: a rivalidade da capital, histórias de superação e a busca pelo troféu máximo da base feminina em solo rondoniense.
De um lado, o Porto Velho aposta na artilharia e na consistência da volante Manu; do outro, a superação e a diversidade do Sport Genus, um time que agrega atletas vindas de núcleos do interior e de outros estados — como Califórnia, Vista Alegre, Plácido de Castro, Rio Branco e da Aldeia Kaxarari, contando inclusive com uma talentosa atleta indígena como destaque do elenco.
Porto Velho e Genus fazem duelo no CDF Heitor Costa
Josiel Silva
Porto Velho aposta em artilheira e superação de bastidores
O Porto Velho chega à decisão motivado pela preparação intensa e pelo desempenho ofensivo ao longo do campeonato. A volante Emanuele Carla (Manu) destaca-se como a principal artilheira da equipe na temporada, somando seis gols.
— Com a preparação que a gente está tendo, é só confiar e fazer o que tem que fazer. Espero que Deus abençoe o nosso time para podermos trazer esse título. A temporada tem sido muito boa para mim. Eu tinha dificuldade para fazer gols e agora estou conseguindo ajudar a equipe, o que me dá mais confiança — afirma Emanuele Carla.
A memória da edição anterior também serve de combustível para as jogadoras da Locomotiva. A atacante Geovanna Moreno relembrou o empenho do elenco e das atletas que se deslocam do interior para treinar na capital.
— Passa um filme ao lembrar do ano passado e de como queremos ganhar esse campeonato. Mostra o esforço de todas, com meninas vindo do interior para treinar todo dia. Ganhar esse título é o que falta para o time finalmente embalar. É gratificante ver meninas conquistando um espaço que devia ser nosso desde sempre — ressalta Geovanna Moreno.
A ex-jogadora e atual técnica do Porto Velho, Flaviana Santiago, destaca a transformação da modalidade em comparação com a sua época em campo, apontando a presença de atletas a partir dos 12 anos já integradas às categorias de base.
— Eu não tive a base que elas estão tendo hoje. Temos meninas de 12 anos treinando conosco e participando de campeonatos importantes. O futebol feminino ainda enfrenta preconceito, mas estamos rompendo essa barreira para alavancar a modalidade e permitir que essas meninas mostrem o brilho delas — pontua a treinadora.
Genus aposta na evolução tática e na força do elenco para surpreender
Do outro lado da decisão, o Genus construiu uma trajetória de crescimento e união ao longo da competição. Após um início oscilante, o time ajustou o posicionamento em campo e fortaleceu a integração entre atletas da capital, de distritos e de outros estados do Norte para garantir a vaga na disputa do troféu.
Atacante do Genus leva vantagem contra defensora no Rondoniense Feminino Juvenil
Josiel Silva
O técnico do Genus, Josy Brás, reconhece a qualidade da equipe adversária, mas demonstra confiança na organização tática de suas comandadas para buscar o título.
— Nós fomos crescendo durante as partidas do campeonato. O primeiro jogo não foi tão bom, mas fomos organizando as meninas disponíveis e conseguimos chegar à final. A expectativa é a melhor possível. Sabemos que do outro lado tem um grande adversário, o melhor do estado, mas vamos batalhar e jogar organizados para tentar sair campeões — avalia o treinador. geRead More


