RÁDIO BPA

TV BPA

Arthur Elias diz que fez cobrança em papo com a Seleção após empate: “Tomou gols muito evitáveis”

Arthur Elias diz que fez cobrança em papo com a Seleção após empate: “Tomou gols muito evitáveis”

Brasil 2 x 2 Argentina | Melhores momentos | Amistoso internacional | ge tv
A seleção brasileira feminina empatou por 2 a 2 com a Argentina nesta terça-feira, no último amistoso da atual Data Fifa, na Arena Pernambuco. Arthur Elias destacou que queria fazer testes nessas duas partidas, mas citou dificuldades enfrentadas pelo Brasil ao jogar com uma a mais em grande parte do segundo tempo, já que Sofia Domínguez foi expulsa aos 11 minutos.
– Sua análise é correta, tivemos uma dificuldade muito grande de saber jogar com uma a mais. São processos. Numa Data Fifa, você não dá ênfase nenhuma a isso, você não vai contar com uma expulsão da adversária para treinar isso. Ainda mais quando tem muitas mudanças, você sincronizar isso e ser mais eficiente é mais difícil. Quando você já tem uma base, e isso numa preparação para a competição, você treina essas situações. E as jogadoras vai estar mais conscientes disso.
Arthur Elias em entrevista coletiva após empate do Brasil
Camila Alves
– Junto a isso, o aspecto emocional, que é muito importante de ser observado e trabalhado. Em relação à ansiedade. Até antes de elas pararem o caminhão lá atrás, a gente teve oportunidade clara de gols. Por isso que o modelo é para ter mais chances e fazer os gols necessários. A gente tomou dois gols muito evitáveis, obviamente vamos trabalhar internamente com elas. No fim do jogo, a Argentina teve chance de virar. Encaro como uma questão de processo. Há coisas que não foram boas, mas há coisas bastante positivas para análises. Não é uma análise final, mas uma análise que vai se aproximando da convocação de maio do ano que vem.
Bia Zaneratto e Gio Garbelini abriram 2 a 0 para o Brasil, mas Falfán, ainda no primeiro tempo, e Bonsegundo, na etapa final, garantiram o empate para a Argentina.
AMISTOSO SELECAO FEMININA, BRASIL X ARGENTINA – Priscila jogadora da Selecao Brasileira feminina durante a partida amistosa contra a Argentina na Arena de Pernambuco
Marlon Costa / agif
Embora não esconda que os amistosos tenham servido para experimentar a equipe, Arthur garantiu ter pontuado o que achou necessário em relação a erros das meninas durante os duelos com a Argentina. Terminada a partida, ele bateu longo papo com o grupo e, em entrevista coletiva, garantiu que as observações se estenderão à concentração do Brasil em Recife.
– Algumas vezes eu vou vir e falar exatamente o que falei pras jogadoras, dessa vez não. Foi uma cobrança, vai continuar a cobrança no hotel em relação a algumas situações que são internas.
Elenco do Brasil conversa na Arena Pernambuco após empate com a Argentina
Camila Alves
Confira outros tópicos:
Evolução na organização
– Acho que tivemos uma evolução com mais clareza na organização ofensiva no primeiro tempo, acho que essa foi a evolução. Conseguimos chegar até mais, as chances foram claras e os gols com mérito. O desafio e evolução de um jogo pro outro mas no processo jamais deixar de tomar decisões que são importantes na preparação pra copa.
– Tem decisões como contra os EUA que a gente toma decisões pra vencer o jogo. Mas aqui eu não ia deixar de fazer o que tenho que fazer aqui nessa data fifa só pelo placar do jogo.
Kaylane
– A escalação da Kaylane é porque a gente precisa ter mais opções no meio camp9, temos situações difíceis com algumas jogadoras, voltando de lesão ou que não estão em bom momento, não estão sendo convocadas.
– Kaylane não tem jogado no Flamengo nessa posição, é um desafio, mas tenho que buscar soluções? Como foi na posição da lateral, com a lesão da Bruninha, ela vinha no plano pra jogar nas duas laterais assim como a Isabela faz, a Carol Gil treinou de zagueira mas com a lesão da Bruna isso muda, ela tem essa capacidade, a gente começa a buscar alternativas.
– A ideia era a Bia e Kerolin ajudarem ela na questão ofensiva. Acho que isso foi feito. A evolução foi só no primeiro tempo, o segundo tem outras coisas que a gente pode tirar.
Queda de rendimento no segundo tempo
– Cada um tem o seu método de trabalho. E o método de pensar o processo. Para a Argentina, talvez tenha sido muito importante o empate. Elas empataram com a Colômbia, fizeram uma grande eliminatória. A gente jogaria a Finalíssima, a gente muda a prioridade, mas isso não é o padrão da seleção brasileira. Quando você tem um trabalho de definir o grupo mais claramente para frente e tem um processo, não é algo que preocupe tanto.
– Se acontecer numa competição, o alerta acende mais. Considero algo dentro do futebol em nível equilibrado. Viramos contra o Estados Unidos num jogo que nunca havíamos vencido, com 12 derrotas lá, e viramos no último minuto. No jogo da Neo Química tivemos chance no último. Soubemos jogar contra a Inglaterra com uma expulsão no último minuto.
O que tira de positivo
– A gente teve uma goleira hoje muito jovem, ela é um talento, um fenômeno na minha visão. Tivemos o retorno da Tayla, quanto tempo ela não jogava pela Seleção. A gente teve jogadoras que estão em grande momento. Isabela não fez o melhor jogo hoje, mas, para mim, é uma das melhores laterais do mundo hoje.
– A Bahia jogando um pouco mais, a gente já tinha perdido a Yasmin, é uma posição que estamos com um pouco de dificuldade. A Kerolin e a Bia que, pela experiência, precisam fazer mais de uma posição e função pra a Copa.
– A Jhonson retornando, a Priscila retornando depois de uma lesão de LCA (ligamento cruzado anterior), que é difícil. Tem muitos pontos positivos para a gente tirar, e esse é o processo. Tem questões que são internas e que não vou abrir, mas podem ter certeza que a avaliação e cobrança são feitas de forma coerente com as expectativas de todos, e a dificuldade é essa mesmo.
Data Fifa seguinte, contra o Japão, mais determinante (os jogos serão nos dias 29 de novembro, em Hiroshima, e 5 de dezembro, em Okayama)
– Já disse desde o começo do ano: sem dúvida quanto mais perto, mais próximo estará do grupo que vai para a Copa. No Japão vai ser um grupo mais perto. Se a Copa fosse em dezembro, não digo 100% porque ainda não será a Copa… Contra os Estados Unidos, teve outro critério.
– Eu sei que é difícil às vezes entender como se prepara uma equipe com decisões mais usuais, é característica não só do meu trabalho, mas do que acredito que a gente vai precisar para a Copa. Quando o Canadá foi campeão, tinha época que convocava só atletas sub-23. Os Estados Unidos, um pouco antes do nosso jogo, perdeu para Portugal. Dali tirou coisas positivas também, e é assim, a gente vê várias experiências, processos das seleções. Não adianta falar: “é isso que vai acontecer na Copa”.
– O Brasil não soube jogar com 10 ou empatou e não foi um bom resultado, não é uma coisa boa, mas isso não é a Copa do Mundo. No Corinthians era assim, muita troca e preparação de atletas de atleta para o momento do mata-mata. E quando chegava, vocês sabem o que acontecia. Então esse é o processo, nosso mata-mata é a Copa do Mundo.
– Temos uma base cada vez maior, a torcida pode esperar uma Seleção que vai transmitir entrega, amor, e qualidade técnica do futebol brasileiro. Uma equipe ofensiva, que vai fazer jogos emocionantes, buscar a todo momento a vitória e mostrar orgulho de vestir a camisa. Vai ser uma Seleção na qual acredito demais, acredito demais no nosso resultado. Estou muito otimista, igual à torcida, e acho que a gente tem que estar otimista e empurrar essas jogadoras. Não só nas Datas Fifa, mas também na Copa do Mundo. Essa conexão cada vez mais forte sem dúvida nenhuma é uma vantagem para nós. geRead More