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Pedro Emanuel valoriza postura do Vasco e sonha com título da Sul-Americana: “Acreditamos que pode ser nosso troféu”

Pedro Emanuel valoriza postura do Vasco e sonha com título da Sul-Americana: “Acreditamos que pode ser nosso troféu”

Após a vitória por 1 a 0 contra o Boca Juniors, na Bombonera, o técnico Pedro Emanuel, do Vasco, analisou a partida da equipe e destacou o feito na semifinal da Sul-Americana. A equipe carioca atuou mais da metade do segundo tempo com um jogador a menos, após a expulsão de Andrés Gómez, mas conseguiu segurar o placar e volta para o Brasil com vantagem em busca de vaga na final.
— Antes de tudo dizer que fizemos uma bela partida. Nem sempre bem jogada, nem sempre como planejamos, mas sabemos que estamos apenas no intervalo dessa eliminatória. Tivemos um pouco de sorte no final, o Boca teve duas chances claras para empatar e se empatasse eu não diria o contrário, mas ganhar fora é melhor, principalmente neste estádio tão mítico. Acreditamos cada vez mais que pode ser nosso troféu.
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Com a vitória, o Vasco se tornou apenas o quarto brasileiro a vencer o Boca na Bombonera em uma partida de mata-mata e o segundo a alcançar o feito em uma semifinal continental. Pedro Emanuel valorizou a conquista e disse que jogadores estão “escrevendo a história”:
— Eu disse aos jogadores algo como isso: se queremos demonstrar algo nesta competição, tínhamos que demonstrar hoje. Acho que demonstramos que queremos escrever nossa história. Respeitamos o passado, mas queremos escrever a nossa no presente. Respeitamos nosso plano de jogo, o caráter que esse time tem mostrado. Dadas as circunstâncias, não conseguimos manter no segundo tempo, mas conseguimos aguentar e levamos uma vantagem mínima. Nos dá confiança para o que pretendemos atingir.
Pedro Emanuel em Vasco x Boca
REUTERS/Agustin Marcarian
A vitória vascaína na Argentina, no entanto, não tira o pensamento do jogo de volta, no próximo dia 20. A princípio, a partida será disputada no Maracanã e já tem ingressos esgotados. Porém, na tarde desta terça-feira, o Consórcio Fla Flu entrou com recurso para derrubar a decisão, e a partida pode ser transferida para o Paraguai. Pedro Emanuel preferiu desconversar sobre o tema.
— Honestamente, o que me importa agora, meu pensamento é o São Paulo. Essa parte não sou eu que vou responder. Só tenho que me preocupar em recuperar a equipe para daqui a dois dias voltar a jogar. Tenho confiança na capacidade do clube de se mobilizar pela importância do jogo e que possa ser no Maracanã. É mais que lógico e satisfatório para nós porque Vasco e Boca merece um grande estádio, e o Maracanã é um grande estádio.
Veja outras respostas de Pedro Emanuel
Sobre maratona de jogos
— Nossa forma de jogar é muito intensa e muito desgastante com bola e sem bola. Queremos ser uma equipe organizada e intensa. Que tenha o controle e também seja aguda. Isso desgasta os jogadores, temos noção disso. O jogo do Remo foi pior porque fizemos um jogo muito desgastante com o Botafogo, em termos emocionais e físicos. Jogamos num campo sintético depois de 20 dias sem competir, tudo isso influencia. Contra o Remo, os jogadores pensaram que seria simples, mas os jogos do nosso campeonato são bastante difíceis. Tentamos nos recuperar da melhor forma possível porque iremos precisar de alguns desses jogadores utilizados hoje. E depois temos que pensar no jogo em casa com o Boca. Se já não tínhamos o Colídio, também não teremos o Gómez. É um problema solucionável. Daremos chances a outros que vão dar seu melhor para que o ritmo se mantenha.
Sobre partida de Gabriel Pereira
— O Gabriel está tão preparado quanto os outros. Ele demonstra que tem capacidade e qualidade para jogar no Vasco. Ele entrou para dar consistência, sabíamos que com menos um e ganhando por 1 a 0 eles iam pressionar, cruzar bola na área, e fico satisfeito pela vitória.
Sobre substituições na partida
— No final quando estamos aqui sentados, fica mais fácil analisar, no momento em que nós estávamos tendo uma queda física durante o jogo, o próprio Adson já não estava tão agudo como tem que ser. Tínhamos o plano B, que era de reforçar o meio para nos dar capacidade para ter bola. A ideia era tirar o Adson, mantermos o Lescano mais à direita, e termos o Tche Tche para nos dar frescura no meio, nos dar capacidade para poder ter bola e ao mesmo tempo capacidade de pressão na bola. Mas tivemos que ir para o plano D, né? Porque com menos um, tivemos que tomar decisões rápidas. Abdicamos de atacar em muitos momentos com a capacidade que nós temos, para defendermos mais coesos.
Sobre expulsão de Gómez
— Não sei o que aconteceu para ser expulso naquele momento, vou ter que ver as imagens, não posso responder o que eu não vi. O que eu sei é que não é copeiro, o Vasco é competitivo, é muito competitivo. O que mostrou é que tem muito caráter, tem muito espírito de sacrifício, tem uma união, tem uma vontade muito grande de conquistar. E acho que foi isso que demonstrarmos aqui. A fibra de campeões é essa, saber sofrer, saber o momento que adversário está melhor no jogo e nós temos que nos sacrificar, e foi isso que fizemos.
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