Ucrânia retoma ataques contra refinarias russas; ‘Chega’, diz Zelensky sobre cessar-fogo energético de Trump
Vladimir Putin, Donald Trump e Volodymyr Zelensky.
Sputnik/Gavriil Grigorov/Pool via REUTERS, Reuters e Genya Savilov/AFP
A Ucrânia retomou nesta quinta-feira (15) seus ataques aéreos contra refinarias de petróleo russas, atingindo uma instalação na região de Ryazan, segundo o governador regional. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de não respeitar o cessar-fogo energético imposto por Donald Trump.
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Kiev havia evitado atacar refinarias russas desde o anúncio de um cessar-fogo no setor energético entre Rússia e Ucrânia, feito no fim de semana pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Essa trégua, no entanto, parece ter pego ambos os países de surpresa.
Zelensky acusa a Rússia de ter ignorado a ordem de Trump. O líder ucraniano vinha demonstrando crescente frustração com a continuidade dos bombardeios russos à infraestrutura energética ucraniana. Ele também acusou Moscou de intensificar seus ataques aéreos contra Segundo ele, os ataques haviam deixado 600 mil pessoas sem energia na quarta-feira.
Zelensky afirmou nesta quinta-feira em entrevista ao jornal britânico Financial Times que sua paciência acabou.
“A restrição [aos ataques contra refinarias russas] acabou. Chega”, disse ele ao jornal.
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O presidente ucraniano já havia alertado anteriormente que a Ucrânia não suspenderia seus próprios ataques indefinidamente se a Rússia não fizesse o mesmo e nos últimos dias ele também criticou o que descreveu como favorecimento de Trump à Rússia com a compra de diesel russo, por exemplo.
Pavel Malkov, governador de Ryazan, afirmou em suas redes sociais que um grande ataque de drones ucranianos contra a região provocou um incêndio em uma refinaria de petróleo. “Os danos materiais estão sendo avaliados neste momento. Os serviços de emergência estão trabalhando no local”, disse.
Na entrevista, Zelensky criticou a disposição de Washington para fechar acordos comerciais com Moscou e a aparente admiração de Trump pelo presidente russo, Vladimir Putin.
Esta reportagem está em atualização.g1 > Mundo Read More


