RÁDIO BPA

TV BPA

Flamengo: um empate em La Plata nunca deve ser lamentado

Flamengo: um empate em La Plata nunca deve ser lamentado

Estudiantes 0 x 0 Flamengo | melhores momentos | semifinal | CONMEBOL Libertadores 2026
Em hipótese alguma, um empate fora de casa contra o Estudiantes em uma semifinal de Libertadores pode ser considerado um mau resultado. E essa é a sentença que precisa guiar os humores rubro-negros até o jogo de volta, no Maracanã, na semana que vem.
Esse mandamento, que certamente ocupa posição de destaque na cartilha imaginária da Libertadores, ajuda a colocar em perspectiva até mesmo a fraca atuação do time de Leonardo Jardim. Às vezes é preciso saber sofrer quando a virtude fica escondida no vestiário — isso se aplica à Libertadores e à vida em geral.
Saúl disputa a bola em Estudiantes x Flamengo
Agustin Marcarian/Reuters
É claro que não se pode esconder o desempenho quase nulo da equipe, especialmente em termos ofensivos. Por exemplo, Lucas Paquetá, Samuel Lino e Bruno Henrique estiveram irreconhecíveis, e o Flamengo não chutou uma mísera bola na direção do gol, mesmo que lá estivesse o sempre instável Fernando Muslera. A presença de Saúl no lugar de Jorginho no meio-campo não funcionou. Na defesa, a zaga foi superada múltiplas vezes nas bolas aéreas, e o placar se manteve zerado apenas pela ineficiência dos atacantes pincharratas.
O Estudiantes de La Plata é muito mais do que um time previsível. Na verdade, representa uma escola de jogo instituída desde muito antes de Cacique Medina. Uma zaga sólida e um time que trabalha, às vezes de forma não muito elaborada, para servir um centroavante cuja única missão na vida é dar um jeito de empurrar a bola para as redes — no momento, Guido Carrillo, um camisa 9 absolutamente primordial. Essa estratégia exigiu que Rossi fosse testado durante toda a noite, mesmo que com intervenções quase sempre protocolares.
Voz do Setorista: Thiago Lima mostra o clima após empate em La Plata
Nesta altura do campeonato, com apenas dois jogos no caminho do pentacampeonato continental, é necessário separar a expectativa pelo desempenho do valor do resultado que se oferece (e muitas vezes cai no colo). Se a atuação certamente precisa ficar no passado, o empate trazido de La Plata vale ouro — e não de qualquer quilate. Exigir que todo jogo seja um desfile de qualidade técnica é uma perspectiva irreal, mesmo considerando o poderio deste Flamengo.
É verdade que a torcida rubro-negra ficou ressabiada depois da atuação contra o Independiente del Valle, quando o time flertou com a tragédia após ter aberto dois gols de vantagem fora de casa. No entanto, a Libertadores também é feita dessas noites que ameaçam ser amargas, mas podem acabar reduzidas a um detalhe da história. Isso o Flamengo já aprendeu (e no fim desfrutou) diversas vezes nos últimos anos. geRead More