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Atacante do Athletico, Leozinho vê final da Copa das Nações de Futsal e brinca: “Vontadezinha de jogar”

Atacante do Athletico, Leozinho vê final da Copa das Nações de Futsal e brinca: “Vontadezinha de jogar”

Leozinho, atacante do Athletico-PR marca presença na final da Copa das Nações de Futsal
Leozinho vive uma nova realidade no futebol de campo, mas não esconde a ligação com o futsal. Depois de defender o Athletico na derrota por 2 a 0 para o Palmeiras, no sábado, na Arena da Baixada, o atacante aproveitou a oportunidade para acompanhar a seleção brasileira de futsal contra o Afeganistão na final da Copa das Nações, em São José dos Pinhais.
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Bastante assediado pelos torcedores, Leozinho pode reencontrar antigos companheiros e rever o esporte que o projetou. Duas vezes eleito o melhor jogador sub-23 do mundo, em 2019 e 2020, ele admitiu que assistir à partida de fora despertou a vontade de voltar às quadras.
— Fico muito feliz de estar aqui acompanhando nossa seleção, um esporte ao qual sou eternamente grato. Fico muito feliz de ter construído uma história. Deu até uma vontadezinha de jogar — afirmou.
A nostalgia veio acompanhada da torcida pelos antigos parceiros. Mesmo dedicado à carreira nos gramados, Leozinho mantém contato com os jogadores que hoje representam o Brasil e destaca o orgulho de acompanhar a trajetória dos amigos.
— Acho que com todos ali eu já joguei a favor ou contra. Diego, Lino, Lucas Gomes e Arthur também foram meus companheiros. Fico muito feliz de ver onde eles estão, representando nosso país da melhor maneira possível — disse.
O atacante também elogiou o técnico Marquinhos Xavier, com quem trabalhou e que lhe deu a oportunidade de disputar uma Copa do Mundo de Futsal.
— Marquinhos é um excelente treinador. Só tenho a agradecer porque me levou para uma Copa do Mundo. Vem fazendo um grande trabalho, conseguiu conquistar o último Mundial e tem que ser assim: a Seleção é cobrança o tempo inteiro, porque só tem jogadores de alto nível — destacou.
Leozinho atende fãs na final da Copa das Nações de Futsal
Flávio Darin/RPC
Uma carreira do zero no campo
O reencontro com o futsal remete a um capítulo importante da trajetória de Leozinho. Antes de vestir a camisa rubro-negra, o atacante construiu uma carreira de destaque nas quadras, com passagens pela seleção brasileira e o reconhecimento internacional como melhor jogador sub-23 do mundo em duas temporadas consecutivas.
A mudança para o futebol de campo começou em 2023, quando foi anunciado pelo Hercílio Luz para disputar a Série D do Brasileiro. Depois, defendeu o Ituano na Série B até ser contratado pelo Athletico, em janeiro de 2025.
O projeto ganhou continuidade no Furacão. Durante a pausa do calendário para a Copa do Mundo, em julho, o clube renovou o contrato do atacante até o fim de 2028, reforçando a aposta no jogador para as próximas temporadas.
Leozinho comemora gol do Athletico sobre o Athletic
José Tramontin/athletico.com.br
Pisada das quadras continua
A transição não significou abandonar os recursos técnicos desenvolvidos no futsal. Pelo contrário: Leozinho acredita que a experiência nas quadras tem sido uma aliada no futebol de campo, principalmente nos dribles curtos, no raciocínio rápido e nas jogadas em espaços reduzidos.
Um dos movimentos que mais utiliza é a pisada na bola, característica tradicional do futsal. O atacante explica que precisou adaptar os fundamentos à dinâmica dos gramados, mas não considera ter perdido as habilidades que o ajudaram a se destacar na modalidade anterior.
— Eu creio que não perdi nada. Só tenho adaptado da melhor maneira possível dentro do futebol. Um drible tradicional, que é a pisada, faço bastante e tem me dado um retorno positivo. São costumes difíceis de perder, mas acredito que só agregam ao meu jogo — explicou.
Leozinho atende fãs na final da Copa das Nações de Futsal
Flávio Darin/RPC
Torcedor mesmo longe
A mudança de modalidade também alterou a perspectiva de Leozinho diante das partidas. Acostumado a participar dos jogos dentro de quadra, agora ele acompanha de fora a Seleção Brasileira e os antigos companheiros.
— É uma nostalgia imensa estar aqui do lado de fora. Passei grande parte da minha vida ali dentro. Hoje é diferente, mas fico muito feliz e sigo torcendo por eles. Sempre que puder estar presente, apoiando, vou estar. Quando não der, também estarei na televisão torcendo, porque é um esporte que tem meu coração. Amo demais — declarou.
O carinho pelo futsal permanece, assim como o reconhecimento do público. Após a entrevista, uma fila de torcedores se formou ao redor do atacante do Athletico em busca de autógrafos e fotos.
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