O que mudou? Cinco pontos que explicam a diferença do Coritiba entre primeiro e segundo turno
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O Coritiba entrou na reta final do Campeonato Brasileiro com um cenário bem diferente do que construiu ao longo do primeiro turno. Depois de apresentar uma campanha competitiva e chegar a ocupar a parte de cima da tabela, o time comandado por Fernando Seabra passou a enfrentar dificuldades para transformar desempenho em resultados.
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São seis jogos consecutivos sem vitória, com quatro derrotas, dois empates e apenas dois pontos conquistados em 18 possíveis.
A queda aparece especialmente no sistema defensivo. Depois da derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG, na 31ª rodada, o Coxa chegou a 49 gols sofridos e passou a ter a segunda pior defesa da Série A, à frente apenas da Chapecoense.
A equipe também enfrenta dificuldades para produzir no ataque, cenário que aumenta a pressão sobre os próximos compromissos no Couto Pereira.
Rodrigo Moledo jogador do Coritiba durante partida contra o Fluminense
Thiago Ribeiro/AGIF
Queda no rendimento de pontos
O primeiro sinal da mudança está no desempenho na tabela. O Coritiba encerrou o primeiro turno com 26 pontos e, depois de 31 rodadas, chegou a 39.
O ganho de 13 pontos nas 12 primeiras partidas do returno representa uma campanha menos produtiva na segunda metade do campeonato.
A queda não significa que todos os problemas começaram após a pausa entre os turnos. As oscilações já apareciam em alguns jogos, mas a sequência recente agravou o cenário e reduziu a margem para novos tropeços.
Jogadores do Coritiba durante entrada em campo para partida contra o Atletico-MG
Gilson Lobo
Lesões afetaram a continuidade
O Coritiba teve dificuldades para manter uma base de jogadores à disposição de Fernando Seabra, com desfalques distribuídos por diferentes setores.
Em setembro, antes da pausa para a Data Fifa, o departamento médico chegou a reunir oito jogadores: Lucas Ronier, Tinga, Lucas Taverna, Brian Ocampo, Felipe Jonatan, Keno, JP Chermont e Jacy.
O impacto não ficou restrito aos atletas afastados. Thiago Santos, por exemplo, conviveu com dores na sola do pé e chegou a atuar sem estar nas condições físicas ideais.
A defesa foi particularmente afetada pela necessidade de reorganizar suas peças. Problemas físicos de Jacy e Tinga, por exemplo, limitaram as alternativas, enquanto a ausência de Lucas Ronier, submetido a uma cirurgia no joelho, retirou uma opção ofensiva importante.
As lesões não explicam isoladamente a queda do Coritiba, mas ajudam a contextualizar a dificuldade para sustentar um padrão de atuação. A instabilidade física se somou aos problemas coletivos e tornou a busca por regularidade ainda mais complicada.
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Número de gols sofridos
O sistema defensivo é o principal ponto de atenção. O Coritiba sofreu 27 gols no primeiro turno e já havia sofrido 22 nas 12 primeiras partidas do returno, até a 31ª rodada.
O recorte ajuda a dimensionar a perda de consistência: em menos jogos, a equipe se aproximou do número de gols sofridos na primeira metade da competição.
A sequência de 11 partidas consecutivas sendo vazado amplia a preocupação. Desde o empate sem gols com o Bragantino, em 26 de julho, o Coxa não conseguiu terminar um confronto sem sofrer gols.
Bruno Melo, lateral do Coritiba
JP Pacheco/Coritiba
Instabilidade coletiva
As falhas defensivas chamam atenção pela maneira como acontecem. Em diferentes partidas, os adversários encontraram espaços entre os setores, conseguiram avançar sem pressão suficiente sobre a bola ou exploraram dificuldades na proteção da entrada da área.
Contra o Atlético-MG, por exemplo, o gol de Igor Gomes surgiu depois de Natanael ter liberdade para organizar o cruzamento.
A jogada voltou a expor uma questão coletiva: não basta defender próximo da própria área se o adversário consegue preparar o ataque sem ser incomodado.
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Ataque deixou de marcar gols
A dificuldade ofensiva completa o quadro. Nos últimos seis jogos, o Coritiba marcou cinco gols. Apenas um dos gols foi com jogador do ataque: Pedro Rocha, contra o Mirassol. No mesmo recorte, o time sofreu 16 gols.
O desequilíbrio torna mais difícil buscar pontos quando a equipe comete erros atrás, porque a produção ofensiva não tem sido suficiente para responder na mesma proporção. Breno Lopes, que tem oito gols na Série A, não marca desde maio.
As alternativas passam pela melhora na construção, pela aproximação entre meio-campo e ataque e pelo aproveitamento mais eficiente das oportunidades.
Sem elevar a produção com bola, o time fica dependente de partidas de poucos gols e de atuações decisivas de Pedro Morisco.
Pedro Morisco, goleiro do Coritiba
JP Pacheco/Coritiba
Reta final exige melhora
O caminho para a reação não necessariamente passa por abandonar tudo o que foi construído.
O Coritiba precisa recuperar a organização que lhe permitiu competir em boa parte da temporada e corrigir os aspectos que se deterioraram durante o returno.
Os jogos contra Grêmio, Vitória e Internacional ganham importância nesse processo.
O Coxa volta a campo na segunda-feira, às 19h30 (de Brasília), contra o Grêmio, no Couto Pereira, pela 32ª rodada. O ge acompanha em Tempo Real.
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