Verstappen diz que só vitórias deram certeza de evolução da Red Bull; entenda reviravolta do piloto
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Em meio ao domínio e à possibilidade de título de Kimi Antonelli, outro piloto da Fórmula 1 tem vivido um período de retomada na categoria: Max Verstappen. Depois de um início de ano bem abaixo das expectativas da Red Bull, o piloto holandês tem aproveitado a evolução gradual do carro e foi ao pódio nas últimas cinco corridas, com duas vitórias seguidas nos GPs do Bahrein na Malásia e de Singapura.
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Em entrevista coletiva antes do GP dos Estados Unidos deste fim de semana, Verstappen foi questionado pelo ge sobre quando sentiu, de fato, a melhora do RB22, carro da Red Bull nesta temporada. Sincero, o tetracampeão afirmou que só conseguiu confirmar a evolução do monoposto com as vitórias do time.
– Para ser honesto com você, até realmente vencer, é sempre muito difícil de definir. Eu cheguei perto (de ganhar) algumas vezes, mas sempre senti que ainda faltava aquela parte final para realmente buscar a vitória, mas acho que é mais importante que você não desista como equipe, na minha opinião – iniciou o holandês.
Max Verstappen no dia de mídia do GP dos Estados Unidos de F1 2026
Angela Weiss/AFP
Em seguida, o piloto ressaltou que a equipe precisou trabalhar duro para resolver os problemas e explicou que isso nem sempre foi uma tarefa fácil:
– Claro, para ser honesto, foi isso que nós fizemos. Continuamos trabalhando, tentando entender os nossos problemas para que pudéssemos nos livrar deles o mais rápido possível. Alguns são mais complicados do que outros, mas pelo menos fomos capazes de vencer – completou.
Últimas cinco corridas de Verstappen na F1 2026
Como Verstappen melhorou tanto?
Curiosamente, Verstappen vive um novo ressurgimento depois de protagonizar uma arrancada impressionante na última temporada. Na ocasião, o piloto da Red Bull tirou 102 pontos de diferença para o até então líder Oscar Piastri, mas acabou em segundo no campeonato, a dois pontos do campeão Lando Norris.
No entanto, as circunstâncias que envolveram aquele campeonato são bem diferentes dessas. No ano passado, o time austríaco vivia uma crise interna, que culminou na demissão do chefe de equipe Christian Horner e na chegada do francês Laurent Mekies, ex-Racing Bulls. A McLaren era a equipe dominante, mas a Red Bull passou a se reestruturar aos poucos e terminou o ano como uma forte ameaça à escuderia inglesa.
Mas os carros do ano passado eram bem diferentes dos monopostos deste ano, projetados de acordo com as regras do novo regulamento. A Red Bull, por sua vez, também passou a desenvolver sua própria unidade de potência, em parceria com a Ford. Com um motor estreante, os desafios eram muitos.
Max Verstappen bate forte e abandona classificação do GP da Austrália
Paul Crock/AFP
A surpresa, no entanto, foi notar que o motor não representava o principal problema da Red Bull nesta temporada. Muito pelo contrário: a parte de combustão da unidade de potência foi eleita pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) a melhor do grid, acima até mesmo do motor Mercedes – em um momento em que o time alemão dominava o campeonato.
O grande problema estava no chassi e na parte aerodinâmica do carro. O projeto do RB22 nasceu acima do peso mínimo de 768kg, e a equipe austríaca iniciou o campeonato lutando por posições contra equipes do pelotão intermediário, como Haas e Alpine. Verstappen chegou a classificar o carro como perigoso e fez duras críticas ao monoposto:
– Terrível. É uma palavra bem curta. Não temos ritmo, o desgaste dos pneus está no teto, mesmo comparando com o (pelotão do) meio – disse, depois do GP da China.
A primeira grande atualização aconteceu em Miami, quando a Red Bull introduziu mudanças na coluna de direção, nos sidepods e reduziu o peso do carro – além de ter feito uma versão da “asa Macarena” criada pela Ferrari, com uma rotação adicional.
O desempenho da equipe melhorou, o que deixou Verstappen em condição de brigar por pódios, mas a “Macarena” da Red Bull criou problemas: o holandês bateu na classificação para o GP da Áustria e deixou a prova ao sair da pista na Grã-Bretanha, em ambas as vezes por problemas no mecanismo que fechava a asa traseira.
Batida de Verstappen causa reviravolta na classificação do GP da Áustria
No entanto, uma nova atualização na Áustria colocou a Red Bull como candidata a pódios em todas as corridas. Tanto é que, de lá para cá, o piloto só ficou fora do pódio na Grã-Bretanha e na Holanda, quando bateu na abertura da segunda volta com pista molhada.
Verstappen tem problemas no carro e abandona o GP da Grã-Bretanha
A confirmação desse status veio com mais um pacote de atualizações, desta vez no Azerbaijão: a Red Bull levou um novo assoalho, difusor e sidepods para a corrida em Baku. Max foi segundo nesta prova, mas venceu no Bahrein e em Singapura:
– Aprendemos muito e consertamos várias das nossas fraquezas. O carro, definitivamente, pareceu muito melhor de Baku em diante. Ficou muito mais equilibrado do que no início do ano, quando às vezes era um pouco assustador de dirigir. A forma como nós conseguimos essa reviravolta e o progresso que fizemos nesse ano torna isso muito mais legal – explicou, depois de ganhar em Singapura.
Max Verstappen levanta troféu de vencedor do GP de Singapura de F1 2026
Edgar Su/Reuters
A boa fase se reflete na tabela: desde a volta da pausa de verão europeu, Verstappen só está atrás do provável campeão Kimi Antonelli em pontos: o italiano somou 121 neste período, contra 112 do holandês. A reação é insuficiente para que Max brigue pelo título deste ano, mas mostra que o time – e o piloto – estão confiantes para entrarem na disputa em 2027.
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