Ceni detona gramado e comenta atitude de Neymar contra o Bahia: “Tem que se policiar”
Santos 1 x 1 Bahia | Melhores momentos | 32ª rodada | Brasileirão 2026
O Bahia tinha tudo para se recuperar da dura derrota para o Flamengo, mas viu o Santos crescer na noite chuvosa deste sábado e arrancar o empate por 1 a 1 na Vila Belmiro, em jogo válido pela 32ª rodada do Brasileirão. Além de manter o tabu de 14 anos sem ganhar do Peixe na Vila, o resultado deixa o Tricolor fora da zona de classificação para a Libertadores e representa uma queda de aproveitamento nas últimas cinco rodadas [assista acima aos melhores momentos].
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Em entrevista coletiva depois da partida, Rogério Ceni admitiu que não queria que o jogo continuasse com o dilúvio na Vila Belmiro e avaliou as condições do gramado.
– Chegou um ponto que a bola não rolava mais e eu e Cuca fomos pedir para parar o jogo, que começou muito promissor. Os jogadores queriam continuar jogando, dos dois lados. Eu acho que é pior para os dois times, mas se os atletas que estão em campo queriam jogar, deixamos rolar. A gente teve a vantagem de fazer um gol com o gramado naquela condição, talvez por isso poderíamos ter um resultado melhor. O jogo acabou aos 20 minutos, é até feio passar uma coisa dessa na televisão. Até a vantagem de um jogador a mais é perdida. A chuva estragou o jogo, acabou com o jogo. A vantagem numérica não vira uma vantagem real, você não consegue trocar um passe que a bola para – afirmou Ceni.
O treinador também lamentou o gol de empate sofrido já nos acréscimos do segundo tempo neste confronto direto. O resultado mantém o Bahia estacionado na sétima posição, com 50 pontos, e deixa a equipe com três derrotas, um empate e uma vitória nos últimos cinco jogos do Brasileirão (26,6% de aproveitamento).
– O Santos é um adversário direto, a gente iria abrir sete pontos, mas só mantivemos os quatro. A gente tinha três para um naquela bola, a gente tinha todas as condições. Bobeamos no melhor jogador de cabeceio deles no dia de hoje, que é o Luan Peres. A gente poderia estar em quinto lugar com um jogo em casa para jogar, mas não posso reclamar dos jogadores, que lutaram o jogo todo. E no jogo de hoje o 11 contra 10 não deu para refletir em campo. Então repito, elogio os jogadores pela competitividade, muito diferente do que foi contra o Flamengo. Lamentamos o gramado, 70% do jogo foi só chutão.
“Eu teria parado o jogo, o certo era ter parado e jogar amanhã ou na segunda, o jogo prometia, as duas equipes tentando chegar, jogando bola. Era para ser um grande jogo, mas se tornou várzea, inviável para a prática do futebol”.
Polêmica com Neymar
Neymar detona Rodrigo Nestor após expulsão em Santos x Bahia: “Foi safado”
Além da chuva, Neymar também foi destaque negativo neste sábado depois de se envolver em confusão com Rodrigo Nestor e acabar expulso antes do início do segundo tempo. O próprio Rogério Ceni levou um empurrão do camisa 10 do Santos, ainda no primeiro tempo, em meio ao bate-boca.
– A idade é muito diferente, quando eu jogava ele era jovem ainda. É o jogador mais talentoso dessa geração, eu tenho um respeito e uma admiração futebolística. Com relação a parte comigo, eu tenho zero problema, isso é do jogo, ele defende o Santos, e eu o Bahia. Conversei com ele que achei que era uma situação do jogo. A parte do Nestor, ele deu entrevista para vocês, então fica registrado o que ele falou. Mas não tira o carinho e a admiração que eu vejo que os jovens têm com ele. Sobre a parte do Nestor, não vou repetir, é algo que ele (Neymar) tem que se policiar – avaliou Ceni.
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Rogério Ceni tem apenas três dias até o próximo jogo pelo Brasileirão. Nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), o Bahia encara o São Paulo na Arena Fonte Nova, em partida válida pela 33ª rodada do Brasileirão.
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Rogério Ceni em entrevista coletiva
Rafael Rodrigues / EC Bahia
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Enfrentar o São Paulo ainda é especial? Everton Ribeiro pode ser titular?
– Todos os jogos são especiais para mim. O São Paulo eu tenho enorme carinho, são 26 anos, mas o Bahia vai tentar ganhar do São Paulo e eu estou do lado do Bahia. A gente precisa muito vencer. O São Paulo logicamente vai tentar seu melhor. Ano passado conseguimos vencer, esse ano empatamos em Bragança. Você não sabe mais se vai ser G-5, G-6 ou G-7, então temos que fazer a pontuação máxima para ver o que acontece. É um adversário muito bom, mas vamos ter o apoio da nossa torcida. Temos que analisar o São Paulo e tentar vencer, são pontos importantes para ir para a Libertadores.
Ronaldo e condição do gramado
– A luva fica pesada, toda bola é difícil de segurar. Ele fez boas defesas também quando o campo estava em condições. Ele ajudou mais uma vez, até o gol do adversário. Ali, na bola longa, acho que poderia ter sido interceptada por ele ou por um dos defensores.
Fator psicológico para jogar fora de casa
– O lado psicológico todo mundo estava preparado. Os jogadores do Santos pressionam bastante aqui. Acho que tivemos vantagem por fazer o gol naquela situação. Mas com aquele gramado você perde o contra-ataque, não dá para construir. Tudo aconteceu com bola aérea. Tirei os jogadores com cartões porque fiquei com receio de uma expulsão. Eu teria parado o jogo, o certo era ter parado e jogar amanhã ou na segunda-feira, o jogo prometia, as duas equipes tentando chegar, jogando bola. Era para ser um grande jogo, mas se tornou um jogo de várzea, inviável para a prática do futebol.
Mudanças
– Wendel entra primeiro como um volante, mudamos um pouco a maneira de jogar com um atleta a mais. Depois com Marcos Victor cansado, Wendel fez a função defensiva pelo lado direito, ele já tinha feito isso com a gente no Campeonato Baiano. Ele joga nessa posição no sub-20. Normal ele ficar um pouco perdido, jogar contra o Santos aqui não é fácil. Então fiz as trocas pelos amarelos e pelas características físicas dos jogadores. Caio e Everton não iriam conseguir jogar com o campo daquela maneira.
Pressão do Santos foi normal?
– Qualquer coisa que aconteça nesse jogo é uma fatalidade. Não tem bola rolando. A gente só tentou sair com bola longa para o Alejo. A gente teve finalização, Ronaldo defendeu chutes fracos, a bola estava sempre parando na água, o jogo perde toda a lógica. A situação acaba ajudando quem tem um jogador a menos. O Santos também foi ajudado porque secaram o campo de ataque do lado deles, mas não tiveram tanto empenho do nosso lado. geRead More


