RÁDIO BPA

TV BPA

Entenda como Tite pode corrigir problemas defensivos e melhorar rendimento no Botafogo

Entenda como Tite pode corrigir problemas defensivos e melhorar rendimento no Botafogo

Tite avalia derrota do Botafogo: “Temos que nos tornar uma equipe mais competitiva”
Ainda faltam seis rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro, mas é fato que o Botafogo terminará o ano com o pior desempenho defensivo desde que virou SAF. A equipe carioca tem 51 gols sofridos no torneio até aqui, sendo melhor apenas do que a lanterna Chapecoense em 2026. Mas o que falta para o trabalho de Tite no Botafogo ganhar rendimento rápido em meio à luta contra o Z-4? O ge ouviu comentaristas.
+ Tite aposta em experiência, mas atuações reacendem debate sobre meio-campo do Botafogo
Os problemas defensivos do Botafogo surgiram antes de Tite assumir o comando do Botafogo, há pouco mais de um mês, mas a questão perdura sob o comando do ex-treinador da seleção brasileira. Nos cinco jogos disputados até aqui, o Botafogo de Tite só não foi vazado contra a Chapecoense, partida em que o treinador conseguiu sua única vitória no comando até aqui.
Tite em treino do Botafogo no Espaço Lonier
Vitor Silva/BFR
Defesas do Botafogo em Brasileiros na era SAF:
2022: 43 gols sofridos
2023: 37 gols sofridos
2024 (campeão): 29 gols sofridos
2025: 38 gols sofridos
2026: 51 gols sofridos até o momento
No total, são oito gols sofridos em cinco jogos com Tite — uma média de 1,6 gol por partida. Vale ressaltar, no entanto, que a defesa do Botafogo tem passado por mudanças na escalação.
Ferraresi se mantém como um ponto fixo, mas Tite já teve que recorrer a Arthur Chaves, Lucas Monzón e até Marçal improvisado para fechar a dupla em meio a problemas médicos.
+ Análise: Botafogo sobra em apatia, e falta de combatividade marca derrota para o Internacional
Marçal Alerrandro Botafogo Inter
Roberto Vinicius/AGIF
A comentarista Belle Suarez destaca a necessidade de um maior pragmatismo nesta reta final de Brasileirão, enquanto o comentarista Paulo César Vasconcellos afirma que Tite não pode ser “refém” de ideias que o consagraram.
Belle Suarez
— Acho que o Tite ainda não teve o tempo necessário para fazer um raio-X em cima do que ele tem à disposição. E se teve, ainda não conseguiu implementar. Acho que o Botafogo precisa urgentemente começar a organização do seu time pelo setor defensivo. É uma estratégia mais básica, mas para um primeiro passo, para apagar um incêndio imediato… Me parece o mais importante, estancar a sangria.
— Ajustar o setor defensivo para que aí sim os outros setores consigam fluir melhor, produzir mais. É um Botafogo que toma muitos gols, com a linha de defesa constantemente desorganizada.
— E isso é, de certa forma, uma característica dos trabalhos do Tite. A gente, que viu um Tite por muitos anos na seleção brasileira, sempre exaltou o trabalho sem bola das equipes dele. Às vezes não era encantador, não era empolgante, mas sabia ser muito pragmático. Eu acho que é desse pragmatismo que o Botafogo tá precisando no momento.
— Pela forma que a gente se acostumou a ver o Tite pensando futebol, o setor defensivo (precisa de mais ajustes) nesse momento. Claro que você tem que aumentar a produção ofensiva, melhorar a pontaria desses jogadores do Botafogo. Tem que descarregar a responsabilidade que fica muito nas costas do Danilo.
Internacional 3 x 0 Botafogo | Melhores momentos | 32ª rodada | Brasileirão 2026
— Mas eu começaria pelo setor defensivo. É beabá mesmo, parece um trabalho que precisa ser feito de maneira muito embrionária. Botafogo precisa arrumar a casa. Na minha ideia de futebol e naquilo que a gente já viu do Tite, arrumar a casa passa obrigatoriamente por uma organização do setor defensivo. Outros setores podem render mais? Com toda a certeza. É o que eu falei, tirar um pouco da responsabilidade do Danilo, que é um cara realmente diferente nesse elenco. É natural que se espere muito dele, mas nem sempre ele vai jogar muito ou estar num bom dia.
— Tentar aliviar um pouco essa responsabilidade em cima dele, do Danilo, e acho que naturalmente o Botafogo vai fluir um pouco melhor. Isso, com certeza, pensando também na próxima janela de transferências, que a gente não sabe como vai ser. As janelas do Botafogo são sempre surpreendentes, vamos dizer assim.
Paulo César Vasconcellos
— Equipes treinadas pelo Tite sempre foram muito competitivas, e está faltando competitividade. Essa ausência de competitividade passa pela formação que ele tem levado a campo, especialmente no meio de campo. Tite não pode ser refém de ideias que o consagraram, como por exemplo o respeito à hierarquia. “Jogador de currículo, jogador de estatura” tem que ser titular. Depende do momento pelo qual o jogador está passando. Ele mexeu num ponto central de qualquer equipe, o meio de campo. Ao preferir Allan em detrimento do Huguinho, o Tite impacta diretamente na competitividade da equipe.
— O outro ponto é que ele, como técnico, com a qualidade e com a cabeça que tem, precisa desenvolver uma relação de cumplicidade com os seus jogadores. O Botafogo é um time que não compete em campo. Essa competição passa pelo que diz o técnico e pelo que acreditam os jogadores.
— O desafio é o jogo de quarta-feira contra o Remo. O Remo é uma equipe de baixíssima pretensão no campeonato, mas tá jogando em nome da dignidade. Equipes assim são sempre perigosas. Ainda mais se você não competir contra elas, e o Botafogo não tem competido. O desafio é voltar à estrutura anterior de meio de campo, mexer no ataque, colocando os jogadores mais assertivos, mas essencialmente transformar o Botafogo num time competitivo.
O Botafogo é o atual 11º colocado na tabela do Brasileirão, com 39 pontos somados. Após o jogo fora de casa contra o Remo, a equipe receberá o Atlético-MG no Nilton Santos.
+ ✅Clique aqui para seguir o canal ge Botafogo no WhatsApp
🗞️ Leia mais notícias do Botafogo
🎧 Ouça o podcast ge Botafogo 🎧
Assista: tudo sobre o Botafogo no ge, na Globo e no sportv geRead More