Chances: Flamengo vai a 67% de título, contra 33% do Palmeiras; Inter tem 62% de permanência
Saiba como são feitos os cálculos para as matérias de chances do ge
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Ao vencer o Atlético-MG por 3 a 2 de virada no Maracanã com gol de pênalti nos acréscimos, o Flamengo chegou aos 67,16% de chance de ser campeão. O valor é uma ligeira diminuição em relação à 31ª rodada, quando tinha 68,65%. A explicação está no fato de que os parâmetros de ataque e defesa do clube pioraram um pouco em comparação com o Palmeiras.
O único concorrente ao título rubro-negro melhorou as suas chances ao vencer o Bragantino por 2 a 0 em casa. Com isso, o Palmeiras vai de 31,34% na rodada passada para 32,84%.
O Cruzeiro, por mais que tenha possibilidade matemática, precisa que Flamengo e Palmeiras percam cinco dos seis jogos restantes e empatem no confronto direto que terão na 36ª rodada. Se isso tudo acontecer, a Raposa ainda teria de vencer todos os jogos. É uma combinação tão improvável que nas 10 mil simulações feitas para cada jogo restante do Brasileirão o time mineiro aparece com 0% de chance de ser campeão.
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Chances de permanência
Na parte de baixo da tabela, mudanças consideráveis. Nesta 32ª rodada, o Internacional saiu da zona de rebaixamento ao vencer o Botafogo no Beira-Rio, viu o rival vencer o Coritiba no Couto Pereira e afundar o Corinthians na 18ª colocação, que perdeu para o Vasco em São Januário.
Desses três, que são os mais ameaçados para ocupar a 17ª e 18ª posição, o Inter está com a situação um pouco melhor. A possibilidade de ficar na Série A subiu de 47,18% para 62,43%. Foi o maior crescimento na briga para seguir na Primeira Divisão.
Já o Grêmio, que também venceu e é o primeiro time do Z-4, tem uma preocupação maior. Apesar de surpreender ao vencer o Coxa em Curitiba por 1 a 0, o time comandado por Renato Portaluppi subiu de 17,92% para 30,44% nas projeções. Por mais que esteja na frente na classificação, é um percentual menor do que o do Corinthians.
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Isso porque, apesar de ter perdido para o Vasco por 3 a 2 no Rio de Janeiro no último sábado, o time paulista ainda é o favorito para vencer o Grêmio no confronto direto que terão na penúltima rodada. O Corinthians joga em casa e também tem uma tabela teoricamente contra adversários que geram menos ameaças do que os do Grêmio. Por isso, os comandados de Seedorf foram de 72,15% para 58,38%. É a maior queda entre os times que fogem do rebaixamento.
A projeção do Gato Mestre, feita em parceria com o economista Bruno Imaizumi, é de que esses três times sejam os mais prováveis a lutar para escapar das duas vagas restantes para a Série B. As outras duas muito provavelmente serão ocupadas por Remo e Chapecoense. Eles têm 0,46% e menos de 0,01%, respectivamente, de chance de escapar da queda.
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Chances de Libertadores
Para quem pensa na principal competição do continente, a disputa está aberta. Flamengo e Palmeiras já tem vaga garantida na Libertadores de 2027, mas, até o momento, restam três no G-5 para 10 clubes. Esse número ainda pode aumentar, a depender dos finalistas da Copa do Brasil e campeões da Sul-Americana e da própria Libertadores.
O terceiro time com maior possibilidade de G-5 é o Athletico-PR. O empate em 1 a 1 com o Vitória no Barradão, aliado ao fato de Atlético-MG e Bahia não terem vencido seus jogos, fez com que o Furacão fosse de 80,65% para 83,94%.
O maior aumento nas chances de G-5 ficou com o Cruzeiro. A Raposa assumiu a terceira colocação ao vencer o Remo por 1 a 0 no Mineirão e saltou de 67,29% para 83,05%.
Já a maior queda foi do Fluminense, apesar de ser o quinto time com maior possibilidade. O Tricolor vem de três derrotas seguidas no Brasileirão, perdeu para a lanterna Chapecoense na Arena Condá por 2 a 1 no último sábado e caiu de 54,49% para 42,85% de chance para terminar o Brasileirão no G-5.
Chances de G-4 e G-5
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Metodologia
Apresentamos as probabilidades estatísticas baseadas nos parâmetros do modelo de “Gols Esperados” ou “Expectativa de Gols” (xG), uma métrica consolidada na análise de dados que tem como referência as finalizações cadastradas pelo Gato Mestre em 5.248 jogos do Brasileirão desde a edição de 2013.
As variáveis consideradas no modelo são: (1) a distância e o ângulo da finalização em relação ao gol; (2) se a finalização foi feita cara a cara com o goleiro; (3) se foi feita sem a presença do goleiro; (4) a parte do corpo utilizada para concluir; (5) se a finalização foi feita de primeira, ajeitada ou carregada; se o chute foi feito com a perna boa ou ruim do jogador; (6) a origem do lance (pênalti, escanteio, cruzamento, falta direta, roubada de bola, lateral, etc); (7) se a assistência foi feita de dentro da área; (8) a posição em que o atleta joga; (9) indicadores de força do chute; (10) o valor de mercado das equipes em cada temporada a partir de dados do site Transfermarkt (como proxy de qualidade do elenco); (11) o tempo de jogo; (12) a idade do jogador; (13) a altura do goleiro em jogadas originadas de bolas aéreas; (14) a diferença no placar no momento de cada finalização.
De cada cem finalizações da meia-lua, por exemplo, apenas sete viram gol. Então, uma finalização da meia-lua tem expectativa de gol (xG) de cerca de 0,07. Cada posição do campo tem uma expectativa diferente de uma finalização virar gol, que cresce se for um contra-ataque por haver menos adversários para evitar a conclusão da jogada. Cada pontuação é somada ao longo da partida para se chegar ao xG total de uma equipe em cada jogo. Essa variação indica as chances de os times vencerem cada adversário e, a partir daí, é calculada a chance de os clubes terminarem o campeonato em cada posição.
O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões sobre as chances de cada time terminar o campeonato em cada posição foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações para gerar resultados. Para cada jogo ainda não disputado, realizamos dez mil simulações.
*Gato Mestre é formado pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, José Victor Meirinho, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo. geRead More


