Amapaense veleja por 16 horas no Rio Amazonas e supera 500 km em desafio por recorde mundial
Amapaense veleja por 16 horas no Rio Amazonas e supera 500 km em desafio por recorde
O amapaense Eliton Franco percorreu mais de 500 km de kitesurf no Rio Amazonas durante uma jornada de aproximadamente 16 horas. O desafio começou às 8h20 de segunda-feira (26) e terminou às 0h55 desta terça-feira (27), com o objetivo de chamar a atenção para a preservação dos rios amazônicos e buscar o reconhecimento de uma marca mundial.
A iniciativa, batizada de Desafio em Defesa da Amazônia, busca registrar a maior distância percorrida em kitesurf em ambiente fluvial durante uma única jornada contínua. Os dados do relógio utilizado pelo atleta serão submetidos a auditoria para verificar a distância e o tempo registrados e embasar a tentativa de recorde.
Eliton permaneceu cerca de 16 horas no Rio Amazonas, em uma iniciativa que associa o esporte à conscientização ambiental
Arquivo pessoal
O gráfico de velocidade do equipamento mostra que Eliton manteve, em boa parte da atividade, velocidades entre 30 e 40 km/h, com oscilações ao longo do percurso e quedas bruscas em diferentes momentos. A confirmação dos números informados depende da análise dos registros.
A jornada foi interrompida após o atleta enfrentar desgaste físico e dificuldades com os equipamentos de comunicação e iluminação durante a navegação noturna. Eliton relatou dormência nos pés, ferimentos no quadril e dores provocadas pela pressão exercida sobre a prancha ao longo das horas de velejo.
“Meus pés estão adormecidos, acho que vou perder uma unha do dedo direito porque a pressão em cima da prancha é muito grande. Eu estou com ferimentos no quadril, tava meio sonolento e tive a decisão difícil de parar”, comentou.
Eliton manteve, em boa parte da atividade, velocidades entre 30 e 40 km/h
Arquivo pessoal
Segundo o amapaense, os problemas de comunicação e o peso dos equipamentos também contribuíram para a decisão de encerrar o percurso. Durante a navegação no escuro, ele ainda relatou ter atingido pedaços de madeira no rio e sentido dores na coluna.
“A comunicação falhou. Só a lanterna pesava meio quilo e mais o comunicador pesou demais, começou a doer minha cervical e eu joguei fora o capacete. Velejei no escuro, bati em pau (pedaços de madeira), minha coluna estalou e eu decidi voltar”, contou.
Apesar da interrupção, Eliton permaneceu cerca de 16 horas no Rio Amazonas, em uma iniciativa que associa o esporte à conscientização ambiental. A eventual homologação do recorde mundial dependerá da auditoria dos dados e da validação dos critérios exigidos para o reconhecimento da marca.
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