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Técnico Elio Sizenando entra na Justiça contra o Guarani; veja valor cobrado

Técnico Elio Sizenando entra na Justiça contra o Guarani; veja valor cobrado

Isaque e Emerson entram na Justiça e pedem rescisão de contrato no Guarani
O técnico Elio Sizenando ingressou com uma ação trabalhista contra o Guarani, alegando falta de pagamentos durante sua passagem pelo clube, e cobrando R$ 233.044,45. O processo foi distribuído para a 7ª Vara do Trabalho de Campinas no último dia 20 de outubro. Henrique Lima, ex-volante do Cruzeiro e auxiliar de Elio, também processou o Guarani.
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O documento protocolado cita que o treinador que foi contratado em março deste ano para comandar o Guarani até 31 de outubro, mas acabou dispensado sem justa causa em 24 de agosto. Segundo a petição apresentada por seus advogados, o clube não efetuou o pagamento das verbas rescisórias a que ele teria direito.
Elio Sizenando durante passagem pelo Guarani
Raphael Silvestre/Guarani FC
Outro ponto da ação envolve a forma de remuneração adotada pelo clube. A defesa diz que o contrato previa pagamento mensal de R$ 50 mil, mas apenas metade desse valor constava oficialmente como salário. Os outros R$ 25 mil eram pagos como direitos de imagem.
A defesa do treinador sustenta que não houve exploração comercial efetiva de sua imagem durante o período em que trabalhou no clube e que, na prática, os valores pagos como imagem funcionavam como parte do salário. Por isso, pede que a Justiça reconheça os R$ 25 mil mensais como verba salarial, elevando oficialmente sua remuneração para R$ 50 mil mensais para efeito de cálculo de todos os direitos trabalhistas.
Segundo a ação, a divisão teria reduzido a base de cálculo de verbas como férias, 13º salário, FGTS e indenizações decorrentes da rescisão contratual.
Além do reconhecimento do salário integral, o ex-treinador cobra o pagamento de saldo salarial, férias proporcionais, 13º salário proporcional e outras verbas rescisórias. A ação também pede uma indenização de R$ 56.666,67 pela rescisão antecipada do contrato.
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A questão envolvendo o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) também faz parte da denúncia. O treinador afirma que o clube não depositou integralmente os valores devidos durante o contrato de trabalho. Por isso, pede a regularização dos depósitos, estimados em R$ 24 mil, além da multa rescisória de 40%, calculada em R$ 9,6 mil.
A defesa de Elio Sizenando Teixeira Filho também solicita a aplicação de uma multa de R$ 50 mil por atraso no pagamento das verbas rescisórias previstas na legislação trabalhista.
Na petição, os advogados afirmam ainda que um termo de distrato chegou a ser produzido após a demissão, mas alegam que o documento não foi assinado por nenhuma das partes e, portanto, não teria validade para quitar eventuais débitos. O texto menciona que o clube teria reconhecido valores rescisórios, mas que eles não teriam sido efetivamente pagos ao treinador.
Atualmente em recuperação judicial, o Guarani Futebol Clube também é alvo de um pedido para que os créditos discutidos no processo sejam considerados extraconcursais – ou seja, não sujeitos às condições do plano de recuperação judicial. A defesa sustenta que as obrigações cobradas surgiram após o pedido de recuperação do clube.
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O processo aguarda os próximos trâmites na Justiça do Trabalho. As alegações apresentadas na ação representam a versão do ex-comandante bugrino e ainda deverão ser analisadas pela Justiça e contestadas pelo clube, caso apresente defesa.
A reportagem do ge entrou em contato a assessoria de imprensa do Guarani, mas a diretoria não se posicionou sobre o assunto até o momento.
Elio assumiu o Guarani para a disputa da Série C e comandou o time em 18 partidas, com sete vitórias, seis empates e cinco derrotas antes de ser demitido a uma rodada do fim da primeira fase – o Guarani acabou não se classificando para o quadrangular.
No início da semana, o treinador acertou o retorno ao Capivariano para a próxima temporada, quando o calendário do clube tem o Paulistão e também a Série D do Brasileiro.
Resumo dos principais valores cobrados por Elio na ação:
Verbas rescisórias: R$ 92.777,78;
Indenização por rescisão antecipada: R$ 56.666,67;
Multa por atraso nas verbas rescisórias: R$ 50 mil;
FGTS não recolhido: R$ 24 mil;
Multa de 40% sobre o FGTS: R$ 9,6 mil;
Valor total da causa: R$ 233.044,45.
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