Governo espanhol trabalha de forma ‘incansável’ para identificar vítimas de acidente de trem
Equipes resgatam vítimas de colisão entre trens de alta velocidade em Urda, na Espanha, no dia 28 de outubro de 2026
Javier Soriano/AFP
Urda, Espanha, 30 Out 2026 (AFP) – O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou nesta sexta-feira (30) que seu governo trabalha “de maneira incansável” para identificar os 69 mortos na colisão de dois trens de alta velocidade, diante da angústia das famílias que procuram desaparecidos.
“Estamos trabalhando de maneira incansável, com todos os poderes do Estado (…) para tentar oferecer e fornecer o máximo de informação quanto antes, de forma fidedigna, aos familiares das vítimas”, afirmou o líder após uma reunião com os serviços de emergência perto de Urda, município no centro do país onde ocorreu a tragédia.
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Sánchez reiterou o “compromisso” de notificar “o paradeiro dos familiares à medida que avance toda essa identificação (…) das vítimas deste terrível acidente”, que aconteceu na manhã de quarta-feira, quando um trem da empresa estatal Renfe colidiu contra a parte traseira de um trem da companhia Iryo, que estava parado na via, a 150 quilômetros ao sul de Madri.
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Por sua vez, Emiliano García-Page, presidente da região de Castilla-La Mancha, informou que “há 70 denúncias de desaparecimento”. As denúncias podem coincidir com os falecidos, que, em sua maioria, ainda não foram identificados.
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“Não descartamos que possa haver mais mortos”, advertiu García-Page, ao detalhar que, além da recuperação de “corpos completos”, os socorristas recolheram “até 31 bolsas mortuárias com pedaços de corpos”, aumentando a complexidade na hora da identificação, segundo a autoridade.
Depois de fornecer amostras de DNA, muitos parentes dos desaparecidos aguardam na cidade de Toledo pela identificação. Entre os feridos está uma brasileira, segundo o Itamaraty.
Até o momento foram realizadas “48 autópsias e foram notificadas cinco identificações a familiares das vítimas”, informou na quinta-feira o órgão judicial responsável pela operação.
Auxiliadas por três enormes guindastes e cães, as equipes de emergência prosseguem nesta sexta-feira com as buscas por vítimas entre os ferros retorcidos de vários vagões, mas “há menos por descobrir”, afirmou Esther Padilla, porta-voz do governo de Castilla-La Mancha.g1 > Mundo Read More


