Análise: Atlético-MG não reage, amarga pior série de derrotas e se complica na Copa do Brasil
Grêmio x Atlético-MG – Melhores Momentos
De um trabalho sólido à pior sequência de derrotas no ano. Tudo muito rápido – como é no futebol. O Atlético-MG teve a chance de dar resposta em meio a um momento delicado contra o Grêmio. Fez o oposto: reforçou a fase difícil e saiu derrotado por 2 a 0 no primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil, em Porto Alegre.
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Domínguez surpreendeu ao escalar Léo Duarte pelo lado direito e Vitor Hugo de dupla com Lyanco. Uma zaga mais pesada e com maior capacidade, em tese, para o jogo aéreo. A parte ofensiva foi como era esperado, com Victor Hugo centralizado no ataque.
O primeiro tempo do Atlético só não dá para avaliar como positivo por conta do gol gremista. E isso, para uma semifinal, é muita coisa. Com a bola, a equipe conseguiu dar dinâmica com Castaño, Bernard e Lodi, atacando o corredor esquerdo. Foi assim que criou boas chances com a bola no pé e, também, na bola parada.
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O problema foi o gol sofrido. Weverton lançou a bola, Lyanco foi disputar, errou o tempo e desmontou o sistema. Léo Duarte não conseguiu fazer a cobertura, e Carlos Vinicius aproveitou para abrir o placar.
Mesmo após o gol, o Atlético seguiu organizado e com boa presença no ataque – não tanto na área, com finalizações. Os maiores problemas eram na defesa, com Lyanco errando e Léo Duarte sem trazer benefícios ao time.
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Carlos Vinicius contra o Atlético-MG
Lucas Uebel/Divulgação Grêmio
Eduardo Domínguez procurou corrigir os problemas e voltou do intervalo sem Lyanco e Victor Hugo, que sentiu problema físico. Igor Gomes e Minda entraram. Com isso, Alan Franco foi para a lateral, e Léo Duarte atuou normalmente na defesa.
As trocas surtiram efeito? Nem deu tempo para saber. Com um minuto, o Grêmio ampliou a vantagem. João Pedro tabelou com facilidade pela direita e encontrou Noriega na área, sem marcação, para ampliar.
O gol deu conforto para a estratégia gremista: se fechar na defesa e atacar com poucos passes, explorando o um contra um de Enamorado e a força física de Carlos Vinícius para sustentar a primeira bola.
Grêmio x Atlético-MG
Roberto Vinicius/AGIF
Com isso, o Atlético teve ampla posse de bola no campo de ataque (67% contra 33% – boa parte no 2º tempo). Bolas colocadas na área, finalizações e inúmeros escanteios. Tudo na base da tentativa e erro, com o adversário sabendo se defender bem em boa parte da segunda etapa.
O volume resultou em chances pontuais, como uma de Minda na área, um outro chute de Lodi que parou em Weverton, e uma bola no travessão de Vitor Hugo, na reta final da partida. A falta de um centroavante para aproveitar essas investidas ficou evidente.
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Grêmio 2 x 0 Atletico MG | Gols | Semifinal(jogo 01) | Copa do Brasil 2026
Os números dizem pouco de um jogo quando você é frágil no seu sistema defensivo. Sessenta e sete por cento de posse, 21 finalizações, contra três, e 14 escanteios cobrados. No placar, dois a zero para o adversário, com justiça.
Só uma remontada no próximo final de semana é capaz de mudar o ambiente do clube neste momento da temporada. Na Arena MRV, o torcedor tem motivos para acreditar em uma virada (Santos, RB Bragantino, Cruzeiro), mas é preciso ir além da mística para encontrar, dentro das quatro linhas, a resposta esperada.
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