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Adiamento de votação de estatuto acirra disputa política no Santos

Adiamento de votação de estatuto acirra disputa política no Santos

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O adiamento da Assembleia Geral de Sócios para votação do novo estatuto do Santos acirrou a disputa política a pouco mais de um mês da eleição presidencial: enquanto a oposição comemorou a decisão como uma “vitória pessoal”, a presidência do Conselho Deliberativo pretende colocar o tema em votação em 19 de dezembro, antes do início da próxima gestão.
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A suspensão da Assembleia, que estava marcada para o próximo dia 8 de de novembro, foi articulada pelo ex-presidente Orlando Rollo, que voltou ao quadro de sócios do clube no início deste ano, depois de anulada a decisão que o expulsava do Santos.
A eleição presidencial será no dia 12 de dezembro e a assembleia pode acontecer no sábado seguinte, 19 de novembro. O presidente eleito começa o mandato em janeiro de 2027.
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Rollo, que deve trabalhar pela candidatura do atual presidente, Marcelo Teixeira, cuja chapa ainda não foi lançada, conectou as chapas pela anulação depois de constatar que o novo estatuto, que entraria em vigor no dia 9 de novembro, se aprovado, exigiria de todas as chapas a emissão de fichas sobre antecedentes criminais até o dia 12 de novembro. O prazo foi considerado muito curto.
Com o aval de todas as chapas, Fernando Akaoui, presidente do Conselho, definiu o adiamento. Os aliados de Teixeira, por sua vez, entendem que o tema já deveria ter sido resolvido há muito tempo.
A mudança estatutária tem como tema central a abertura a uma venda majoritária da SAF do clube, passando o controle de até 80% das ações do Santos. O clube negocia a venda à SDC Sports, fundo norte-americano, que só fará uma proposta vinculante e definitiva após a mudança estatutária.
Com o adiamento, o tema, que já ficaria para 2027, agora não tem prazo para avançar.
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Fernando Akaoui, presidente do Conselho Deliberativo do Santos
Bruno Gutierrez
Oposição comemora vitória
Enquanto Teixeira ainda nem se declarou candidato à reeleição, as chapas de oposição comemoram o adiamento como uma vitória. Os candidatos Ivan Luduvice e Maurício Maruca tinham procurado a Justiça, em diferentes esferas, para tentar inviabilizar a assembleia.
O pedido de Luduvice foi indeferido pela Justiça, embora ainda coubesse recurso. Já o de Maruca não foi adiante porque a Comarca da Capital disse não ter competência para julgar o tema, que precisaria ser protocolado na Comarca de Santos.
Nenhum dos pedidos tratava do cerne da questão do adiamento, que seria o prazo do dia 12 e a obrigação da emissão de certidões de antecedentes criminais.
Nas redes sociais, Ludivice tratou como “vitória do Santos” o adiamento, enquanto tratou a questão como resultado da “mobilização, ação na Justiça e pressão da torcida”. A crítica do candidato vai na linha de não haver definições de futuro “com pressa”.
Wladimir Mattos e José Renato Quaresma também se manifestaram. Mattos falou em “permanecer vigilante” em relação ao tema, e Quaresma disse que essa é a “primeira derrota de Teixeira” e que a “próxima será na urna”.
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