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Análise: Atlético-MG paga caro por limitações no elenco e vê pressão por Libertadores crescer

Análise: Atlético-MG paga caro por limitações no elenco e vê pressão por Libertadores crescer

Atlético-MG x Grêmio – Melhores Momentos
O futebol nem sempre escolhe o favorito. Foi assim que o Atlético-MG deixou escapar pelos dedos a garantia de uma vaga na Libertadores pela Copa do Brasil. O Galo pecou no planejamento e viu as limitações do elenco apertarem. Diante do Grêmio, empatou por 1 a 1 pela semifinal da Copa do Brasil e foi eliminado na Arena MRV lotada.
O cenário já era difícil. Depois de sofrer a derrota por 2 a 0 no jogo de ida, na Arena do Grêmio, o Atlético sabia que precisaria de uma remontada. O time então se agarrou nas muitas vezes que já fez isso acontecer. Nesta temporada, conseguiu virada impressionante sobre o Santos na Sul-Americana, nas quartas de final. Dessa vez a sorte – e o desempenho – não sorriu.
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Embora a equipe parecesse mobilizada, assim como a torcida, que compareceu à Arena MRV em peso – 42.922 torcedores assistiram ao empate frustrante -, haviam alertas. O técnico Eduardo Domínguez tinha à disposição apenas um centroavante. Cassierra, recém recuperado de lesão, que não foi titular. Reinier, dono da posição, sofreu lesão no clássico contra o Cruzeiro, no jogo que antecedeu o primeiro confronto com o Grêmio.
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Renan Lodi em disputa com Noriega em Atlético-MG x Grêmio
Gilson Lobo/AGIF
A falta deste homem de referência abalou o Atlético no jogo de ida. Victor Hugo, meio-campista, foi improvisado no setor. Não surtiu efeito. O Galo incomodou pouco o Grêmio. Outros pilares também ficaram fora, como Fred e Ruan Tressoldi.
Para o duelo da volta, Cassierra, Fred e Ruan foram liberados do departamento médico. Contudo, não começaram jogando. O atacante e o meio-campista foram acionados no segundo tempo. Ruan sequer saiu do banco de reservas.
Com a clara limitação, Domínguez optou por Igor Gomes como peça referência no ataque. Não deu certo. O meio-campista esteve posicionado e tentou algumas jogadas, principalmente pelo lado direito, mas não chegou perto de uma boa finalização. Alan Minda e Cuello fecharam o trio ofensivo.
O Atlético entrou mobilizado no primeiro tempo. A pressão foi alta desde o apito inicial. O clima também estava favorável. A torcida presente na Arena MRV acendeu sinalizadores e fez uma grande recepção na famosa “rua de fogo”. Apoiado pelo lado direito, o Galo tentou a maioria das jogadas por baixo. O grito que parecia entalado saiu com Renan Lodi, que abriu o placar aos 26 minutos.
Embalado pelo contra-ataque, o Grêmio ameaçou pouco o Atlético. Mas foi fatal quando teve a oportunidade. Gozando de um centroavante em alta – embora o time esteja na luta contra o rebaixamento -, mostrou que a diferença seria feita. Carlos Vinícius mandou de cabeça entre a defesa atleticana e igualou o placar.
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Técnico do Atlético-MG explica as opções que fez de jogadores na partida
Banho de água fria no Galo, que agora precisaria de mais dois gols para levar a decisão para os pênaltis. No intervalo, Domínguez escolheu permanecer com o mesmo time. Sem mudanças, o Atlético voltou já num ritmo mais abaixo.
Aos 11 minutos, Barba colocou Fred e Dudu em campo. O meio-campista fez a diferença assim que encostou na bola. Mais dinâmico, o camisa 7 é quem tentou algo diferente no Atlético. A qualidade, contudo, acabou sendo afetada pelo clima da partida. Logo a chuva começou, o que atrasou bastante as jogadas e algumas tentativas.
Já Dudu não contribuiu. O atacante é pouco veloz e não consegue mais agregar com dribles e lances expressivos. Além disso, o treinador escolheu ficar sem Castaño, que apoiava a construção no meio de campo. Tempo depois, Domínguez apostou em Cassierra. O camisa nove não teve tantas oportunidades e entrou sem ritmo.
Carlos Vinicius sobe e faz o gol do Grêmio contra o Atlético-MG
Lucas Uebel/Grêmio
Já sem fôlego, o Atlético insistiu em jogadas que morriam nos pés da defesa do Grêmio ou nos braços do goleiro Weverton. O apito final revelou uma torcida frustrada. Sem xingamentos ou gritos de revolta, os torcedores se retiraram cabisbaixos do estádio.
O que levanta discussão é o cenário premeditado. O Atlético tinha as cartas e recebeu os avisos. Antes do confronto decisivo, perdeu três jogos, o que abalou as primeiras estruturas. As lesões fizeram acender o pisca-alerta. No banco, Domínguez não tinha muitas alternativas. Mesmo assim, quando teve a oportunidade, não fez as melhores escolhas.
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Para um time que entrou na decisão com favorito, a eliminação dói mais do que o previsto. O objetivo do ano chega na reta final da temporada mais uma vez sob pressão. Sem a vaga na Libertadores, que seria garantida com o avanço à final, o Galo se vê na obrigação de ser campeão da Sul-Americana ou torcer para o G-4 virar G-7 para disputar o torneio continental ano que vem.
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