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Novas regras podem atrasar desenvolvimento da rede 5G da Itália, diz documento

A Itália aprovou no mês passado um decreto que exige que as empresas de telecomunicações forneçam anualmente notificações detalhadas de seus planos de desenvolvimento para a infraestrutura da rede 5G. No setor, há o temor de que as novas regras de supervisão possam gerar atrasos burocráticos para as corporações em meio aos esforços de atualização de suas redes, mostrou um documento da indústria do país nesta segunda-feira (11). As informações são da agência Reuters.

Com as novas normas em vigor, as operadoras de telecom devem incluir em seus planos anuais detalhes específicos sobre todo e qualquer equipamento utilizado na construção das redes de quinta geração antes de fecharem um acordo de compra, independentemente da origem.

(Foto: PXHere/Divulgação)

De acordo com o lobby de telecomunicações da indústria, em documento analisado pela reportagem, as empresas dificilmente terão capacidade de atender aos pedidos do governo relacionados a aspectos técnicos específicos na fase de programação das compras.

“Qualquer suspensão da revisão do plano anual, ligada à falta de informações não disponíveis para as empresas quando o compilaram, criaria uma situação de impasse, com uma extensão significativa do prazo de aprovação”, disse a Asstel.

A Itália tem sido rigorosa no monitoramento de compras de bens e serviços das empresas de telecomunicações relacionadas à tecnologia 5G desde 2019, quando tornou obrigatória a notificação de contratos envolvendo fornecedores de fora da União Europeia (UE).

A medida foi criada com vistas à limitação do uso de equipamentos originários da China – particularmente a Huawei –, por conta de questões que envolvem cibersegurança, mas não impõe uma proibição total.

Por que isso importa?

A desconfiança global no que tange à vigilância tecnológica tem como protagonista a Huawei, empresa chinesa de telecomunicações suspeita de atuar a serviço de Beijing. O temor tem aumentado desde 2021 devido à construção das redes 5G em todo o mundo, sendo a companhia chinesa a principal fornecedora global de infraestrutura do gênero.

Huawei foi proibida de fornecer infraestrutura nas redes 5G de diversos países, justamente pelo temor de que seja usada para espionar os governos locais a favor da China. Austrália, Nova Zelândia, Portugal, Índia, Estados Unidos e Reino Unido já baniram a fabricante em suas futuras redes 

Informações obtidas pelo jornal The Washington Post sugerem que a ligação da Huawei com o aparato de vigilância governamental chinês é maior do que se imaginava. Os dados aparecem em uma apresentação de Power Point que estava disponível no site da empresa e foi removida.

Repleto de itens “confidenciais”, o arquivo obtido pelo periódico mostra como a tecnologia da empresa pode ajudar Beijing a identificar indivíduos por voz, monitorar pessoas de interesse, gerenciar reeducação ideológica, organizar cronogramas de trabalho para prisioneiros e rastrear compradores através do reconhecimento facial.

De um lado, a Huawei nega atuar a serviço do Estado, mas admite que não tem como controlar a forma como sua tecnologia é usada pelos clientes. Do outro, as autoridades enxergam uma aproximação cada vez maior entre empresas de telecomunicações e Beijing.

O temor ocidental tem como base a Lei de Inteligência Nacional da China, de 2017, segundo a qual as empresas chinesas devem “apoiar, cooperar e colaborar no trabalho de inteligência nacional”, o que poderia forçar companhias de tecnologia a trabalharem a serviço do Partido Comunista Chinês (PCC).

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Novas regras podem atrasar desenvolvimento da rede 5G da Itália, diz documento

A Itália aprovou no mês passado um decreto que exige que as empresas de telecomunicações forneçam anualmente notificações detalhadas de seus planos de desenvolvimento para a infraestrutura da rede 5G. No setor, há o temor de que as novas regras de supervisão possam gerar atrasos burocráticos para as corporações em meio aos esforços de atualização de suas redes, mostrou um documento da indústria do país nesta segunda-feira (11). As informações são da agência Reuters.

Com as novas normas em vigor, as operadoras de telecom devem incluir em seus planos anuais detalhes específicos sobre todo e qualquer equipamento utilizado na construção das redes de quinta geração antes de fecharem um acordo de compra, independentemente da origem.

(Foto: PXHere/Divulgação)

De acordo com o lobby de telecomunicações da indústria, em documento analisado pela reportagem, as empresas dificilmente terão capacidade de atender aos pedidos do governo relacionados a aspectos técnicos específicos na fase de programação das compras.

“Qualquer suspensão da revisão do plano anual, ligada à falta de informações não disponíveis para as empresas quando o compilaram, criaria uma situação de impasse, com uma extensão significativa do prazo de aprovação”, disse a Asstel.

A Itália tem sido rigorosa no monitoramento de compras de bens e serviços das empresas de telecomunicações relacionadas à tecnologia 5G desde 2019, quando tornou obrigatória a notificação de contratos envolvendo fornecedores de fora da União Europeia (UE).

A medida foi criada com vistas à limitação do uso de equipamentos originários da China – particularmente a Huawei –, por conta de questões que envolvem cibersegurança, mas não impõe uma proibição total.

Por que isso importa?

A desconfiança global no que tange à vigilância tecnológica tem como protagonista a Huawei, empresa chinesa de telecomunicações suspeita de atuar a serviço de Beijing. O temor tem aumentado desde 2021 devido à construção das redes 5G em todo o mundo, sendo a companhia chinesa a principal fornecedora global de infraestrutura do gênero.

Huawei foi proibida de fornecer infraestrutura nas redes 5G de diversos países, justamente pelo temor de que seja usada para espionar os governos locais a favor da China. Austrália, Nova Zelândia, Portugal, Índia, Estados Unidos e Reino Unido já baniram a fabricante em suas futuras redes 

Informações obtidas pelo jornal The Washington Post sugerem que a ligação da Huawei com o aparato de vigilância governamental chinês é maior do que se imaginava. Os dados aparecem em uma apresentação de Power Point que estava disponível no site da empresa e foi removida.

Repleto de itens “confidenciais”, o arquivo obtido pelo periódico mostra como a tecnologia da empresa pode ajudar Beijing a identificar indivíduos por voz, monitorar pessoas de interesse, gerenciar reeducação ideológica, organizar cronogramas de trabalho para prisioneiros e rastrear compradores através do reconhecimento facial.

De um lado, a Huawei nega atuar a serviço do Estado, mas admite que não tem como controlar a forma como sua tecnologia é usada pelos clientes. Do outro, as autoridades enxergam uma aproximação cada vez maior entre empresas de telecomunicações e Beijing.

O temor ocidental tem como base a Lei de Inteligência Nacional da China, de 2017, segundo a qual as empresas chinesas devem “apoiar, cooperar e colaborar no trabalho de inteligência nacional”, o que poderia forçar companhias de tecnologia a trabalharem a serviço do Partido Comunista Chinês (PCC).

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