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Deslocamento dentro da Ucrânia em função da guerra volta a aumentar, segundo a ONU

Um novo levantamento da OIM (Organização Internacional para as Migrações) revela que, seis meses após o início da guerra na Ucrânia, o número de pessoas que deixaram suas casas cresceu novamente. Em agosto, foram mais de 300 mil novos deslocamentos internos, a maioria no sul e leste do país. O número total já chega a 6,9 milhões de pessoas. 

O chefe da missão da OIM na Ucrânia, Anh Nguyen, disse que a guerra “não mostra sinais de estar diminuindo” e destacou as necessidades e vulnerabilidades crescentes geradas por esse deslocamento interno prolongado.

Ele ressaltou ainda que, com esse novo aumento, a ajuda humanitária deve ser capaz de chegar a todos os necessitados, incluindo aqueles em áreas de difícil acesso.

De acordo com a agência, quase metade dos desalojados em idade ativa não estão recebendo dinheiro. Apenas um terço indicou um salário como sua principal fonte de renda após o deslocamento, enquanto 24% dependem do apoio do Estado. Muitos recorreram a medidas como o corte de despesas, incluindo na alimentação. E cerca de um terço contraiu novas dívidas.

Crianças ucranianas que fugiram para a Romênia com a avó (Foto: Unicef/Ioana Moldovan)

Com a aproximação do outono e do inverno, as condições de vida dos deslocados internos são particularmente alarmantes. Cerca de 22% das pessoas pesquisadas pela OIM disseram que suas moradias atuais são inadequadas para o rigoroso inverno ucraniano.

Mais de um terço delas não consegue se mudar para acomodações apropriadas, principalmente devido à falta de dinheiro. Entre as cerca de duas milhões de pessoas deslocadas que vivem em aldeias, 30% não têm acesso a serviços médicos.

As necessidades mais urgentes são as mesmas em toda a Ucrânia: dinheiro, remédios e materiais de construção e reconstrução. Aproximadamente 60% dos deslocados, retornados e aqueles que não deixaram suas casas identificaram dinheiro como o item mais necessário. Medicamentos e materiais de construção e reconstrução foram predominantemente solicitados por retornados e não deslocados.

Além de produzir dados precisos e regulares sobre as necessidades de apoio à ação humanitária baseada em evidências, a OIM fornece ajuda humanitária crucial às comunidades deslocadas e afetadas pela guerra na Ucrânia.  Quase 800 mil serviços humanitários foram prestados pela agência desde 24 de fevereiro.

Com a aproximação do inverno, a OIM planeja a reabilitação de infraestruturas críticas, incluindo centros coletivos, reparo e isolamento de casas e distribuição de itens, como aquecedores, combustíveis sólidos, roupas de inverno.

Conteúdo adaptado do material publicado originalmente pela ONU News

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Deslocamento dentro da Ucrânia em função da guerra volta a aumentar, segundo a ONU

Um novo levantamento da OIM (Organização Internacional para as Migrações) revela que, seis meses após o início da guerra na Ucrânia, o número de pessoas que deixaram suas casas cresceu novamente. Em agosto, foram mais de 300 mil novos deslocamentos internos, a maioria no sul e leste do país. O número total já chega a 6,9 milhões de pessoas. 

O chefe da missão da OIM na Ucrânia, Anh Nguyen, disse que a guerra “não mostra sinais de estar diminuindo” e destacou as necessidades e vulnerabilidades crescentes geradas por esse deslocamento interno prolongado.

Ele ressaltou ainda que, com esse novo aumento, a ajuda humanitária deve ser capaz de chegar a todos os necessitados, incluindo aqueles em áreas de difícil acesso.

De acordo com a agência, quase metade dos desalojados em idade ativa não estão recebendo dinheiro. Apenas um terço indicou um salário como sua principal fonte de renda após o deslocamento, enquanto 24% dependem do apoio do Estado. Muitos recorreram a medidas como o corte de despesas, incluindo na alimentação. E cerca de um terço contraiu novas dívidas.

Crianças ucranianas que fugiram para a Romênia com a avó (Foto: Unicef/Ioana Moldovan)

Com a aproximação do outono e do inverno, as condições de vida dos deslocados internos são particularmente alarmantes. Cerca de 22% das pessoas pesquisadas pela OIM disseram que suas moradias atuais são inadequadas para o rigoroso inverno ucraniano.

Mais de um terço delas não consegue se mudar para acomodações apropriadas, principalmente devido à falta de dinheiro. Entre as cerca de duas milhões de pessoas deslocadas que vivem em aldeias, 30% não têm acesso a serviços médicos.

As necessidades mais urgentes são as mesmas em toda a Ucrânia: dinheiro, remédios e materiais de construção e reconstrução. Aproximadamente 60% dos deslocados, retornados e aqueles que não deixaram suas casas identificaram dinheiro como o item mais necessário. Medicamentos e materiais de construção e reconstrução foram predominantemente solicitados por retornados e não deslocados.

Além de produzir dados precisos e regulares sobre as necessidades de apoio à ação humanitária baseada em evidências, a OIM fornece ajuda humanitária crucial às comunidades deslocadas e afetadas pela guerra na Ucrânia.  Quase 800 mil serviços humanitários foram prestados pela agência desde 24 de fevereiro.

Com a aproximação do inverno, a OIM planeja a reabilitação de infraestruturas críticas, incluindo centros coletivos, reparo e isolamento de casas e distribuição de itens, como aquecedores, combustíveis sólidos, roupas de inverno.

Conteúdo adaptado do material publicado originalmente pela ONU News

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