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Após ciberataques, Albânia anuncia ruptura das relações diplomáticas com o Irã

O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, anunciou na quarta-feira (7) o rompimento das relações diplomáticas com o Irã. A causa, segundo ele, foi um grande ataque cibernético realizado há quase dois meses por hackers ligados a Teerã contra sites do governo albanês. As informações são da agência Associated Press.

“Uma investigação aprofundada colocou à nossa disposição evidências inegáveis ​​de que o ataque cibernético contra nosso país foi orquestrado e patrocinado pela República Islâmica do Irã, que envolveu quatro grupos para o ataque à Albânia”, disse Rama em um comunicado em vídeo.

Os hackers tentaram, no dia 15 de julho, paralisar os serviços públicos, excluir e roubar dados do governo albanês. Um grupo que se autodenomina HomeLand Justice assumiu sua participação

O ciberataque foi do tipo ransomware, que consiste em comprometer um sistema ou extrair dados e exigir dinheiro para reverter o quadro. Embora sejam mais comuns contra entidades privadas, tendo como objetivo o lucro financeiro, ações do gênero têm se tornado frequentes contra órgãos estatais e governos.

Hackers russos invadem os sistemas do Partido Republicano dos EUA (Foto: Max Bender/Unplash)

Apoio de EUA e UE

De acordo com o primeiro-ministro Rama, a decisão do governo albanês de romper as relações diplomáticas com o Irã foi “proporcional à gravidade e ao perigo representados pelo ataque cibernético”.

A ministra das Relações Exteriores Olta Xhacka seguiu pelo mesmo caminho. “A agressividade do ataque, o nível de ataque e, além disso, o fato de ter sido um ataque totalmente não provocado não deixaram espaço para qualquer outra decisão”, disse ela.

Uma carta com o anúncio foi formalmente entregue à Embaixada do Irã em Tirana. Todos os funcionários da diplomacia iraniana, incluindo o pessoal diplomático e de segurança, receberam ordens para deixar a Albânia dentro de 24 horas.

Membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a Albânia teve apoio da União Europeia (UE) e dos EUA em sua decisão, sendo que Washington se manifestou sobre o ataque.

“Nós nos juntamos ao apelo do primeiro-ministro Rama para que o Irã seja responsabilizado por esse incidente cibernético sem precedentes”, disse a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional Adrienne Watson. “Os Estados Unidos tomarão mais medidas para responsabilizar o Irã por ações que ameaçam a segurança de um aliado dos EUA e estabelecem um precedente preocupante para o ciberespaço”.

Otan exposta

Segundo John Hultquist, vice-presidente da empresa norte-americana de segurança cibernética Mandiant, os ataques à Albânia, bem como um anterior contra Montenegro, que levou o país a pedir ajuda ao governo norte-americano, mostram como “os sistemas governamentais críticos nos países da Otan são vulneráveis ​​e estão sob ataque”.

“O ataque à Albânia é um lembrete de que, embora a atividade cibernética iraniana mais agressiva esteja geralmente focada na região do Oriente Médio, não se limita a isso”, disse Hultquist. “O Irã realizará ataques cibernéticos disruptivos e destrutivos, bem como operações de informações complexas globalmente”.

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Após ciberataques, Albânia anuncia ruptura das relações diplomáticas com o Irã

O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, anunciou na quarta-feira (7) o rompimento das relações diplomáticas com o Irã. A causa, segundo ele, foi um grande ataque cibernético realizado há quase dois meses por hackers ligados a Teerã contra sites do governo albanês. As informações são da agência Associated Press.

“Uma investigação aprofundada colocou à nossa disposição evidências inegáveis ​​de que o ataque cibernético contra nosso país foi orquestrado e patrocinado pela República Islâmica do Irã, que envolveu quatro grupos para o ataque à Albânia”, disse Rama em um comunicado em vídeo.

Os hackers tentaram, no dia 15 de julho, paralisar os serviços públicos, excluir e roubar dados do governo albanês. Um grupo que se autodenomina HomeLand Justice assumiu sua participação

O ciberataque foi do tipo ransomware, que consiste em comprometer um sistema ou extrair dados e exigir dinheiro para reverter o quadro. Embora sejam mais comuns contra entidades privadas, tendo como objetivo o lucro financeiro, ações do gênero têm se tornado frequentes contra órgãos estatais e governos.

Hackers russos invadem os sistemas do Partido Republicano dos EUA (Foto: Max Bender/Unplash)

Apoio de EUA e UE

De acordo com o primeiro-ministro Rama, a decisão do governo albanês de romper as relações diplomáticas com o Irã foi “proporcional à gravidade e ao perigo representados pelo ataque cibernético”.

A ministra das Relações Exteriores Olta Xhacka seguiu pelo mesmo caminho. “A agressividade do ataque, o nível de ataque e, além disso, o fato de ter sido um ataque totalmente não provocado não deixaram espaço para qualquer outra decisão”, disse ela.

Uma carta com o anúncio foi formalmente entregue à Embaixada do Irã em Tirana. Todos os funcionários da diplomacia iraniana, incluindo o pessoal diplomático e de segurança, receberam ordens para deixar a Albânia dentro de 24 horas.

Membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a Albânia teve apoio da União Europeia (UE) e dos EUA em sua decisão, sendo que Washington se manifestou sobre o ataque.

“Nós nos juntamos ao apelo do primeiro-ministro Rama para que o Irã seja responsabilizado por esse incidente cibernético sem precedentes”, disse a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional Adrienne Watson. “Os Estados Unidos tomarão mais medidas para responsabilizar o Irã por ações que ameaçam a segurança de um aliado dos EUA e estabelecem um precedente preocupante para o ciberespaço”.

Otan exposta

Segundo John Hultquist, vice-presidente da empresa norte-americana de segurança cibernética Mandiant, os ataques à Albânia, bem como um anterior contra Montenegro, que levou o país a pedir ajuda ao governo norte-americano, mostram como “os sistemas governamentais críticos nos países da Otan são vulneráveis ​​e estão sob ataque”.

“O ataque à Albânia é um lembrete de que, embora a atividade cibernética iraniana mais agressiva esteja geralmente focada na região do Oriente Médio, não se limita a isso”, disse Hultquist. “O Irã realizará ataques cibernéticos disruptivos e destrutivos, bem como operações de informações complexas globalmente”.

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