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Ativistas acusados de planejar golpe de Estado em Belarus são condenados

Cinco ativistas pró-democracia foram condenados à prisão por um tribunal em Minsk, capital de Belarus, na segunda-feira (5), sob a acusação de planejarem um golpe de Estado. Entre os condenados está o advogado Yuras Zyankovich, que é nascido no país, mas tem também a cidadania norte-americana. As informações são da rede Radio Free Europe.

A sentença de Zyankovich foi a mais dura, 11 anos de prisão. Outros dois ativistas foram condenados a dez anos cada, acusados de criar um grupo extremista: o analista político e especialista em literatura Alyaksandr Fyaduta e o oposicionista Ryhor Kastusyou. Já Volha Halubovich e Dzyanis Krauchuk pegaram dois anos e meio de prisão por participarem de atividades que “perturbam a ordem pública”.

Quando foram detidos, em abril de 2021, Zyankovich e Fyaduta estavam em Moscou, na Rússia. De lá foram levados até Belarus, acusados de participar de uma suposta trama dos EUA para assassinar o presidente Alexander Lukashenko e assim viabilizar um golpe de Estado. O próprio líder nacional fez as acusações, sem jamais exibir qualquer prova que corroborasse as alegações.

O presidente Aleksander Lukashenko em visita a Vladimir Putin, Moscou, setembro de 2020 (Foto: Kremlin)

Por que isso importa?

Belarus testemunha uma crise de direitos humanos sem precedentes, com fortes indícios de desaparecimentos, tortura e maus-tratos como forma de intimidação e assédio contra seus cidadãos. Dezenas de milhares de opositores ao regime de Lukashenko, no poder desde 1994, foram presos ou forçados ao exílio desde as controversas eleições de 2020.

O presidente, chamado de “último ditador da Europa”, parece não se incomodar com a imagem autoritária, mesmo em meio a protestos populares e desconfiança crescente após a reeleição, marcada por fortes indícios de fraude. A porta-voz do presidente, Natalya Eismont, chegou a afirmar em 2019, na televisão estatal, que a “ditadura é a marca” do governo de Belarus.

Desde que os protestos começaram, após o controverso pleito, as autoridades do país têm sufocado ONGs e a mídia independente, como parte de uma repressão brutal contra cidadãos que contestam os resultados oficiais da votação. Ativistas de direitos humanos dizem que há atualmente mais de 800 prisioneiros políticos no país.

O desgaste com o atual governo, que já se prolonga há anos, acentuou-se em 2020 devido à forma como Lukashenko lidou com a pandemia, que chegou a chamar de “psicose”. Em determinado momento, o presidente recomendou “vodka e sauna” para tratar a doença.

No final de 2021, Belarus passou a sofrer acusações também da União Europeia (UE), por patrocinar a tentativa de migrantes e deslocados ingressarem no bloco. São expatriados do Oriente Médio, do Sudeste Asiático e da África que tentam cruzar as fronteiras com Polônia, Lituânia e Estônia.

As autoridades belarussas negam as acusações e direcionam ataques à UE, usando como argumento o fato de que Bruxelas não estaria oferecendo passagem segura aos migrantes, que estariam enfrentando um frio congelante enquanto os países medem forças.

O distanciamento entre o país e o Ocidente aumentou com a guerra na Ucrânia, vez que Belarus é aliado da Rússia e permitiu que tropas de Moscou usassem o território belarusso para realizar a invasão.

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Ativistas acusados de planejar golpe de Estado em Belarus são condenados

Cinco ativistas pró-democracia foram condenados à prisão por um tribunal em Minsk, capital de Belarus, na segunda-feira (5), sob a acusação de planejarem um golpe de Estado. Entre os condenados está o advogado Yuras Zyankovich, que é nascido no país, mas tem também a cidadania norte-americana. As informações são da rede Radio Free Europe.

A sentença de Zyankovich foi a mais dura, 11 anos de prisão. Outros dois ativistas foram condenados a dez anos cada, acusados de criar um grupo extremista: o analista político e especialista em literatura Alyaksandr Fyaduta e o oposicionista Ryhor Kastusyou. Já Volha Halubovich e Dzyanis Krauchuk pegaram dois anos e meio de prisão por participarem de atividades que “perturbam a ordem pública”.

Quando foram detidos, em abril de 2021, Zyankovich e Fyaduta estavam em Moscou, na Rússia. De lá foram levados até Belarus, acusados de participar de uma suposta trama dos EUA para assassinar o presidente Alexander Lukashenko e assim viabilizar um golpe de Estado. O próprio líder nacional fez as acusações, sem jamais exibir qualquer prova que corroborasse as alegações.

O presidente Aleksander Lukashenko em visita a Vladimir Putin, Moscou, setembro de 2020 (Foto: Kremlin)

Por que isso importa?

Belarus testemunha uma crise de direitos humanos sem precedentes, com fortes indícios de desaparecimentos, tortura e maus-tratos como forma de intimidação e assédio contra seus cidadãos. Dezenas de milhares de opositores ao regime de Lukashenko, no poder desde 1994, foram presos ou forçados ao exílio desde as controversas eleições de 2020.

O presidente, chamado de “último ditador da Europa”, parece não se incomodar com a imagem autoritária, mesmo em meio a protestos populares e desconfiança crescente após a reeleição, marcada por fortes indícios de fraude. A porta-voz do presidente, Natalya Eismont, chegou a afirmar em 2019, na televisão estatal, que a “ditadura é a marca” do governo de Belarus.

Desde que os protestos começaram, após o controverso pleito, as autoridades do país têm sufocado ONGs e a mídia independente, como parte de uma repressão brutal contra cidadãos que contestam os resultados oficiais da votação. Ativistas de direitos humanos dizem que há atualmente mais de 800 prisioneiros políticos no país.

O desgaste com o atual governo, que já se prolonga há anos, acentuou-se em 2020 devido à forma como Lukashenko lidou com a pandemia, que chegou a chamar de “psicose”. Em determinado momento, o presidente recomendou “vodka e sauna” para tratar a doença.

No final de 2021, Belarus passou a sofrer acusações também da União Europeia (UE), por patrocinar a tentativa de migrantes e deslocados ingressarem no bloco. São expatriados do Oriente Médio, do Sudeste Asiático e da África que tentam cruzar as fronteiras com Polônia, Lituânia e Estônia.

As autoridades belarussas negam as acusações e direcionam ataques à UE, usando como argumento o fato de que Bruxelas não estaria oferecendo passagem segura aos migrantes, que estariam enfrentando um frio congelante enquanto os países medem forças.

O distanciamento entre o país e o Ocidente aumentou com a guerra na Ucrânia, vez que Belarus é aliado da Rússia e permitiu que tropas de Moscou usassem o território belarusso para realizar a invasão.

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