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ONU alerta para os abusos sofridos por prisioneiros de guerra na Ucrânia

A chefe da missão de monitoramento de direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) na Ucrânia, Matilda Bogner, alertou na última sexta-feira (9) para as violações cometidas contra prisioneiros de guerra pelas duas partes do conflito em andamento desde o dia 24 de fevereiro.

A equipe dela teve acesso desimpedido a locais de detenção em território controlado pelo governo da Ucrânia. No entanto, a Rússia não permitiu contato com os prisioneiros mantidos em seu território ou em áreas sob sua ocupação, incluindo as controladas por suas forças ou grupos armados afiliados.

Desde a invasão russa na Ucrânia, o escritório de direitos humanos tem registro de pelo menos 416 vítimas de detenções arbitrárias e desaparecimentos forçados nos locais ocupados ou controladas pelas forças russas.

Um soldado ucraniano passa por um veículo russo destruído durante um combate (Foto: manhhai/Flickr)

Segundo Matilda Bogner, dentre os capturados, 16 foram encontrados mortos e 166 liberados. Também foram documentadas 51 prisões arbitrárias e mais 30 casos que podem equivaler a desaparecimentos forçados cometidos por órgãos policiais ucranianos.

Ela ressaltou que a situação é especialmente preocupante entre aqueles que foram detidos por forças russas. Há relatos de prisioneiros que sofreram tortura e maus-tratos, além de serem mantidos em locais sem alimentos, água, saúde e saneamento.

De acordo com as informações obtidas, a instalação em Olenivka estaria em uma situação alarmante, com prisioneiros de guerra ucranianos sofrendo de doenças infecciosas, incluindo hepatite A e tuberculose. 

Matilda Bogner afirma que foram documentados casos em que prisioneiros de guerra ucranianos não foram autorizados a entrar em contato com seus parentes para informá-los sobre sua captura, sua localização e seu estado de saúde. 

Ela também destacou o estado de prisioneiras de guerra grávidas internadas em locais controlados pelas forças armadas russas e grupos armados afiliados. A chefe da missão de monitoramento de Direitos Humanos na Ucrânia pediu à Rússia a libertação imediata dessas mulheres por motivos humanitários.

Em território controlado pelo governo ucraniano, também há relatos de casos de tortura e maus-tratos de prisioneiros de guerra, geralmente após a captura, durante interrogatórios iniciais ou transporte para campos de internação. 

Segundo Matilda Bogner, durante visita a um campo de prisioneiros de guerra ucraniano, foi observado que a maioria deles continua a ser mantida em instalações penitenciárias, o que viola a regra de que detidos de guerra não devem ser internados em confinamento fechado.

A representante da ONU informou que um relatório completo será publicado ainda neste mês, em 27 de setembro. Segundo o escritório, até o momento, foram confirmadas 14.059 baixas civis, sendo 5.767 mortos e 8.292 feridos pelas hostilidades. 

A missão de monitoramento de direitos humanos da ONU na Ucrânia diz que continuará a documentar e relatar os fatos no terreno e as vozes das vítimas como uma parte essencial da tentativa de evitar novas violações e responsabilizar os responsáveis pelas violações já cometidas. 

Conteúdo adaptado do material publicado originalmente pela ONU News

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ONU alerta para os abusos sofridos por prisioneiros de guerra na Ucrânia

A chefe da missão de monitoramento de direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) na Ucrânia, Matilda Bogner, alertou na última sexta-feira (9) para as violações cometidas contra prisioneiros de guerra pelas duas partes do conflito em andamento desde o dia 24 de fevereiro.

A equipe dela teve acesso desimpedido a locais de detenção em território controlado pelo governo da Ucrânia. No entanto, a Rússia não permitiu contato com os prisioneiros mantidos em seu território ou em áreas sob sua ocupação, incluindo as controladas por suas forças ou grupos armados afiliados.

Desde a invasão russa na Ucrânia, o escritório de direitos humanos tem registro de pelo menos 416 vítimas de detenções arbitrárias e desaparecimentos forçados nos locais ocupados ou controladas pelas forças russas.

Um soldado ucraniano passa por um veículo russo destruído durante um combate (Foto: manhhai/Flickr)

Segundo Matilda Bogner, dentre os capturados, 16 foram encontrados mortos e 166 liberados. Também foram documentadas 51 prisões arbitrárias e mais 30 casos que podem equivaler a desaparecimentos forçados cometidos por órgãos policiais ucranianos.

Ela ressaltou que a situação é especialmente preocupante entre aqueles que foram detidos por forças russas. Há relatos de prisioneiros que sofreram tortura e maus-tratos, além de serem mantidos em locais sem alimentos, água, saúde e saneamento.

De acordo com as informações obtidas, a instalação em Olenivka estaria em uma situação alarmante, com prisioneiros de guerra ucranianos sofrendo de doenças infecciosas, incluindo hepatite A e tuberculose. 

Matilda Bogner afirma que foram documentados casos em que prisioneiros de guerra ucranianos não foram autorizados a entrar em contato com seus parentes para informá-los sobre sua captura, sua localização e seu estado de saúde. 

Ela também destacou o estado de prisioneiras de guerra grávidas internadas em locais controlados pelas forças armadas russas e grupos armados afiliados. A chefe da missão de monitoramento de Direitos Humanos na Ucrânia pediu à Rússia a libertação imediata dessas mulheres por motivos humanitários.

Em território controlado pelo governo ucraniano, também há relatos de casos de tortura e maus-tratos de prisioneiros de guerra, geralmente após a captura, durante interrogatórios iniciais ou transporte para campos de internação. 

Segundo Matilda Bogner, durante visita a um campo de prisioneiros de guerra ucraniano, foi observado que a maioria deles continua a ser mantida em instalações penitenciárias, o que viola a regra de que detidos de guerra não devem ser internados em confinamento fechado.

A representante da ONU informou que um relatório completo será publicado ainda neste mês, em 27 de setembro. Segundo o escritório, até o momento, foram confirmadas 14.059 baixas civis, sendo 5.767 mortos e 8.292 feridos pelas hostilidades. 

A missão de monitoramento de direitos humanos da ONU na Ucrânia diz que continuará a documentar e relatar os fatos no terreno e as vozes das vítimas como uma parte essencial da tentativa de evitar novas violações e responsabilizar os responsáveis pelas violações já cometidas. 

Conteúdo adaptado do material publicado originalmente pela ONU News

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