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Polônia e nações bálticas decidem proibir a entrada da maioria dos cidadãos russos

Quatro países europeus, Polônia, Letônia, Lituânia e Estônia, anunciaram que a partir de agora vão barrar a maioria dos cidadãos russos que tentarem entrar em seus territórios. Trata-se de mais uma medida em apoio à Ucrânia pela invasão das tropas da Rússia ocorrida em 24 de fevereiro. As informações são do jornal independente The Moscow Times.

A proibição tem exceções, quais sejam detentores de permissão de residência, parentes de residentes, casos humanitários e dissidentes. Já aqueles que visitarem a turismo, trabalho ou para eventos culturais e esportivos serão barrados.

Essas quatro nações fazem fronteira com o território russo e, nos últimos meses, em meio à guerra, tornaram-se um corredor de trânsito para cidadãos que buscam chegar a outros países do continente europeu.

Aeroporto Sheremetyevo, em Moscou (Foto: Wikimedia Commons)

Em meados de agosto, a Finlândia havia decidido reduzir em 90% o número de vistos emitidos aos russos. “Os vistos de turista não vão parar completamente, mas seu número será significativamente reduzido”, disse à época o ministro das Relações Exteriores Pekka Haavisto. “Isso significa que outros tipos de vistos, a parentes, contatos familiares, trabalho e estudo, terão preferência e mais tempo”.

Europa dividida

Tais medidas são mais severas que as impostas pela União Europeia (UE). No final do mês passado, os países do bloco decidiram suspender um acordo de facilitação de vistos firmado com a Rússia, mas rejeitaram a possibilidade de proibir a entrada de todos os cidadãos russos. O cancelamento tornou mais difícil o processo de solicitação, agora mais caro, árduo e demorado.

Quando a decisão foi anunciada, o chefe de política externa da UE, Josep Borrell, justificou a medida dizendo que os ministros concordaram que as relações com Moscou “não podem ser normais”. Ele, no entanto, se opôs à proibição geral de viajantes russos, alegando que o bloco precisava ser “mais seletivo” em sua abordagem e permitir que aqueles dispostos a deixar a Rússia pudessem fazê-lo.

O próprio Borrell havia dito que os países que fazem fronteira com a Rússia, casos de Polônia, Letônia, Lituânia e Estônia, poderiam “tomar medidas em nível nacional para restringir a entrada na União Europeia”. Os quatro vinham debatendo a possibilidade de barrar os cidadãos russos, agora confirmada.

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Quatro países europeus, Polônia, Letônia, Lituânia e Estônia, anunciaram que a partir de agora vão barrar a maioria dos cidadãos russos que tentarem entrar em seus territórios. Trata-se de mais uma medida em apoio à Ucrânia pela invasão das tropas da Rússia ocorrida em 24 de fevereiro. As informações são do jornal independente The Moscow Times.

A proibição tem exceções, quais sejam detentores de permissão de residência, parentes de residentes, casos humanitários e dissidentes. Já aqueles que visitarem a turismo, trabalho ou para eventos culturais e esportivos serão barrados.

Essas quatro nações fazem fronteira com o território russo e, nos últimos meses, em meio à guerra, tornaram-se um corredor de trânsito para cidadãos que buscam chegar a outros países do continente europeu.

Aeroporto Sheremetyevo, em Moscou (Foto: Wikimedia Commons)

Em meados de agosto, a Finlândia havia decidido reduzir em 90% o número de vistos emitidos aos russos. “Os vistos de turista não vão parar completamente, mas seu número será significativamente reduzido”, disse à época o ministro das Relações Exteriores Pekka Haavisto. “Isso significa que outros tipos de vistos, a parentes, contatos familiares, trabalho e estudo, terão preferência e mais tempo”.

Europa dividida

Tais medidas são mais severas que as impostas pela União Europeia (UE). No final do mês passado, os países do bloco decidiram suspender um acordo de facilitação de vistos firmado com a Rússia, mas rejeitaram a possibilidade de proibir a entrada de todos os cidadãos russos. O cancelamento tornou mais difícil o processo de solicitação, agora mais caro, árduo e demorado.

Quando a decisão foi anunciada, o chefe de política externa da UE, Josep Borrell, justificou a medida dizendo que os ministros concordaram que as relações com Moscou “não podem ser normais”. Ele, no entanto, se opôs à proibição geral de viajantes russos, alegando que o bloco precisava ser “mais seletivo” em sua abordagem e permitir que aqueles dispostos a deixar a Rússia pudessem fazê-lo.

O próprio Borrell havia dito que os países que fazem fronteira com a Rússia, casos de Polônia, Letônia, Lituânia e Estônia, poderiam “tomar medidas em nível nacional para restringir a entrada na União Europeia”. Os quatro vinham debatendo a possibilidade de barrar os cidadãos russos, agora confirmada.

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