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Russos fazem fila nas fronteiras para fugir do recrutamento e levam governo a proibir a saída

Muitos cidadãos russos que temem o recrutamento militar emergencial estabelecido pelo presidente Vladimir Putin têm tentado fugir do país nos últimos dois dias. As passagens aéreas para determinados destinos se esgotaram, e as filas nas fronteiras com países vizinhos cresceram. O governo já começou a reagir para evitar a debandada de potenciais soldados, com fiscalização de documentos e a imposição de regras para impedir que os cidadãos vão embora.

Na República do Tartaristão, uma das 85 subdivisões da Rússia, o governo proibiu os reservistas de saírem da região. “O Tartaristão sempre tem que provar ao governo federal que é a melhor região e que pode atender a todos os pedidos de Moscou”, disse o analista político Ruslan Aysin ao jornal independente The Moscow Times.

Também como parte da nova determinação legal, os empregadores são obrigados a assegurar que seus funcionários que atendem ao critério de convocação compareçam aos escritórios de alistamento. Multas foram estabelecidas para aqueles que não cumprirem a determinação.

Soldados do exército da Rússia (Foto: reprodução/Facebook)

Em uma fábrica local de produtos químicos, todos os funcionários que chegaram para trabalhar na quinta-feira (22) receberam uma intimação para comparecer a uma das unidades locais de alistamento.

“Acho que o Tartaristão escolherá um caminho fácil e mobilizará [principalmente] funcionários de empresas estatais e moradores de pequenas cidades e vilarejos onde as pessoas basicamente não têm direitos e são fortemente dependentes do governo e não têm onde se esconder”, disse Aysin, estimando que entre cinco mil e seis mil pessoas sejam mobilizadas na região.

O governo também começou a agir no âmbito nacional, com agentes de imigração nos aeroportos russos questionando homens sobre a situação do serviço militar e checando a compra de passagens de volta, de acordo com a jornalista e influenciadora digital Ksenia Sobcha, que se manifestou através do aplicativo de mensagens Telegram.

Fronteiras superlotadas

Conforme o governo aperta o cerco contra os reservistas, muitos deles lotaram as fronteiras do país nos últimos dias buscando fugir para países vizinhos. É o caso da Finlândia, que registrou um “número excepcional” de russos tentando ingressar em seu território, segundo a agência Reuters.

Matti Pitkaniitty, chefe de assuntos internacionais da guarda de fronteira, disse que 4.824 russos entraram na Finlândia pela fronteira leste na quarta-feira (21), ante 3.133 na semana anterior. Enquanto isso, o país trabalha para limitar ainda mais o fluxo, depois de já ter cortado em 90% as emissões de vistos para cidadãos da nação vizinha.

A situação foi complicada na Geórgia, de acordo com pessoas que testemunharam o movimento na fronteira. Um vídeo publicado pelo serviço local da rede Radio Free Europe mostra uma enorme fila de carros tentando ingressar em território georgiano.

Engarrafamentos de automóveis foram registrados também em países como a Mongólia e o Cazaquistão, embora as autoridades mongóis tenham desmentido a informação, apesar de imagens que mostram o acúmulo de veículos na checagem de fronteira.

Enquanto isso, as nações bálticas prometem impedir a entrada daqueles que fogem do recrutamento militar de Putin. LetôniaLituânia e Estônia já haviam anunciado na segunda-feira (19), junto da Polônia, a decisão de barrar a maioria dos cidadãos russos que tentarem entrar em seus territórios. Agora, afirmam que o plano será mantido.

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Russos fazem fila nas fronteiras para fugir do recrutamento e levam governo a proibir a saída

Muitos cidadãos russos que temem o recrutamento militar emergencial estabelecido pelo presidente Vladimir Putin têm tentado fugir do país nos últimos dois dias. As passagens aéreas para determinados destinos se esgotaram, e as filas nas fronteiras com países vizinhos cresceram. O governo já começou a reagir para evitar a debandada de potenciais soldados, com fiscalização de documentos e a imposição de regras para impedir que os cidadãos vão embora.

Na República do Tartaristão, uma das 85 subdivisões da Rússia, o governo proibiu os reservistas de saírem da região. “O Tartaristão sempre tem que provar ao governo federal que é a melhor região e que pode atender a todos os pedidos de Moscou”, disse o analista político Ruslan Aysin ao jornal independente The Moscow Times.

Também como parte da nova determinação legal, os empregadores são obrigados a assegurar que seus funcionários que atendem ao critério de convocação compareçam aos escritórios de alistamento. Multas foram estabelecidas para aqueles que não cumprirem a determinação.

Soldados do exército da Rússia (Foto: reprodução/Facebook)

Em uma fábrica local de produtos químicos, todos os funcionários que chegaram para trabalhar na quinta-feira (22) receberam uma intimação para comparecer a uma das unidades locais de alistamento.

“Acho que o Tartaristão escolherá um caminho fácil e mobilizará [principalmente] funcionários de empresas estatais e moradores de pequenas cidades e vilarejos onde as pessoas basicamente não têm direitos e são fortemente dependentes do governo e não têm onde se esconder”, disse Aysin, estimando que entre cinco mil e seis mil pessoas sejam mobilizadas na região.

O governo também começou a agir no âmbito nacional, com agentes de imigração nos aeroportos russos questionando homens sobre a situação do serviço militar e checando a compra de passagens de volta, de acordo com a jornalista e influenciadora digital Ksenia Sobcha, que se manifestou através do aplicativo de mensagens Telegram.

Fronteiras superlotadas

Conforme o governo aperta o cerco contra os reservistas, muitos deles lotaram as fronteiras do país nos últimos dias buscando fugir para países vizinhos. É o caso da Finlândia, que registrou um “número excepcional” de russos tentando ingressar em seu território, segundo a agência Reuters.

Matti Pitkaniitty, chefe de assuntos internacionais da guarda de fronteira, disse que 4.824 russos entraram na Finlândia pela fronteira leste na quarta-feira (21), ante 3.133 na semana anterior. Enquanto isso, o país trabalha para limitar ainda mais o fluxo, depois de já ter cortado em 90% as emissões de vistos para cidadãos da nação vizinha.

A situação foi complicada na Geórgia, de acordo com pessoas que testemunharam o movimento na fronteira. Um vídeo publicado pelo serviço local da rede Radio Free Europe mostra uma enorme fila de carros tentando ingressar em território georgiano.

Engarrafamentos de automóveis foram registrados também em países como a Mongólia e o Cazaquistão, embora as autoridades mongóis tenham desmentido a informação, apesar de imagens que mostram o acúmulo de veículos na checagem de fronteira.

Enquanto isso, as nações bálticas prometem impedir a entrada daqueles que fogem do recrutamento militar de Putin. LetôniaLituânia e Estônia já haviam anunciado na segunda-feira (19), junto da Polônia, a decisão de barrar a maioria dos cidadãos russos que tentarem entrar em seus territórios. Agora, afirmam que o plano será mantido.

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