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Inteligência ucraniana diz que Rússia planeja falso ataque para colocar Belarus na guerra

A Inteligência da Ucrânia diz ter informações de que a Rússia estaria planejando realizar um falso ataque contra Belarus, que então culparia Kiev e usaria o episódio como justificativa para ingressar ativamente na guerra em curso na Europa. As informações são da revista Newsweek.

Segundo a inteligência militar ucraniana, as forças russas teriam como alvo instalações de infraestrutura crítica, entre elas a usina nuclear de Astrovets. Ao culpar as forças ucranianas pelo ataque, Minsk ganharia o apoio da opinião pública e ingressaria na guerra em apoio a Moscou.

Entretanto, segundo o think tank norte-americano Instituto para o Estudo da Guerra, a estratégia russa tende a falhar. Isso em função do “pesado risco doméstico que o envolvimento representaria para a sobrevivência” do regime de Alexander Lukashenko em Belarus.

No início da guerra, uma pesquisa de opinião pública indicou que menos de 10% dos belarussos apoiava o envio de tropas à Ucrânia. Assim, de acordo com o think tank, nem um ataque falso “mudaria os fatores domésticos” que impedem Lukashenko de entrar na guerra “em nome da Rússia”.

Encontro entre Alexander Lukashenko e Vladimir Putin em 2015 (Foto: Wikimedia Commons)

Por que isso importa?

A aliança entre Belarus e Rússia é anterior à invasão da Ucrânia, mas se fortaleceu com a guerra iniciada no dia 24 de fevereiro. O país comandado por Alexander Lukashenko permitiu que a Rússia, governada pelo aliado Vladimir Putin, acumulasse tropas na região de fronteira e posteriormente usasse o território belarusso como passagem para as forças armadas russas.

A submissão de Minsk a Moscou é tamanha que o jornalista russo Konstantin Eggert chegou a afirmar, em artigo publicado pela rede Deutsch Welle, em março de 2022, que “o Kremlin vem consolidando seu controle sobre o país vizinho” nos últimos anos. E isso, segundo ele, “aponta para o objetivo de a Rússia absorver Belarus de uma forma ou de outra, embora possa permanecer oficialmente no mapa com Lukashenko como governante”.

O próprio presidente belarusso levantou essa possibilidade em agosto do ano passado, embora não tenha manifestado muito otimismo na conclusão do processo. “Quando falamos de integração, devemos entender claramente que isso significa integração sem nenhuma perda de Estado e soberania”, disse na ocasião.

Tamanha proximidade levou governos e entidades ocidentais a incluírem Belarus nas sanções impostas à Rússia em função da guerra, mesmo que Minsk não tenha enviado soldados para combater ao lado das tropas da nação aliada.

Em artigo publicado em 12 de agosto e intitulado “Não nos esqueçamos do envolvimento de Belarus na guerra da Rússia na Ucrânia” (em tradução livre), o jornalista ucraniano Mark Temnycky destacou o papel belarusso como viabilizador do ataque e cobrou punições mais severas a Minsk.

“Nos últimos cinco meses, o presidente belarusso Alexander Lukashenko permitiu que o presidente russo, Vladimir Putin, usasse Belarus como palco para a invasão russa. A Rússia lançou vários ataques aéreos do território belarusso à Ucrânia”, disse ele. “Ao apresentar a Putin uma base de operações para sua invasão ilegal e desnecessária da Ucrânia, Lukashenko é culpado por associação. Em vez de condenar a guerra, o presidente belarusso afirmou repetidamente que apoia as ações da Rússia na Ucrânia”.

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Inteligência ucraniana diz que Rússia planeja falso ataque para colocar Belarus na guerra

A Inteligência da Ucrânia diz ter informações de que a Rússia estaria planejando realizar um falso ataque contra Belarus, que então culparia Kiev e usaria o episódio como justificativa para ingressar ativamente na guerra em curso na Europa. As informações são da revista Newsweek.

Segundo a inteligência militar ucraniana, as forças russas teriam como alvo instalações de infraestrutura crítica, entre elas a usina nuclear de Astrovets. Ao culpar as forças ucranianas pelo ataque, Minsk ganharia o apoio da opinião pública e ingressaria na guerra em apoio a Moscou.

Entretanto, segundo o think tank norte-americano Instituto para o Estudo da Guerra, a estratégia russa tende a falhar. Isso em função do “pesado risco doméstico que o envolvimento representaria para a sobrevivência” do regime de Alexander Lukashenko em Belarus.

No início da guerra, uma pesquisa de opinião pública indicou que menos de 10% dos belarussos apoiava o envio de tropas à Ucrânia. Assim, de acordo com o think tank, nem um ataque falso “mudaria os fatores domésticos” que impedem Lukashenko de entrar na guerra “em nome da Rússia”.

Encontro entre Alexander Lukashenko e Vladimir Putin em 2015 (Foto: Wikimedia Commons)

Por que isso importa?

A aliança entre Belarus e Rússia é anterior à invasão da Ucrânia, mas se fortaleceu com a guerra iniciada no dia 24 de fevereiro. O país comandado por Alexander Lukashenko permitiu que a Rússia, governada pelo aliado Vladimir Putin, acumulasse tropas na região de fronteira e posteriormente usasse o território belarusso como passagem para as forças armadas russas.

A submissão de Minsk a Moscou é tamanha que o jornalista russo Konstantin Eggert chegou a afirmar, em artigo publicado pela rede Deutsch Welle, em março de 2022, que “o Kremlin vem consolidando seu controle sobre o país vizinho” nos últimos anos. E isso, segundo ele, “aponta para o objetivo de a Rússia absorver Belarus de uma forma ou de outra, embora possa permanecer oficialmente no mapa com Lukashenko como governante”.

O próprio presidente belarusso levantou essa possibilidade em agosto do ano passado, embora não tenha manifestado muito otimismo na conclusão do processo. “Quando falamos de integração, devemos entender claramente que isso significa integração sem nenhuma perda de Estado e soberania”, disse na ocasião.

Tamanha proximidade levou governos e entidades ocidentais a incluírem Belarus nas sanções impostas à Rússia em função da guerra, mesmo que Minsk não tenha enviado soldados para combater ao lado das tropas da nação aliada.

Em artigo publicado em 12 de agosto e intitulado “Não nos esqueçamos do envolvimento de Belarus na guerra da Rússia na Ucrânia” (em tradução livre), o jornalista ucraniano Mark Temnycky destacou o papel belarusso como viabilizador do ataque e cobrou punições mais severas a Minsk.

“Nos últimos cinco meses, o presidente belarusso Alexander Lukashenko permitiu que o presidente russo, Vladimir Putin, usasse Belarus como palco para a invasão russa. A Rússia lançou vários ataques aéreos do território belarusso à Ucrânia”, disse ele. “Ao apresentar a Putin uma base de operações para sua invasão ilegal e desnecessária da Ucrânia, Lukashenko é culpado por associação. Em vez de condenar a guerra, o presidente belarusso afirmou repetidamente que apoia as ações da Rússia na Ucrânia”.

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