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CBF diz que discorda veementemente da atuação da Conmebol em casos de racismo

CBF diz que discorda veementemente da atuação da Conmebol em casos de racismo

Em ofício, presidente Ednaldo Rodrigues justifica assinatura de carta de combate ao racismo Declaração de presidente da Conmebol provoca repúdio do governo e de jogadores brasileiros
A CBF enviou na noite desta quinta-feira um ofício à Conmebol no qual diz discordar veementemente da atuação da entidade sul-americana nos casos de racismo.
No documento, assinado pelo presidente Ednaldo Rodrigues, a Confederação Brasileira de Futebol também afirma que a Conmebol não está em conformidade com as medidas mais rigorosas implementadas nas mais importantes ligas, confederações e na Fifa.
O comunicado foi enviado pela CBF como forma de esclarecer a assinatura de uma carta em que dez confederações que fazem parte da Conmebol afirmam estarem “comprometidas com a luta contra o racismo, a discriminação e qualquer ato de violência”.
– Cumpre esclarecer que assinatura da Confederação Brasileira de Futebol no documento em anexo, foi concebida pela Assessoria do Gabinete da Presidência da CBF, uma vez que o Presidente Ednaldo Rodrigues Gomes está acompanhado a seleção brasileira principal, durante a partida válida pela Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA 2026, a ser disputada em Brasília-DF – diz trecho do documento.
Ednaldo Rodrigues é presidente da CBF
Vitor Silva/CBF
A CBF lembrou que pediu a exclusão do Cerro Porteño da Libertadores Sub-20 após caso de racismo contra o atacante Luighi, do Palmeiras. Porém, segundo a Confederação Brasileira, a “a CONMEBOL, omitiu-se, o que ensejou a comunicação do fato em tela a FIFA, solicitando o acompanhamento do caso a fim de garantir a aplicação do seu protocolo antirracismo global.”
No texto, a CBF reafirmou que espera que a Conmebol adote o protocolo antirracismo global da FIFA em suas competições, Libertadores e Sul-Americana, aplicando punições contundentes caso novos crimes de racismo aconteçam.
Mais cedo, nesta quinta, a Conmebol convocou uma reunião com os dez representantes dos governos e federações associados para debater os últimos casos de racismo, discriminação e violência. Segundo o comunicado, o evento foi um pedido do presidente Alejandro Domínguez, que disse na segunda-feira que a Libertadores sem os brasileiros seria como “Tarzan sem a Chita”.
O evento está marcado para o dia 27 de março na sede da Conmebol, em Luque, no Paraguai. Em nota, a entidade sul-americana afirmou que a reunião será um espaço para troca de opiniões acerca do tema que é prioridade dentro da Confederação.
Conmebol convoca reunião com países e federações para debater o racismo
Reprodução / CONMEBOL geRead More

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