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Futebol feminino sem casa? Times do Brasileirão não têm locais fixos de jogos e mesclam estádios

Futebol feminino sem casa? Times do Brasileirão não têm locais fixos de jogos e mesclam estádios

Com começo definido para este sábado (22), oito times informaram mais de um local que irão mandar os seus jogos; algumas equipes possuem problemas com os estádios definidos Quais são as equipes favoritas do Brasileirão feminino 2025?
O futebol feminino brasileiro tem evoluído ao longo dos anos, mas ainda existe uma questão quando o assunto é ‘onde jogar’. Com o Brasileirão batendo na porta, dos 16 times que participarão da disputa, oito equipes terão mais de uma opção de estádio para mandar seus jogos e apenas seis times possuem um local definitivo, sendo três deles a casa ‘oficial’ do clube.
A reportagem do ge realizou uma pesquisa com todas as equipes que disputarão o Campeonato Brasileiro feminino de 2025 para organização do guia da competição e, entre as perguntas, onde mandar o jogo era destaque.
Apenas Sport e a Ferroviária atuam regularmente no estádio oficial da equipe, jogando na Ilha do Retiro e Arena Fonte Luminosa, respectivamente.
Corinthians, São Paulo, Grêmio, Internacional e América-MG são alguns dos times que, na fase mata-mata do Campeonato Brasileiro, mandam os jogos do time feminino nos grandes estádios. O alvinegro paulista é dono do recorde de maior público no futebol feminino brasileiro.
+ Guia do Brasileirão Feminino 2025
3B da Amazônia, Bragantino, Corinthians, Cruzeiro, Grêmio, Juventude e Real Brasília são as equipes que transitam de mando. Em grande maioria, são duas as opções. América-MG, São Paulo e Bahia ainda não definiram uma casa nos jogos da primeira fase. Em jogos importantes, mineiros e paulistas vão jogar nos estádios principais dos clubes.
Saiba onde seu time joga:
3B da Amazônia – Arena da Amazônia e Campo da Colina
América-MG – Indefinido e Estádio Independência (em jogos importantes)
Bahia – Indefinido
Bragantino – Estádio Nabi Abi Chedid e Estádio Prefeito Gabriel Marques da Silva (Santana de Parnaíba)
Corinthians – Estádio Fazendinha, Neo Química Arena, Bruno Daniel (Santo André) e Primeiro de Maio (São Bernardo do Campo)
Cruzeiro – Arena Gregorão (Contagem) e Estádio Municipal Castor Cifuentes (Nova Lima)
Ferroviária – Estádio Fonte Luminosa
Flamengo – Estádio Luso Brasileiro
Fluminense – Estádio Moça Bonita
Grêmio – CT Hélio Dourado (Eldorado do Sul) e Arena do Grêmio (em decisões)
Internacional – Sesc Protásio Alves
Juventude – Estádio Montanha dos Vinhedos (Bento Gonçalves) e Alfredo Jaconi
Palmeiras – Arena Barueri
Real Brasília – Estádio Defelê (Vila Planalto) e Bezerrão
São Paulo – Indefinido e Morumbis (em decisões)
Sport – Ilha do Retiro
Morumbis, São Paulo x Corinthians, final da Supercopa Feminina
Staff Images / CBF
Dentre as escolhas de Juventude, Internacional, Real Brasília, São Paulo, Fluminense, Cruzeiro, Corinthians e América-MG, alguns dos estádios estão com alguma pendência com a Confederação Brasileira de Futebol, como exemplo do Alfredo Schürig, a Fazendinha, do alvinegro paulista.
Alberto Simão, diretor do futebol feminino do Palmeiras, falou da importância de ter um local de jogo fixo para criar identificação entre time e torcida.
– Temos que fazer uma fidelização melhor do nosso torcedor. Vamos tentar aproximar os torcedores de Barueri ao clube, às próprias Palestrinas. O feminino é um nicho diferente de torcedor hoje. É um torcedor mais família, é um torcedor com um perfil diferente. Vamos fazer ações para aproximar esse torcedor. Óbvio que o Allianz pertence ao Palmeiras, então jogos que entendermos que é necessário como finais e jogos maiores, a gente pode sim usar.
Alberto Simão, diretor de futebol feminino do Palmeiras, fala sobre jogos em Barueri
Pedro Lourenço, dono do Cruzeiro, reforça os esforços que tem sido feito por ele para conquistar um estádio próprio para a equipe feminina jogar e chamar de casa.
– Nossas meninas só jogam fora (de Belo Horizonte). Sete Lagoas, Nova Lima, Gregorão. Tenho ideia de fazer um estádio que agregará como casa para as meninas. Para as meninas jogarem e o Sub-20 (masculino) também. Porque elas ficam em viagem, só jogando fora. Então pretendo unir isso de fazer um estádio para 10 mil pessoas e elas terem a casa delas – detalhou o gestor durante apresentação do time, em janeiro.
A CBF informa que qualquer estádio pode ser substituído caso os laudos técnicos não estejam de acordo com a Lei Geral do Esporte e, ainda afirma, que há uma inspeção prévia em todos os locais designados.
Para os locais não regularizados, a confederação pede que os clubes apresentem as pendências e melhorias até 72 horas antes das partidas, caso contrário, o local pode ser alterado ou o jogo acontecer com os portões fechados, como geralmente acontece no Estádio Marcelo Portugal Gouveia, do São Paulo, por não ter o mínimo de espaço para o público estimado.
Mesmo com os aumentos de investimento, em valores financeiros, os clubes ainda não pensam na ‘casa do futebol feminino’ como algo necessário.
Ter uma casa, cria uma identificação do clube com o seu torcedor e uma facilidade, algo que o futebol feminino atualmente não possui. geRead More

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