Gregore diz que a “régua subiu” no Botafogo: “Se a torcida pressiona é porque sabe do nosso potencial”

Volante elogia período de treinos com Renato Paiva e vê estreia do Brasileirão contra o Palmeiras como “Bom teste” Botafogo vence o Palmeiras e abre vantagem na liderança do Brasileirão.
A primeira rodada do Brasileiro reserva um teste daqueles para o Botafogo. O atual campeão nacional estreia contra o Palmeiras no domingo, no Allianz Parque, às 16h (de Brasília).
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Os dois clubes têm cultivado uma rivalidade nos últimos anos. Em 2023, o clube paulista levou a melhor e conquistou o Campeonato Brasileiro, mas o Alvinegro deu o troco de forma dobrada no ano passado, eliminando o rival da Conmebol Libertadores e levantando o troféu do principal torneio do país.
Um dos protagonistas de um dos duelos contra o Palmeiras foi Gregore. O camisa 26 abriu o marcador para o clube carioca na vitória por 3 a 1 no Allianz Parque na 36ª rodada do Brasileirão do ano passado.
– Tenho lembranças muito boas (do Palmeiras). Mas será um jogo muito difícil. São duas equipes muito capacitadas, grandes no cenário nacional, então será difícil. Sempre falo, vamos nos preparar da melhor forma. Analisar como vamos jogar, como eles jogam. Para ir a São Paulo e buscar os três pontos – afirmou em entrevista ao ge.
Apesar do ano de glórias, o começo de temporada do Botafogo é irregular. O Alvinegro perdeu os títulos da Recopa e Supercopa Rei e foi eliminado do Campeonato Carioca. A saída precoce do Estadual resultou em 31 dias sem jogos oficiais para o clube.
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— Foi um período que a gente precisava. Nós, que jogamos o Mundial no final do ano passado, apresentamos dia 14 (de janeiro), já tinha um pessoal jogando aqui… Não tivemos muita interação com eles, tanto que nosso início não foi tão bom, não tivemos entrosamento, o treinador que estava não conseguiu passar ideias para a gente. Esse período sem jogos é essencial, até chamamos de pré-temporada. Está sendo muito bom, o Renato (Paiva) já está colocando a ideia dele em prática, nós, como grupo, estamos com ânimo para entender e colocamos as ideias dele em prática – analisou.
Gregore Gol título Botafogo v Sao Paulo – Brasileirao 2024
Buda Mendes/Getty Images
Sarrafo subiu depois de um ano com dois troféus? Para Gregore, a cobrança da torcida após os resultados ruins é normal por causa das atuações de 2024.
— Estrear com um Palmeiras x Botafogo é um bom teste. Mas são dois clubes que, se estamos definindo muitas coisas, é porque estão chegando. Para ser campeão, tem que chegar. Estamos jogando mais com o Palmeiras porque estamos chegando. Eles vão porque são um grande clube e também fazem um bom trabalho, mas do nosso lado é a mesma coisa. É a gente se preparar da melhor forma e dar nosso melhor para buscar os três pontos – afirmou.
— Particularmente não me sinto pressionado de estar no Botafogo hoje, não. Trabalhei a minha vida toda para viver o que vivo no Botafogo. Lutar por títulos. Se a torcida está pressionando é porque sabe do nosso potencial e temos de estar preparados para isso. Se subimos a régua ano passado de boas atuações e títulos, temos de dar um passo esse ano. O pensamento tem que ser esse. A torcida pressiona porque quer ter o gostinho que tiveram no ano passado. Precisa ter o alto rendimento. A pressão é natural – completou.
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Mais declarações de Gregore
Renato Paiva
— Muito bom. Esse começo está sendo muito bom para a gente. Mister chegou com bastante energia, reerguendo alguns jogadores que estavam aqui por causa do início complicado. Chegou com boas ideias, já dá para ver uma evolução grande nos treinamentos. Quase todo mundo está no mesmo nível para ter essa briga sadia por posição, como foi no ano passado.
Seleção
— É o meu sonho. Sonho desde moleque é jogar na Seleção. E eu trabalho para isso. Se não chegar… vou fazer de tudo para chegar lá. Mas estamos falando de uma Seleção Brasileira que tem muitos jogadores capacitados. Se pintar a oportunidade, estou preparado para estar lá. Estou vivendo o melhor momento da minha carreira e se pintar vamos defender as cores da Seleção da melhor forma.
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Brasileirão
— Joguei o Brasileiro no Bahia e quando saí era um futebol. Voltei e já é outro muito mais evoluído, competitivo. Hoje em dia não tem jogo fácil. É um campeonato muito difícil. Vai jogar com times que estão na zona de rebaixamento e falam que “tem que ganhar”. Não é tem que ganhar, queremos ganhar. Como vai ganhar? Tem que lutar, trabalhar melhor do que eles para ganhar. Não tem mais isso no Brasil. Pelos investimentos que os clubes vem fazendo e a evolução do futebol, hoje em dia tem análise, todos os clubes são capacitados. Estamos falando de Série A. Será um campeonato muito bom de se jogar, de assistir. Será difícil. Um campeonato muito difícil.
Como se prepara para a sequência de jogos
— Meu preparo é físico, mental e espiritual. A vida do atleta, se pegar o dia a dia é tudo parecido. Vem treinar, às vezes dois períodos. Chega em casa e vai ficar com a família? Não, porque tem que fazer recuperação para treinar forte no outro dia. Jogo final de semana tem que se preparar. Para os desafios que teremos, temos de nos preparar da melhor forma. Abrir mão de certas coisas, viver uma vida “normal” para viver uma de atleta. Se alimentar bem, investir no corpo, na mente. Treinar bem. Hoje em dia o Botafogo tem um grupo de análise muito grande. Passa números de como você está, se está fadigado ou não, se tem que fazer recuperação. Depende muito de você. O clube entregando tudo isso de campeonato que conquistamos, é justo se preparar da melhor forma para também entregar. Estar 100% para o clube te usar nas competições.
Expulsão na final da Libertadores
— O lance do jogo eu não faria diferente. Analisando depois foi uma bola que eu venho depois de uma rebatida e quando eu vou sair acabo escorregando e o Fausto Vera leva um jogo de corpo do Almada, aí meu pé acerta ele. Primeiro eu fiquei muito preocupado com ele porque vi o sangue descendo. Quando o árbitro me deu amarelo eu pensei “saiu barato” (risos), mas quando fui expulso passou um filme na cabeça rápido, mas meus companheiros logo chegaram e disseram que iam correr por mim.
— É algo que nenhum atleta quer passar. Todo mundo quer estar em uma final de Libertadores. No momento foi tristeza mas foi alegria até dois dias depois.
— Vira meme porque a gente foi campeão, senão estaria sendo crucificado. Ainda bem que virou brincadeira, isso quer dizer que foi um momento feliz e assim está sendo até hoje. Espero que os torcedores possam viver isso mais vezes.
Viu a final?
— Lógico, inteira. A sensação que eu tive foi primeiro de tristeza pela expulsão mas depois de alegria pelos meus companheiros e pela torcida. O clube concretizou um trabalho de três anos de SAF e de uma história gigantesca. Aquele título é muito importante para a história do Botafogo.
— Depois eu vi mais para a frente com a cabeça fria, análise de partida, como atleta também analisei como atuamos com 10 jogadores e ainda fizemos gols. Foi um trabalho incrível da equipe.
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