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Paulista feminino de 2025 terá mudanças no formato e apenas oito clubes; veja novidades

Paulista feminino de 2025 terá mudanças no formato e apenas oito clubes; veja novidades

Federação manteve valor de premiação, mas modificou tabela e regulamento Kin Saito, Diretora de Futebol Feminino da FPF, fala sobre o São José
A Federação Paulista de Futebol apresentou nesta sexta-feira os detalhes do Campeonato Paulista feminino, que tem início previsto para 7 de maio. Com novo formato, a competição terá apenas oito equipes: AD Taubaté, Corinthians, Ferroviária, Palmeiras, Realidade Jovem, Red Bull Bragantino, Santos e São Paulo.
O Paulistão contará com 14 rodadas, em confrontos de ida e volta, diferente do que era no último ano. Os quatro melhores colocados avançam às semifinais, também com ida e volta. A final está prevista para o dia 14 de dezembro.
– O Campeonato Paulista feminino é sempre o gerador de recordes, de público e de receita. O campeonato tem puxado o futebol feminino brasileiro para cima. Nós estamos junto com os clubes preparando a competição para que, quando chegarmos na fase final da competição, seja a maior da história – contou Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF.
O campeão receberá a premiação de R$ 840 mil, e o vice-campeão, R$ 350 mil. A cota destinada aos clubes ficou no valor de R$3,335 milhões para cada, somados aos R$5 milhões de custeio para operações dos jogos, arbitragens e outros.
Os clubes que vão participar da competição cumpriram o Regulamento de Licenciamento de Clubes estruturado pela FPF, que conta com exigências administrativas, de infraestrutura e, principalmente, um plano de desenvolvimento da modalidade.
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Palmeiras campeão paulista feminino 2024
Marcos Ribolli
Alguns clubes, como exemplo do São José, enviaram o regulamento completo, mas não se encaixaram nos critérios do plano de desenvolvimento da modalidade e, por isso, ficaram de fora da competição.
– Alguns clubes que não entregaram os documentos em sua totalidade, por isso não dão continuidade. Houve clubes que entregaram, mas o Plano de Desenvolvimento, que é uma exigência a ser cumprida, também passa por uma avaliação técnica e qualitativa – explicou Kin Saito, diretora executiva de futebol feminino da FPF, ao ge.
Os três clubes que estavam no último ano, mas não completam a lista atual – São José, Pinda e Marília – receberam amparo da federação.
– Esse clube vai receber integralmente o mesmo valor que recebeu no ano anterior. É um compromisso da Federação, junto com um feedback a cada clube. Para explicar qual foi a metodologia, por quê e como que a gente vai de mão dada fazer esse caminho de evolução – garantiu Kin Saito.
Mudanças em outras competições
Além do Campeonato Paulista feminino, a Taça Paulistana e a Copa Paulista passaram por atualizações. A partir deste ano, a Paulistana também dará vaga para disputa da Copa Paulista, que até a última temporada incluía apenas o Paulistão.
A copa dos clubes de São Paulo será disputada com o 5º ao 8º do Campeonato Paulista e o 1º ao 4º da Taça Paulistana.
– O quinto ao oitavo colocado do Paulistão se classificam, assim como o primeiro ao quarto colocado da Taça Paulistana. É uma oportunidade de clubes do Paulista e Taça Paulistana se enfrentarem em modelo de quartas de final, semifinal e final em jogo único
A ideia da FPF é ampliar o calendário do futebol feminino brasileiro para todos os clubes, incluindo as competições de base, e não apenas os de camisa.
– A Copa Paulista vai representar quase um termômetro entre o Paulistão feminino e a Taça Paulistana. Para a gente poder também medir um pouquinho desse equilíbrio competitivo e promover mais calendário para essas oito equipes – justificou Kin Saito.
Projeção dos clubes para o Paulistão
Após a reunião, os dirigentes conversaram com a reportagem do ge. O campeonato promete ser acirrado, com os clubes investindo cada vez mais na estrutura e fortalecimento da modalidade.
O São Paulo, representado por Rodrigo Lameira, ressaltou a importância do primeiro título na modalidade feminina e a elevação do nível da competição:
Dirigentes dos oito clubes participantes junto do presidente da FPF
Natália Bergonso
– Trabalhamos muito para chegar em finais, mas vencer era algo que ainda nos incomodava. Esse título fortalece o nosso trabalho para o restante da temporada. O Paulista deste ano terá um nível competitivo ainda maior, com oito equipes de ponta, sendo cinco delas entre as oito melhores do Brasileirão 2024. Será uma competição de altíssimo nível, e temos que estar preparados para entregar o melhor trabalho possível – destacou Rodrigo.
O Palmeiras enfatizou a oportunidade de mandar seus jogos na Arena Barueri, ressaltando a estrutura oferecida pelo estádio e que as palestrinas “merecem ter uma casa”.
– As meninas estão super felizes. Fizemos amistosos lá e treinamos semanalmente. A estrutura é excelente, e nossa logística também é muito boa. Queremos fidelizar nossa torcida em Barueri e aproximar os torcedores do clube. A gente sabe da mística que tem o Allianz, que é o nosso estádio número um. Mas a gente precisa ter a nossa casa, né? As meninas necessitam disso, tá uma vibe bem legal com elas, estamos nos sentindo realmente donos do estádio, elas estão muito felizes – pontuou Alberto Simão, diretor da modalidade.
Alberto Simão, diretor de futebol feminino do Palmeiras, fala sobre jogos em Barueri
Já o Corinthians, representado por Iris Sesso, reforçou a importância de manter a intensidade ao longo da temporada.
– A nossa visão sempre foi um trabalho sério, buscando evolução da equipe e da modalidade. Este ano será intenso, com Brasileirão, Paulistão e a volta da Copa do Brasil. Precisamos estar preparados em todos os aspectos. A gente tem um ponto muito a favor, por toda a nossa história, então acho que a gente tem que manter a nossa história e sempre buscar a melhor evolução – destacou a diretora.
O Santos, mesmo com a queda no Brasileirão, destacou a reestruturação do elenco e a importância de disputar competições de alto nível ao longo do ano.
– Nós montamos uma equipe pensando na primeira divisão. Temos campeonatos fortíssimos este ano, além do Campeonato Paulista, que é de alto nível. Também teremos a Copa do Brasil e a responsabilidade de subir para a elite. Nossa equipe é uma mescla de jovens com potencial e atletas com experiência, formando um grupo equilibrado. A equipe terá a cara do Santos, ofensiva e competitiva – afirmou Thais Picarte. geRead More

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