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Conheça goleira campeã na base do Inter que foi impedida de jogar com meninos na infância

Conheça goleira campeã na base do Inter que foi impedida de jogar com meninos na infância

Clara relembra momento em que foi impedida de jogar e destaca incentivo da mãe
Clara tinha só sete anos quando decidiu que queria jogar futebol. Não se intimidou ao saber que seria a única menina no time. Entrou em campo, se destacou e, ao ter que escolher entre o futebol e o judô, escolheu o esporte que a fazia mais feliz.
Hoje, aos 16 anos, a paraense Clara Rodrigues é goleira destaque das categorias de base do Inter, foi campeã da Copa Laghetto Sub-16 em agosto e levou o troféu de goleira menos vazada da competição. Em setembro, foi convocada para treinos com a seleção brasileira pela primeira vez na carreira para período de treinos. Agora, o sub-17 das Gurias Coloradas decidirá o Gauchão da categoria após se classificar no Gre-Nal. A jovem vê sua história servindo como inspiração.
Muita gente me fala que minha história foi referência para muitas meninas.
Clara foi campeã da Copa Gramado Sub-16
Lara Vantzen / Gurias Coloradas
O nome de Clara ficou conhecido em todo o Brasil em 2019. Goleira no futsal, a jovem foi barrada de disputar um campeonato em Santa Catarina por ser menina. Jogava na Tuna, era a única garota do time, e tudo parecia certo até o momento da inscrição
A mãe, indignada, buscou ajuda jurídica e divulgou a história nas redes sociais. Um grupo de advogadas entrou com uma petição e venceu. Clara não jogou aquele torneio, mas abriu caminho para outras meninas — e para ela mesma.
Minha mãe sempre me apoiou, desde quando pedi para jogar futsal, mesmo com muita gente não apoiando. Acho que era tudo que eu precisava para seguir e crescer.
Goleira do Inter, Clara relembra início no futebol
Passagem pelas Brabas e chegada nas Gurias Coloradas
A grande mudança na carreira ocorreu em 2022, quando fez peneira no Centro Olímpico e trocou as quadras pelos gramados. A mudança para o futebol de campo a fez chegar na maior referência de futebol feminino no pais, atuando na base do Corinthians, onde ficou por um ano e foi campeã paulista sub-15.
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Depois, ainda vestiu a camisa da Portuguesa — onde foi vice-campeã do Paulista Sub-15 — do Cruzeiro e do Athletico Paranaense. Em 2024, chegou ao Internacional, onde vive atualmente com outras atletas da base.
No Inter desde o início de 2025, disputou o Brasileirão Sub-17 e a Liga de Desenvolvimento Sub-16. Em outubro, brilhou na Copa Laghetto Sub-16, da qual foi campeã invicta e goleira menos vazada.
Clara junto da mãe, Renata Rodrigues
Arquivo Pessoal
A primeira convocação
Em setembro, a goleira recebeu sua primeira convocação para a seleção brasileira feminina, na categoria sub-17. Foi uma das 27 atletas chamadas para um período de treinamentos visando o Mundial da categoria, que foi disputado no Marrocos entre outubro e o início de novembro. Clara, porém, não esteve na lista final de 21 convocadas que levaram o Brasil ao quarto lugar na competição.
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