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Filipe Luís cita mística de Lima para o Flamengo e comemora título da Libertadores: “Ainda sem assimilar”

Filipe Luís cita mística de Lima para o Flamengo e comemora título da Libertadores: “Ainda sem assimilar”

Palmeiras 0 x 1 Flamengo | Melhores momentos | Final | Libertadores 2025
Filipe Luís é campeão da Libertadores como jogador e como técnico. O treinador conquistou pela terceira vez a competição pelo Flamengo. Em entrevista coletiva, ele comemorou o quarto título como treinador do mesmo jeito que comemorou a Copa do Brasil, a Supercopa e o Carioca: homenageando os Garotos do Ninho.
— Queria começar falando o que sempre falo depois de uma conquista tão especial, que são os meninos do Ninho, que faleceram em 2019. Não é coincidência depois que eles faleceram que o Flamengo começou a vencer tanto. Eu acredito em energia. Sei que esses meninos estão comigo. Um dos pais me manda mensagem, sinto que eles estão vivos dentro do clube e de mim. Gostaria de mandar um abraço para as famílias, para o meu avô (Filipe se emociona). É muito especial para mim.
Filipe Luís Bruno Henrique Flamengo campeão Libertadores
Rodrigo Valle/Getty Images
A final, desta vez, foi ainda mais especial. Filipe Luís conquistou o seu maior título no Flamengo como técnico e citou a “mística” de Lima, onde também foi campeão da Libertadores em 2019, na ocasião como jogador.
— É um lugar que me sinto muito feliz. Com a seleção também. Com o Flamengo, duas finais de Libertadores. É um estádio muito especial. Tem uma energia muito especial para nós. Forma lendas. Verdadeiras lendas, eternas para nosso clube. Estou realmente muito feliz de ter conquistado e aumentado a mística de Lima.
Filipe Luís disse que o título do Flamengo importa muito também pelo trabalho e sacrifício do treinador. Ele disse que ainda não está assimilando o título e comentou as horas trabalhadas em planejamentos para as partidas e citou que foi muito difícil chegar até o cargo de técnico do Flamengo.
— Significa muito para mim. Minha esposa sabe. São muitas horas. O treinador é julgado pelo resultado. Como ganhamos, eu sou um fenômeno e o Abel não vale de nada. Mas as duas equipes são sólidas e isso é muito difícil. No final um sairia perdedor. Foi muito difícil chegar até aqui. Foram muitos sacríficos individuais e coletivos. Conseguimos. Estou ainda sem assimilar, foi muita tensão essa semana.
— Se eu esperava? Claro que esperava. Sempre pensei grande, sempre pensei em conquistar grande. O Flamengo me proporciona essa possibilidade. O Flamengo não tem que ser grato a mim. O Flamengo me dá essa oportunidade pela qualidade, investimento, organização. Hoje a gente pôde disputar uma final. Me sinto privilegiado.
Ele disse que se sente orgulhoso por ver o Flamengo conquistando títulos nos últimos anos, algo que não viu durante a fase de torcedor rubro-negro, fora das “melhores situações”.
— Essa escolha tem muito a ver com minha esposa (fica emocionado). Desde então nunca me senti mais vivo, mais desafiado, mais emocionado… Flamengo proporciona isso. A cobrança é infinita, mas a alegria é equivalente. Desde que cheguei aqui fui muito iluminado. Antes de chegar aqui o Flamengo tinha uma final de Libertadores, agora tem cinco e quatro títulos.
— E vai continuar ganhando sem Filipe, sem o Arrasca, sem o Bruno Henrique. Tenho certeza que o nosso passo por aqui foi e tem sido muito valioso. Estamos deixando um clube muito melhor do que encontramos. Isso me deixa muito orgulhoso porque cresci vendo o Flamengo não na melhor das situações.
O treinador já aguarda a festa no Rio de Janeiro neste domingo. Filipe Luís citou o “AeroFla”, feito na última quarta-feira, e revelou a ansiedade para que os torcedores vejam o troféu da quarta Libertadores do Flamengo de perto.
— O “AeroFla” diz muito sobre a essência do torcedor rubro-negro e agora vamos ver no trio. Estou desejando esse carinho dos torcedores para os jogadores porque eles merecem. Se esforçaram muito e que a gente possa viver esse momento de alegria, que eles vejam esse troféu maravilhoso. E que os torcedores do Flamengo continuem aumentando. O Zico diz que o torcedor é patrimônio do Flamengo.
Importância do elenco e escolha por Danilo
O treinador do Flamengo falou da luta que Léo Ortiz fez para estar na final da Libertadores. O zagueiro enfrentou uma lesão desde a semifinal da competição contra o Racing e ficou de fora da maior parte dos treinamentos. O defensor voltou às atividades nesta semana, mas foi mantido no banco durante a final. O substituto foi Danilo, que brilhou ao decidir o título com um gol de cabeça.
— Primeiramente, falar do Léo Ortiz. Só a gente e ele sabemos o esforço gigante que ele fez para estar nesta final. Hoje de manhã, eu perguntei a ele o que estava sentindo. Ele conquistou o direito de poder dizer para mim o que estava no coração dele naquele momento, como ele estava se sentindo para jogar. E ele disse que, claro, queria jogar, mas que era melhor, inclusive, ganhar sem jogar porque a única coisa que ele queria era ser campeão e que se eu pensasse que ele podia atrapalhar a equipe por estar há um mês parado, ele preferia que escolhesse o Danilo. Mas ele deixou a escolha na minha mão.
O treinador também citou Wesley e Gerson, que já deixaram o clube, além de Pedro, lesionado:
— No fim das contas, a decisão final é minha, mas eu queria saber o sentimento dele. Um jogador que nos deu muito. E, no fim, jogou o Danilo. Um jogador multicampeão por onde passou. Alex Sandro, Jorginho, se eu começar a falar aqui, não paro mais. Mas são jogadores que entram no campo e são cascudos, são campeões. Você sente que não estão jogando uma final, estão jogando um jogo comum, tranquilo, sereno, dominando todos os espaços. Hoje, a glória individual foi do Danilo, mas o mais importante é a equipe. Sem ela, não estaríamos aqui. Lembrar de Wesley e Gerson, sem eles, não estaríamos aqui onde estamos hoje. Pedro também. Esse título é muito dedicado ao que ele fez pela gente.
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Filipe Luís recebeu o tradicional banho de isotônicos em entrevistas coletivas após títulos. O treinador foi encharcado pelos jogadores enquanto respondia sobre o plano de jogo do Palmeiras para a final.
— Pelo que eu entendo de plano de jogo e pelo que o Palmeiras nos gerou de dano no jogo do Maracanã, eu entendia que eles queriam explorar muito a bola nas costas dos nossos laterais e transições (inicia banho de energético).
— Cada um tem uma estratégia muito clara. O Flamengo geralmente joga com bola, tenta propor, tenta pressionar. O que deixamos para o nosso adversário são alguns contra-ataques. Eles têm jogadores muito velozes, rápidos e determinantes como Vitor Roque e Flaco (López).
— Uma das nossas estratégias também foi manter nosso lateral na última linha e do lado oposto para evitar essas transições tão letais. Mesmo assim, conseguiram. Cada treinador tem seu plano. Não digo que foi uma vitória do futebol porque, por exemplo, o plano do Fluminense no Mundial de Clubes foi o que levou a equipe brasileira mais longe. Cada plano de cada treinador tem uma validez e cada treinador acredita nas armas e características dos seus jogadores para vencer.
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Varela
— Extraordinário, imenso. É verdade que ele gerou uma situação para ele ter mais tempo com bola, ser o jogador livre pelo o que pensávamos que o Palmeiras poderia oferecer de pressão. Ele jogou bem com a bola, mas ele cresceu no jogo a partir de defender bem. A fase defensiva dele estava impecável. Cada minuto que passava era uma jogada mais espetacular que outra. Foi disparado o melhor jogador em campo.
Título sem Deni
— É verdade. O Deni é um cara muito especial. Sentimos a falta dele e o legado dele será eterno no clube.
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