Ponte inicia semana decisiva nos bastidores e mantém expectativas por reforços
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A Ponte Preta abre uma semana decisiva nos bastidores em meio à reta final do processo eleitoral e montagem do elenco para 2026. A partir de quinta-feira, dia 20, a chapa “77” será oficializada como única habilitada a conduzir o clube pelos próximos anos. O grupo é liderado pelo atual presidente Marco Antonio Eberlin, responsável por reunir as 225 assinaturas necessárias segundo o estatuto.
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Apesar da condição de favorito, Eberlin ainda não confirmou se seguirá na disputa. Outros nomes podem se inscrever até o dia 30, data em que o Conselho Deliberativo definirá o presidente para o quadriênio. Entre os natos habilitados, Luiz Torrano aparece como alternativa cotada nos bastidores.
Eberlin, atual presidente da Ponte Preta
Diego Almeida/Pontepress
O calendário do próximo mandato prevê os seguintes compromissos de imediato: estreia no Paulistão em 11 de janeiro, participação direta na terceira fase da Copa do Brasil e o início da Série B em março.
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A reapresentação da equipe profissional está marcada para 1º de dezembro. O departamento de futebol trabalha para definir contratações e renovações sob coordenação de João Brigatti e do gerente Ricardo Koyama.
Elenco da Ponte campeão da Série C
Marcos Ribolli
O zagueiro Saimon e o goleiro Diogo Silva podem permanecer graças a cláusulas de renovação automática. A diretoria também tenta prolongar o vínculo do meia Elvis, que atrai interesse de outros clubes.
Paralelamente ao mercado, a Ponte enfrenta o desafio de quitar os salários atrasados, acumulados após bloqueios judiciais nas contas do clube desde junho. Segundo o atual presidente, os débitos serão sanados após o dia 30, quando o processo eleitoral estará concluído.
O ciclo de Eberlin: entre títulos e rebaixamentos
O primeiro mandato de Marco Antonio Eberlin contabiliza 202 jogos entre 2022 e 2025, com 75 vitórias, 58 empates e 69 derrotas, rendimento geral de 46,69%.
Marco Antonio Eberlin, presidente da Ponte Preta
Alex Cardim/EPTV
A temporada de estreia apresentou o pior desempenho do ciclo:
14 vitórias, 16 empates e 21 derrotas (37,9% de aproveitamento)
Rebaixamento no Paulistão
12º lugar na Série B
Eliminação na primeira fase da Copa do Brasil
O ano seguinte marcou uma grande recuperação. A Ponte conquistou o título da Série A2 com campanha quase impecável – 14 vitórias, seis empates e apenas uma derrota – encerrando um jejum de 54 anos sem troféus. No mesmo período, porém, o clube enfrentou seu primeiro transfer ban sob a atual gestão. A punição durou menos de dois meses, mas abriu uma sequência de restrições ao longo do mandato.
Jogadores da Ponte erguem a taça de campeão da Série A2
Marcos Ribolli/Especial PontePress
A temporada 2024 trouxe retorno à elite estadual, com avanço ao mata-mata, mas a equipe caiu com goleada por 5 a 1 para o Palmeiras nas quartas. No Brasileiro, o revés foi maior: apenas 10 vitórias em 38 rodadas e o rebaixamento para a Série C.
O último ano deste ciclo registrou a melhor performance. Em 40 partidas, foram 22 vitórias, nove empates e nove derrotas, com 62,5% de aproveitamento. O time conquistou o título da Série C, primeiro nacional da história alvinegra, e dominou os quatro dérbis da temporada (três vitórias e um empate).
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No período, a Ponte foi comandada por oito treinadores: Gilson Kleina, Hélio dos Anjos, Felipe Moreira, Pintado, João Brigatti, Nelsinho Baptista, Alberto Valentim e Marcelo Fernandes, este último fechando o ciclo com 78% de aproveitamento.
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A campanha na Série C rendeu R$ 1,8 milhão ao clube. Para 2026, a projeção é de cerca de R$ 8 milhões em premiações nacionais, além de R$ 2,3 milhões garantidos pela entrada direta na terceira fase da Copa do Brasil. No Paulistão, a receita atual foi de R$ 11 milhões, com reajuste previsto para o próximo ano.
Com o cenário político prestes a se definir e um calendário cheio à vista, a Ponte inicia uma semana que deve pautar os rumos administrativos e esportivos da próxima gestão. geRead More


