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Redução da tarifa à carne pelos EUA é elogiada por exportadores brasileiros

Redução da tarifa à carne pelos EUA é elogiada por exportadores brasileiros

 ‘É um motivo de comemoração comedida, mas com perspectiva muito positiva’, diz Roberto Perosa.
Exportadores brasileiros consideraram muito positiva a decisão dos Estados Unidos de reduzir tarifas à carne bovina brasileira. A medida apareceu em uma ordem executiva publicada nesta sexta-feira (14) pelo presidente americano Donald Trump.
“A medida reforça a confiança no diálogo técnico entre os dois países e reconhece a importância da carne do Brasil, marcada pela qualidade, pela regularidade e pela contribuição para a segurança alimentar mundial”, disse a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
“A redução tarifária devolve previsibilidade ao setor e cria condições mais adequadas para o bom funcionamento do comércio”.
Desde agosto, a importação de produtos do Brasil pelos Estados Unidos é alvo de uma sobretaxa de 50%. O país é o maior fornecedor de café para os EUA e um dos principais de carne.
Esse percentual de 50% foi determinado a partir de duas ordens de Donald Trump: uma em abril, quando o Brasil passou a ter uma sobretaxa de 10%, e outra que começou a valer em agosto, totalizando o “tarifaço” em 50%.
No entanto, não ficou claro para o setor qual das tarifas foi retirada, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
“O Cecafé está em contato com seus pares americanos, neste momento, para analisar, cuidadosamente, a situação e termos noção do real cenário que se apresenta”, diz nota do Conselho.
Em uma primeira análise da Ordem Executiva de Trump, o presidente da Abiec, Roberto Perosa, acredita que apenas os 10% devem ser reduzidos.
“Mas isso já traz uma boa sinalização para o mercado brasileiro. Os Estados Unidos é o nosso segundo maior mercado para exportação de carne bovina. E estava fazendo falta exportar para os EUA em um volume adequado”, disse à GloboNews.
O embaixador Celso Amorim, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), classificaram a medida anunciada pelo governo de Donald Trump como uma boa notícia, mas ressaltaram estarem atentos também aos itens que entraram no tarifaço e ainda não foram flexibilizados.
Ministro da Agricultura comemora redução das tarifas para produtos agrícolas
Negociações
O Brasil e os EUA vinham articulando, nas últimas semanas, uma flexibilização do “tarifaço”. A negociação ganhou força com um encontro entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em outubro, na Malásia.
Os EUA vivem uma inflação da carne e do café que foi agravada pelo “tarifaço” de Trump.
Ao divulgar a medida nesta sexta, a Casa Branca publicou a lista de produtos que receberam algum grau de isenção de tarifas, entre eles os que estão entre os principais vendidos pelo Brasil para os EUA.
Na ordem executiva, Trump diz que tomou a decisão depois de “considerar as informações e recomendações que esses funcionários me forneceram, o andamento das negociações com vários parceiros comerciais, a demanda interna atual por determinados produtos e a capacidade doméstica atual de produzi-los, entre outros fatores”.
Segundo o governo americano, a redução vale para mercadorias importadas e retiradas em armazém desde a quinta-feira (13).
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