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Zubeldía analisa vitória do Fluminense: “O que fizemos foi interpretar as falhas do Flamengo”

Zubeldía analisa vitória do Fluminense: “O que fizemos foi interpretar as falhas do Flamengo”

Em atualização
Fluminense 2 x 1 Flamengo | Melhores momentos | 34ª rodada | Brasileirão 2025
Após a vitória por 2 a 1 sobre o Flamengo, na noite desta quarta-feira, no Maracanã, o técnico Zubeldía destacou a atuação estratégica do Fluminense no clássico pelo Brasileirão. Segundo o treinador, o diferencial da equipe foi saber interpretar bem os pontos fracos e fortes do rival.
– O que fizemos bem foi interpretar as falhas e as forças do Flamengo. É um assunto longo, porque, para cada situação, tínhamos três pontos principais a seguir com a bola e três pontos sem a bola. Para resumir, executamos muito bem esses três aspectos ofensivos e defensivos durante boa parte da partida – disse Zubeldía.
Zubeldía em Fluminense x Flamengo
André Durão
Zubeldía também destacou a importância de vencer os clássicos e a conexão emocional com a torcida. O treinador afirmou que encara todos os jogos contra os rivais com o mesmo peso e respeito, e celebrou a vitória como um presente para os tricolores.
– Todos os clássicos são importantes, de todos os clubes. E quando estou dirigindo uma equipe, tento me colocar no lugar daqueles que, desde pequenos, se tornaram torcedores, neste caso, do Fluminense. Mas aqui não existe um clássico melhor que o outro. Todos os clássicos representam muito, muito mesmo, para o torcedor. Como profissional, mesmo que as emoções não te afastem completamente, você tenta entregar algo a mais, porque quer ver sua gente feliz, as pessoas que trabalham no clube, que nasceram torcendo e vestindo a camisa do Fluminense desde sempre – disse Zubeldía, que completou:
– Tenho muito respeito por todos os clássicos, seja onde for. Para mim, clássico é sempre algo a mais. Já perdi e já ganhei clássicos. Quando perdi, fiquei mais triste do que o normal. E quando ganhei, fiquei mais feliz do que o normal porque sei que representa algo a mais para todos. Falando especificamente desse clássico, claro, gostei muito, e gostei porque vencemos. Se não tivéssemos vencido, mesmo com o apoio do torcedor e tudo mais, eu não teria gostado. Mas agora que vencemos, é como se tudo tivesse valido a pena. Estou feliz porque a torcida do Flu está feliz.
Jogadores do Fluminense comemoram vitória contra o Flamengo
André Durão
Com o resultado, o Fluminense chegou a 54 pontos, e subiu para a sexta posição, ultrapassando momentaneamente o Bahia, que tem 53, e joga nesta quinta-feira. O Flu volta a entrar em campo no próximo sábado, quando enfrenta o Palmeiras, no Allianz Parque, pela 35ª rodada do Brasileirão.
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Melhor atuação?
– Acho que fizemos boas partidas, em várias delas tivemos momentos muito bons. Eu me lembro do jogo contra o Botafogo, que também foi bom, contra o Atlético-MG foi bom, contra o Mirassol aqui também. Tivemos vários jogos em que atuamos bem, contra o Internacional, por exemplo, o primeiro tempo foi excelente.
– Houve partidas que jogamos bem, outras em que tivemos mais dificuldades, e em algumas o resultado infelizmente não foi o que esperávamos. Mas, de forma geral, a equipe funcionou mais vezes do que não funcionou. Conseguimos mais vitórias, e isso é consequência de termos tido momentos melhores do que se pensa.
– O jogo de hoje, mesmo sendo muito duro em todos os aspectos, exigia um nível de concentração muito alto, até porque estamos enfrentando adversários fortes em sequência. O Mirassol, Cruzeiro e o Flamengo, todos times que estão na parte de cima da tabela e fazem um bom Brasileirão.
Fluminense contra o Flamengo
Maxi Franzoi/AGIF
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Marcação pressão em outros jogos?
– Às vezes, sim, às vezes, não. Pressão alta não é um sistema de jogo em si. Não é algo que aplicamos sistematicamente, é uma ferramenta que usamos quando o momento exige. Ela depende muito da interpretação dos jogadores. Quando o adversário sai jogando com tiro de meta, geralmente pressionamos alto. Às vezes com um jogador para orientar, outras com dois. Tenho jogadores que pressionam bem, e isso não é por acaso. Não à toa, muitas vezes as duas primeiras substituições são o meia e o centroavante, dois atletas que contribuem muito defensivamente, além do trabalho ofensivo.
– Não significa que outros não possam fazer isso, mas muda a característica. O John, por exemplo, não tem o mesmo perfil do Everaldo. Assim como o Ganso é diferente do Lucho, ou do Nonato. O Nonato até pode ser útil na pressão, mas talvez não tenha a frieza de um camisa 10. Com certos jogadores, conseguimos aplicar uma pressão alta efetiva. Mas, se trocamos, precisamos nos adaptar às características que temos em campo. Por isso, às vezes pressionamos alto, em outras recuamos para um bloco médio ou até baixo.
Zubeldia durante o jogo entre Fluminense e Flamengo
André Durão
Formas de atacar os adversários
– Depende do adversário. Neste caso, tivemos dez dias para projetar o jogo, embora, na prática, não sejam dez dias, porque é preciso primeiro recuperar os jogadores. Trabalhar especificamente o jogo contra o Flamengo, com sete dias de antecedência, não é o ideal, porque ainda está muito distante. Mas é verdade que tivemos um período para recuperar os atletas, trabalhar em conjunto e, depois, planejar 48 a 72 horas de treinos focados tanto no que precisávamos melhorar quanto nas características do Flamengo, algo que normalmente não conseguimos fazer com outros times devido à proximidade dos jogos no calendário.
Estratégia contra o Flamengo
– Um exemplo com bola era se eles se postavam em bloco médio havia que buscar situações nas costas de seus defensores. Porque os laterais avançavam e produziam uma situação um pouco desequilibrada para os zagueiros, que poderiam dar um passe progressivo ou para trás em um momento que não é o certo. Isso também é uma virtude que tem o Flamengo mas nós interpretamos que quando a bola estava na zona média e víamos essa situação, tínhamos que aplicar (o que foi treinado). Creio que fizemos isso bem. Esse é um ponto para destacar quando tínhamos a bola.
– Outro ponto sem a bola, Flamengo costuma armar a construção com três mais dois. O três mais dois fazem seu lateral esquerdo e os zagueiros e o lateral-direito abre o campo. No ataque, Luiz Araújo puxa para dentro e Carrascal na posição de Arrascaeta ocupando o lado oposto Nessa distribuição (do Flamengo) com o “W” no ataque e o três mais dois na construção, tínhamos que ocupar os espaços. Para não me estender mais, os espaços defensivos ocupamos bem e a partir disso pudemos bloquear (as ações).
Importância dos atacantes
– Aqui não se trata de dizer quem é melhor ou pior, mas sim de entender os diferentes tipos. Você tem aquele extremo que percorre 70 metros, o famoso “box to box”, e tem o extremo do último terço ofensivo, que, se for exigido demais defensivamente, pode perder rendimento. Então, dependendo da característica desses extremos, você escolhe qual é o mais adequado para determinado jogo, certo?
– E nessa fase do campeonato, todos os times apresentam laterais ofensivos, até mesmo o Sport Recife, que já foi rebaixado, mas é capaz de fazer gols, como mostrou contra nós e em jogos recentes. Não vejo outra alternativa a não ser que os extremos ajudem a formar uma linha de 5 ou até 7, dependendo do momento do jogo. O ideal é que esses jogadores tenham a capacidade de recompor, mas também que o time consiga trocar 12, 13, 14 passes para sair da pressão, se posicionar e construir desde trás para que esses mesmos extremos cheguem com força ao ataque. Mas tudo depende do contexto.
Serna empurra para o gol vazio contra o Flamengo
André Durão
– Essa é, aliás, uma grande dúvida que nós, treinadores, enfrentamos há anos: como ocupar os cinco corredores defensivamente? Com quem? Um meio-campista? Outro jogador? Eu prefiro usar os extremos. E se eles ainda conseguem ter presença ofensiva, como o Serna, que fez um gol, ou o Canobbio, que teve um mano a mano, fico mais tranquilo. Significa que eles não perderam força ofensiva por estarem ajudando defensivamente. Entendem o que quero dizer? É um tema muito bom para se debater
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