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Analista de desempenho alagoano estuda cobranças de pênaltis de Neymar e traça cenários

Analista de desempenho alagoano estuda cobranças de pênaltis de Neymar e traça cenários

CRB 0 (5) x (4) 0 Santos | Pênaltis | Jogo 2 da 3ª fase | Copa do Brasil 2025
Analista de desempenho do Náutico, o alagoano Caio Bráz, de 22 anos, tem um dado valioso para mostrar no portfólio. Ex-CRB, ele montou um estudo minucioso das cobranças de pênaltis do atacante Neymar.
No dia 22 de maio, o CRB fez uma partida que merece um capítulo especial na temporada 2025. Pela terceira fase da Copa do Brasil, o Galo recebeu o Santos no Estádio Rei Pelé.
Recuperado de lesão muscular, o camisa 10 do Peixe voltou a ser relacionado e deu ainda mais peso ao confronto.
No retorno de Neymar, CRB vence nos pênaltis e elimina o Santos na Copa do Brasil
Com o empate por 1 a 1 no jogo de ida, novo resultado igual em Maceió levaria à decisão aos pênaltis. Após o apito final do árbitro Ramon Abatti Abel, o placar marcava 0 a 0 e o duelo se encaminhou às penalidades. Nas cobranças, o CRB levou a melhor e venceu por 5 a 4.
Foi aí que entrou em cena o papel decisivo de Caio Bráz na classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil. Responsável por estudar o adversário do CRB, o analista contou como é feito o estudo e apresentou o mapa dos prováveis batedores santistas.
— O relatório, além de mostrar, claro, o local em que os atletas geralmente cobram seus pênaltis e de mostrar se acertou ou errou, a gente divide em situações. Qual foi a situação naquele pênalti específico, ou seja: se o time dele estava vencendo quando ele cobrou; se o time tava perdendo, se o time tava empatando… Porque a gente consegue filtrar melhor se é um pênalti, às vezes, que não tem tanta responsabilidade, se, às vezes, o cara trocou a batida quando são pênaltis decisivos; enfim, a gente faz esse filtro também.
Analista alagoano montou estudo minucioso das cobranças de pênaltis de Neymar
Reprodução
Além de Neymar, o trabalho de Caio Bráz detalhou para aquela decisão as cobranças de outros jogadores santistas: Tiquinho Soares, Guilherme, Rollheiser, Barreal, Thaciano, Gabriel Bontempo, Luca Meirelles, Zé Ivaldo, João Basso, Zé Rafael e Rincón.
E foi a cobrança de Zé Ivaldo que parou nas mãos de Matheus Albino. O goleiro do CRB esperou o tempo certo, caiu no lado direito e encaixou a bola batida pelo zagueiro do Santos. Neymar, por outro lado, converteu na sua oportunidade.
O analista alagoano também explicou como os dados são repassados aos goleiros.
— O pessoal recebe esse material, geralmente, um dia antes do jogo, na concentração, os goleiros relacionados e o preparador de goleiros. A gente filtra e puxa todas as últimas cobranças de pênalti do adversário. Quando é um jogo comum, de Brasileiro, Copa do Nordeste, quando não é mata-mata, não tem possibilidade de pênaltis, (a gente analisa) cerca de três a quatro batedores possíveis para aquela partida. Quando é um jogo de mata-mata e tem probabilidade, a gente engloba tudo e manda pra eles.
Caio Bráz elaborou estudo dos batedores santistas
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